Bom, gente. Final de ano acontecendo, as temporadas das principais categorias de automobilismo já foram encerradas, mas neste último Grande Prêmio do Brasil, veio um assunto que me inspirou a fazer esta coluna: o futebol. Sim, o principal esporte mundial, que aqui no Brasil está vivendo sua reta decisiva, com a última rodada cheia de clássicos e que pode definir um campeão entre estes dois times: de um lado, o Corinthians, líder por 26 rodadas e que joga a última partida pelo empate. Do outro, o Vasco da Gama, que precisa derrotar seu arqui rival Flamengo e torcer para o Palmeiras, rival do seu concorrente, ganhar o Dérbi decisivo.
A relação entre futebol e automobilismo sempre correu lado a lado desde que passamos a gostar das corridas. Os pilotos brasileiros sempre que podiam, passavam sempre a mostrar seu lado torcedor e secador de outros times, e dependendo da escolha deles, era motivo ou não de idolatria e gozações.
A geração mais recente talvez não tenha visto Emerson Fittipaldi e Ayrton Senna, corintianos convictos, que por terem vencido corridas e títulos, passou desaparcebido suas opções. Hoje vemos os corintianos Rubens Barrichello, Bia Figueiredo e Ricardo Zonta, os são-paulinos Hélio Castroneves e Tony Kanaan, além de Felipe Massa e Nelsinho Piquet, os palmeirenses Christian Fittipaldi, Pedro Paulo Diniz e Luciano Burti, o fluminense Cacá Bueno, entre outros só citando alguns ativos. Muitos vibraram quando os seus pilotos preferidos davam pitacos sobre escalações de times e resultados. Um exemplo foi o Felipe Massa, que quando declarou que "foi bacana ver o Corinthians cair para a Série B", a massa toda caiu em estado de graça.
Mas o que aconteceu no último Grande Prêmio do Brasil é que virou a manchete que rende papo nas redes sociais por semanas até mesmo depois que o campeonato acabar. O tri-campeão Nelson Piquet, homenageado por causa do primeiro título conquistado em 1981 com a Brabham, resolveu tirar sua casca e "provocou" os corintianos presentes em Interlagos, dando volta na pista com a bandeira do Vasco para acirrar a rivalidade e acender esse pavio de pólvora.
Só sabemos depois, vendo as redes sociais, que ele simplesmente, ignorando-se as homenagens, tornou-se "o Cara", ou seja, ele deu um tapa de luva no orgulho dos corintianos. Afinal, o Corinthians, como o time mais odiado do Brasil, qualquer um que ouse provocá-lo, é tratado como rei pelos anti-corintianos. E aí vieram as comparações entre os dois times aspirantes ao título. Rubens Barrichello, representando o Corinthians, e desafeto pessoal de Nelson Piquet, pra variar, virou alvo de gozações e piadas na rede da Internet e da imprensa especializada. Fotos comparando o Vasco (de Piquet) e o Corinthians (de Barrichello) já para muitos padarisenses, já dava a certeza de título para o Vasco da Gama, por razões simples: Nelson Piquet foi tri da Fórmula 1 e Barrichello, dois vices, então, segundo estes, o Corinthians é perdedor porque Barrichello é quem traz azar ao Corinthians. E o que dizer da visita que o Rubens fez ao CT do Timão para lançar o Rally de São Paulo no Parque São Jorge, e abraçou o Tite, desejando boa sorte??? Pronto!!!! Pintou o Campeão segundo muitos, e ele é do outro lado.
Mas deixando essas picuinhas de lado, os times foram para as pistas em diversas categorias. Até tivemos a Fórmula Superleague, disputada entre os clubes de futebol, reuniam equipes representando os clubes do mundo. Corinthians e Flamengo tiveram equipes nesta categoria. Assim como também vários clubes estiveram presentes em outras categorias. A Stock Car Brasil já teve carros pintados do Corinthians e do Palmeiras, a Fórmula Truck, além do Corinthians e Flamengo, a dupla Gre-Nal (Grêmio e Internacional), e dizem, que o Santos pode pintar nas pistas no ano de seu centenário. Muita gente não se lembra, mas a ex-piloto Suzane Carvalho, já foi "patrocinada" no começo de suas carreira pelo Botafogo.

E os hermanos também não ficam atrás. Boca Juniors e River Plate tem equipes nas categorias argentinas e o Peñarol do Uruguai, em 1999, prestou homenagem a Gonzálo Rodrigues (primeiro uruguaio a correr numa categoria top - a extinta CART) e que morreu em Laguna Seca naquele ano.
Seja como for, esses dois esportes têm a tendência de estarem andando lado a lado, sempre. E que possamos ainda mais pra frente, ver novas disputas, seja nos gramados e nas pistas, acirrando as rivalidades entre seus torcedores mais ilustres e desconhecidos. Porque sem essa chama, não teria graça essa relação entre automobilismo e futebol.
Valeu!!!!