sábado, 22 de março de 2014

Dois exemplos, duas atitudes, dois destinos



Bom, gente. Hoje resolvi falar, depois de ter assistido ao filme RUSH e ter observado algumas coisas, veio uma coisa na minha mente... São épocas diferentes, mas situações parecidas no tempo, e que aqui eu descobri o que deu essas atitudes... mais precisamente com a Ferrari e a Lotus.

Primeiro caso, a Ferrari. Ano: 1974. A equipe de Maranello estava enfrentando uma crise técnica, onde naquele ano estava completando uma década de seca de títulos. Eis que houve uma reestruturação na equipe e eles chamam para um teste um piloto jovem e promissor chamado Niki Lauda, para ser o segundo piloto da equipe, que tinha entrado na BRM no ano anterior comprando a sua vaga e feito algumas boas atuações.

No primeiro teste com o novo carro da Ferrari naquele princípio de ano, ele andou, baixou o pé e no final, perguntaram o que ele achou do carro. Niki, categoricamente, reclamou e acabou dando a sua sentença: “O carro é um LIXO!!!!”. Pra que, né???? E isso ele teve a coragem de declarar na cara do Comendador Enzo Ferrari, o dono da equipe, que estava ali presente em Maranello acompanhando os testes...



A sorte de Lauda é que naquele tempo não existia a Internet, senão, essa declaração cairia como uma bomba entre os internautas tifosi que iriam ficar revoltadíssimos com isso. Afinal, não se xinga uma Ferrari na cultura deles. E ele o fez. A declaração dele foi passível de demissão. Mas, ao invés disto, a equipe conversou com ele, ele explicou e foi dando seu diagnóstico sobre o que poderia ser melhorado...

A temporada começou e logo, depois de muitos acertos, a Ferrari foi melhorando e progredindo... a recompensa no final: o título de 1975 com o próprio Niki Lauda e de lambuja o campeonato de Construtores, fazendo assim encerrar um jejum incômodo na época...

Segundo caso, a Lotus. Ano: 1988. A equipe de Norkolf também estava enfrentando uma crise técnica, completando uma década de seca de títulos. Depois de ter perdido Ayrton Senna para a rival McLaren, a equipe abre os cofres e contrata a peso de ouro o então tri-campeão e ganhador do título de 1987, o brasileiro Nelson Piquet, para ser o líder da equipe e consequentemente o primeiro piloto. A esperança é de que Piquet encerraria esse incômodo jejum...

No primeiro teste com o novo carro da Lotus naquele princípio de ano, ele andou, baixou o pé e no final, perguntaram a ele sobre a impressão que tinha... Conhecido por não ter papas na língua, surpreendentemente, ele não quis polemizar e classificou o Lotus: “O carro é BOM!!!!”. Pois bem... mesmo assim, ele sabia que iria ter muito trabalho, mas preferiu uma atitude de cautela com relação ao carro e resolveu apontar defeitos “aos poucos”, à medida que o campeonato fosse desenrolando...

A temporada de 1988 começou e a equipe não conseguiu ser rápida... com o tempo, os pontos foram minguando e a equipe foi ficando para trás... como consequência, a Lotus perdeu nos construtores para equipes como Benetton e Arrows e foi cada vez mais se afundando... os anos foram passando. Piquet pulou fora da equipe e a Lotus foi iniciando uma decadência que não teve mais fim...
Agora eu fico aqui pensando: coincidiu nesses casos o fato das equipes terem enfrentado secas de títulos e acomodação por causa de resultados fracos. No caso de Niki Lauda, um novato, usou da sua petulância e arrogância necessárias para fazer a equipe enxergar o que estava de errado na equipe. Não tinha moral nenhuma na época para opinar sobre a política da equipe, mas o fez. Enfrentou de cara o problema e os resultados vieram. A equipe cresceu desde então saindo dos blocos intermediários para ser novamente equipe de ponta. Claro, depois que ele saiu, caiu de novo a equipe numa nova crise técnica, mas se reergueu depois de muito trabalho. Hoje a equipe Ferrari é uma referência na Fórmula 1 e orgulho para seus fãs do mundo inteiro. A equipe venceu praticamente um quarto das corridas que disputou e hoje é a maior colecionadora de triunfos na categoria.



No caso de Nelson Piquet, ele já era um veterano. Poderia muito bem usar da sua experiência e petulância necessárias para trazer a equipe Lotus de volta às conquistas. Mas não o fez. Ao invés disto, preferiu adotar uma política de que “sou amiguinho de todo o mundo” e achar tudo lindo e maravilhoso. Tinha toda a moral do mundo na época para opinar sobre a política da equipe, mas não o fez... preferiu se contentar em dirigir para a equipe, pois ela estava lhe pagando um excelente salário e depois mostrar-se arrependido de ter fechado com a Lotus, metendo o pau em quem deixou a equipe nesse nível... Depois que ele saiu, a equipe decaiu, perdeu patrocinadores e foi caindo cada vez mais o nível técnicos dos pilotos que eram contratados e os carros que construíam. A Lotus fechou as portas no fim de 1994 e depois de 16 anos, voltou à Fórmula 1 meio que timidamente, para também aventurar-se em outras categorias. Afundou na Indy, no WEC e a Lotus na Fórmula 1 hoje puxa o pelotão do intermediário para trás, arrastando-se no grid...

Apesar de tudo isso, o povo brasileiro, ou melhor, o torcedor brasileiro mais especificamente, resolve guardar mais com carinho a Lotus do que a Ferrari... e eles fazem as comparações: foi na Lotus que o brasileiro aprendeu a amar automobilismo, pois foi lá que Emerson Fittipaldi ganhou pela primeira vez o título da Fórmula 1, foi lá que Ayrton Senna conseguiu suas primeiras vitórias na categoria e foi lá na Lotus que Nelson Piquet desfilou depois de um tri campeonato, embora não tenha ganhado corridas. E foi com a Lotus que Bruno Senna, o sobrinho, guiou também... a Ferrari não teve nenhum dos três campeões mundiais na equipe, e colocou na equipe, Rubens Barrichello e Felipe Massa, que só conseguiram vices campeonatos, Barrichello, por causa do fato de Michael Schumacher ser o primeiro piloto e o Felipe Massa que teve aquele momento de “quase” em 2008, perdendo o título faltando três curvas para acabar a corrida. Ou seja, na Lotus, pilotaram campeões do mundo. Na Ferrari, “capachos” de Michael Schumacher e Fernando Alonso, como os críticos chamam Barrichello e Massa.
Fora também que a Lotus sempre foi mais “simpática” que a Ferrari em muita coisa. Declaram os fãs: a Lotus nunca fez jogo de equipe, a Ferrari sempre fez... a FIA sempre beneficia a Ferrari, a Lotus não... a Lotus tinha a pintura John Player Special, a Ferrari não... Teve gente que chegou a declarar que os pilotos que a Lotus atual detinham eram muito melhores do que os da Ferrari... A Lotus teve Jim Clark, Graham Hill, Emerson Fittipaldi, Ronnie Peterson, Élio de Ângelis, Ayrton Senna, Nelson Piquet e outros não tão bons assim como Satoru Nakajima, Alex Zanardi, Pastor Maldonado... a Ferrari, ficou com Niki Lauda, Clay Regazzoni, Gilles Villeneuve, Michele Alboreto, Jean Alesi, Gerhard Berger, Michael Schumacher, Eddie Irvine, Rubens Barrichello, Fernando Alonso, Felipe Massa,  entre outros...  e teve também pilotos que guiaram para ambas como Jacky Ickx, Mario Andretti, Carlos Reutemann, Nigel Mansell e Kimi Raikonnen...

Essa rivalidade Lotus x Ferrari envolve também Inglaterra e Itália, países que dominaram muito na categoria durante muitos anos. Alguns chegam a fazer uma análise curiosa, principalmente no Brasil... hoje, essa Lotus que está aí, por incrível que pareça, mesmo na situação que está, só por causa da cor preta saudosista, tem mais gente que deseja “o melhor para a equipe”, que ela “chegue logo ao caminho das vitórias”... já a Ferrari, eles querem que afunde o mais rápido possível... é como se a Lotus fosse o São Paulo, querido pela multidão porque conseguiu muitos títulos, e a Ferrari, o Corinthians, odiado pelos torcedores por causa da sua tradição e por métodos que os anti consideram questionáveis. Mas seja como for, essa é uma rivalidade sadia entre eles que até bom pois desperta as paixões diversas. Com isso, quem só ganha é o torcedor, que sempre espera que possa mudar as coisas. Agora é aguardar e ver o que desenrola daqui pra frente nos próximos capítulos...

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Viva Otacílio - Onde quer que ele esteja





Bom, gente. Desta vez estou escrevendo sobre o assunto de jogos de futebol, até lembrando que 2014 é o ano do Centenário do Palmeiras (o rival de estimação do Corinthians), estou para falar de uma pessoa que acabou pelas injustiças da bola, ficando esquecida na história do time e do futebol brasileiro.

Lembro que em 1992 iniciava-se a era Parmalat dentro do alviverde e com isso, iriam os investimentos para montar um time competitivo com o intuito de derrubar um incômodo jejum de títulos e levar o clube novamente aos tempos de glória.

No começo da parceria, a Parmalat achou um técnico chamado Otacílio Gonçalves, credenciado com o título da Série B daquele ano com o Paraná Clube. Não era o técnico ideal, mas estava ali, treinando e incentivando o time, ainda em formação. Foram aos poucos chegando jogadores novos (Zinho, Mazinho, Cuca, Edmundo, etc), e reintegrando alguns que estavam afastados como Evair. Aos poucos, o time foi se acertando e ganhando as partidas. No final de 1992, acabou perdendo o campeonato paulista para o time do São Paulo de Telê Santana, Cafu, Raí e cia.

Veio 1993 e os investimentos começaram a aumentar e o time aos poucos era apontado como favoritíssimo ao título. Estilo paizão, Otacílio Gonçalves tentava conciliar a presença de vários jogadores estrelas dentro de um timaço como aquele e ia ganhando as partidas.

O problema é que o time alguns integrantes já estavam meio que com o ego lá em cima e algumas brigas pequenas ocorreram. A Parmalat viu que o Otacílio não estava conseguindo impor um rigor lá dentro, e temerosa por ver a vaca ameaçando ir para o brejo, deu um voto de confiança a ele. Mas depois de duas derrotas seguidas no Paulistão, foi a senha para imediatamente chutarem Otacílio e procurarem outro técnico.

Claro que o Otacílio não gostou da decisão. Mas ele procurou botar a culpa na torcida e declarou: “Sou burro com o time liderando o campeonato, os outros que estão atrás de mim são o quê, então????” Depois disto, a diretoria chamou um técnico que estava em baixa na Ponte Preta e que teve como experiência um título paulista pelo Bragantino e uma passagem rápida pelo Flamengo. O cara era fraquinho, um tal de Vanderlei Luxemburgo. Só isso...

O time engrenou com Luxemburgo e quebrou o jejum de títulos. Depois, foi disputar mais títulos. Hoje Vanderlei Luxemburgo é reverenciado por causa de tantos títulos não só no Palmeiras mas também em outros clubes, com passagem inclusive pela Seleção Brasileira e pelo Real Madrid da Espanha. E o pobre Otacílio Gonçalves, depois de demitido, acabou sumindo, depois de tentar treinar outros clubes, sem sucesso...

Hoje quando se fala do fim do jejum do Palmeiras, todo mundo fala do Luxemburgo, que ele é bom, ele montou o time, deu padrão de jogo como ele sempre se gaba quando passa por um clube. Mas ninguém sequer lembra de Otacílio Gonçalves, o homem que começou tudo nessa era vitoriosa da Parmalat. Esquecido, como manda a história, às vezes injusta com seus personagens. Mas nessas linhas, espero que o Palmeiras lembre que essa história teve um começo, e deve-se a Otacílio Gonçalves ter plantado a semente para as conquistas que viriam para o alviverde do Parque Antarctica no período vitorioso da Parmalat. Viva Otacílio e que os deuses do Futebol se lembrem dele nessa passagem breve mas marcante do time.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Minhas previsões para o automobilismo em 2014



 
Bom, gente. Final de ano está aí e vamos que vamos para mais alguns tópicos sobre o que o ano de 2014 nos reserva para as pistas, seja na Fórmula 1, na Indy, nas categorias nacionais entre outras coisas. O ano de 2013 foi bastante produtivo e movimentado. Será que 2014 teremos outras emoções semelhantes? Então vamos lá....

FÓRMULA 1




De cara algumas pequenas mudanças que estavam planejando para acontecer. A idéia de dobrar os pontos na corrida derradeira não vingará e acabará de certa forma até sendo anulada ou adiada para outro momento oportuno. Bem diferente do sistema de numeração fixa que chega para ficar. Os números serão a identidade dos pilotos daqui pra frente.

As disputas estarão um pouco mais acirradas. Tudo é novo e desconhecido dentro do novo regulamento com motores Turbo e limitação de combustíveis. A fornecedora de pneus também pode ser trocada no final de 2014. Também podem acontecer muitas quebras e corridas decididas no finalzinho, ganhas por pequenos detalhes.


Outra coisa que poderá acontecer: a morte de um importante dirigente da categoria em 2014. Ele terá muitos problemas de saúde e finalmente chegará a vez dele de “virar book”. Essa morte será inclusive muito sentida dentro da categoria.

Agora e os pilotos e equipes? Como se comportarão em 2014???

Logo de cara, acredito numa briga feroz entre Red Bull e Ferrari, com lampejos de brilho da Mercedes. A McLaren fará um ano de transição e brigará entre o quarto e quinto lugar de construtores. O motivo: a troca de motor da Mercedes para Honda. A Lótus seguirá rumo à uma decadência devido às dificuldades financeiras e a fragilidade da dupla de pilotos. A Williams poderá ter uma temporada melhor do que 2013, mas terá muito trabalho. Sauber, Force Índia e Toro Rosso brigarão no pelotão intermediário. Marussia e Caterham fecham o grid.

Sobre os pilotos, o penta de Sebastian Vettel pode acontecer, mas pintará com um pouco mais de dificuldades. A dupla da Ferrari é melhor, mas estará envolvida em brigas pessoais e fogueira de vaidades, por isso, Vettel pode se aproveitar dessa fragilidade momentânea de Alonso e Raikonnen que brigarão firme e forte para ser o primeiro piloto. Kimi, aliás, com essa postura de “tô nem aí pra paçoca”, na verdade, está aos poucos na equipe mostrando suas garras e com isso Alonso pode sentir um pouco o baque e a sensação de que não é tão protegido assim da Ferrari, poderá inclusive brigar com a cúpula de Maranello.



Na Mercedes, Lewis Hamilton e Nico Rosberg terão um pouco de brilho, mas os conjuntos da Mercedes continuarão a ser bons de classificação mas razoáveis em corrida. Poderá pintar uma proposta para Nico Rosberg deixar a Mercedes, podendo seguir o caminho para a McLaren. Lewis Hamilton continua firme e forte na escuderia.

Daniel Ricciardo sentirá um pouco a pressão de estar guiando para a equipe campeã de construtores e pode sofrer alguns acidentes em algumas corridas. Sua contratação pode estar em xeque dentro da Red Bull, mas se souber contornar os obstáculos e entender sua posição dentro da equipe, pode ser considerado como um sucessor natural de Vettel na equipe. Cabe à equipe verificar e avaliar seu desempenho em 2014.

A McLaren terá altos e baixos com a sua dupla de pilotos Jenson Button e Kevin Masgnussen. Talvez pinte uma vitória para a equipe numa corrida onde as cartas se embaralhem, talvez na chuva ou com muitas quebras. A dupla que poderá brilhar melhor dentro das equipes intermediárias é Nico Hulkenberg e Sérgio Pérez, que arrancarão muitos pontos para a equipe Force India. Possibilidade de pódio para a escuderia.

A Williams, como disse antes, muito trabalho. A equipe deu um pulo na qualidade do staff técnico. Felipe Massa fará o papel de líder dentro da equipe e conselheiro de Valteri Bottas. Numa nova equipe, Massa poderá encontrar a motivação que ele perdeu nos últimos anos de Ferrari. A dupla Massa e Bottas têm tudo para arrancar muitos pontos no campeonato e pode andar nas primeiras posições, se fizer um bom carro para 2014. Evolução, apesar dos problemas financeiros, será a constante dentro da equipe.

Já Lotus, Sauber e Toro Rosso, estarão apenas disputando posições intermediárias. Não acredito numa boa sintonia na dupla Grosjean – Maldonado. E para piorar, poderemos ter o fechamento de uma das escuderias do bloco intermediário para trás. Sauber, Caterham e Marussia pode ser uma dessas três a encerrar suas atividades e migrar para outra categoria.
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FÓRMULA INDY

O ano de 2014 será de transição, onde as melhores mudanças ocorrerão somente em 2015. Teremos uma temporada fraca tecnicamente mas competitiva. Mas a dupla Penske e Ganassi é que vão levar a maioria das vitórias. A Chevrolet continuará dominando a categoria e a Honda pode deixar a Indy no final do ano devido ao fato de priorizar a Fórmula 1 e a McLaren a partir de 2015.



A Penske e a Ganassi brigarão pelo título, sendo a Andretti consolidando a terceira força, mas não conseguirão muitas vitórias assim. A KV estará passando por dificuldades financeiras, inclusive não pagará a parte do prêmio que Tony Kanaan tem direito pelo fato de ter vencido a Indy 500 em 2013, com possibilidade inclusive de até entrar na justiça contra os sócios. As demais equipes, Simon Pagenaud continuará carregando a Sam Schimidt pelas costas e será promovido em breve a um time de ponta. Destaque também para Simona de Silvestro, que brigará forte para conseguir sua primeira vitória.

Nas 500 milhas de Indianápolis, será uma edição bem tumultuada, com possibilidade de chuvas no meio da corrida que possam interrompê-la. No final, a briga estará muito boa. Acredito que pintará uma nova vitória da Penske ou Ganassi. Há possibilidade também de um piloto novo ou que nunca venceu a prova enfim vencê-la. Muitas variantes ocorrerão dentro da corrida.

Ainda falando em Indianápolis, a idéia de correr no misto duas semanas antes da prova em oval será um tremendo dum mico, não dando certo essa cartada, onde o povo estará protestando contra a prova e quebra da tradição. Para os próximos anos, é provável dela ser passada para o final da temporada.

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WEC E CORRIDAS DE LONGA DURAÇÃO



Elas chamarão muito a atenção em 2014, com disputas interessantes nas diversas categorias. A Audi continuará seu domínio firme e forte, mas desta vez terá adversárias mais fortes. A Toyota incomodará, mas perderá o caneco. A Porsche vai começar do zero praticamente a sua jornada. Mas tudo indica inclusive que poderá vender carros para outras escuderias particulares, como fazia no extinto Mundial de Marcas.

Muita emoção e competitividade estarão presentes no WEC e também nas demais categorias Endurance.

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CATEGORIAS NACIONAIS

Mais um ano onde somente as categorias de Turismo terão vez, pra variar, com destaque para a Stock Car e o Brasileiro de Marcas. A Fórmula Truck também continua firme e forte e as categorias de Fórmula cada vez mais indo à bancarrota.


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FÓRMULA E

Muito se falaram desta nova categoria, acredito que poderá dar certo, inclusive a proposta e a fórmula será muito melhor usada do que foram nas extintas A1GP e Fórmula Superleague. É um conceito novo que pode dar certo se muito bem administrado. Mas deve-se tomar cuidado com a inveja e o orgulho iniciais dos dirigentes que podem atrapalhar um pouco o caminho. Mas a proposta sim é muito boa e me agrada.

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PILOTOS BRASILEIROS



As melhores chances de sucesso de pilotos brasileiros são na Indy e no DTM alemão. No DTM, Augusto Farfus poderá ter um ano melhor do que foi este ano e é candidato sério para o título da categoria. Mas ele tem que estar alerta pois pode sofrer traições dentro da categoria.

Na Indy, a dupla Tony Kanaan e Hélio Castroneves pode vir forte, principalmente para as 500 milhas de Indianápolis. Tony está muito forte querendo o bi campeonato da prova e Hélio entrará motivado para buscar o quarto triunfo na tradicional corrida.
Os pilotos brasileiros também terão bons destaques nas categorias da Nascar, nas categorias de Endurance e se tiver algum brasileiro, na Fórmula E.
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PARA FINALIZAR

Teremos também umas duas aposentadorias de pilotos consagrados. Uma no automobilismo e outra no motociclismo. Veremos novas quebras de recordes e novos rostos se consagrando...

E vocês, o que acham do que podem ocorrer em 2014???? Espaço livre para sugestões e também opiniões diversas.

Valeu!!!!!!

sábado, 19 de outubro de 2013

Kitty Pryde e Colossus - Um casal que marcou muito no mundo de quadrinhos





Bom, gente. Hoje vou mudar um pouco de assunto, me afastando um pouco de comentar esportes. Talvez ninguém vá querer notar, mas assuntos de nerds estão à todo o vapor nos últimos tempos e abordarei nesta coluna um casal que, pelo menos para mim, e que também deve ter lembrado, os mais fanáticos de quadrinhos de super heróis, principalmente nos anos de 1980 e 1990.

Naquele tempo, a Marvel e a DC Comics, principais editoras de quadrinhos dos Estados Unidos, mais precisamente a Marvel, resolveu lançar como moda histórias onde os principais heróis mantinham romances entre eles ou romances deles com pessoas comuns... mas um casal para mim marcou muito, mais precisamente nas histórias dos X-Men (o grupo de mutantes americanos que virou febre depois que lançaram os filmes deles no Brasil) que eram totais desconhecidos nas telas de TV mas um grande sucesso nos quadrinhos da Editora Abril naquele tempo. Estou falando de Kitty Pryde e Colossus.



Esse casal chamou muito a atenção dos fãs de quadrinhos. Kitty, ainda uma aluna em treinamento na Escola do Professor Xavier e o gigante blindado russo protagonizaram por muito tempo uma relação de amor e cumplicidade mútua entre os dois. Um típico caso de relacionamento de adolescentes, que claro, cresceu com o tempo e viveu muitos altos e baixos (mais altos do que baixos) e que todo mundo lia as histórias da equipe mais para saber da continuidade do romance entre os dois. Mesmo quando o principal casal do time era Scott Summers e Jean Grey, até que a morte os separou por um determinado momento, o casal Kitty Pryde (a  Lince Negra) e Colossus marcou bastante para mim e hoje analiso por vários aspectos o desenrolar dessa trama.

Kitty e Colossus eram praticamente um o oposto do outro, mas se completavam em muita coisa. Ela, norte-americana e ele, soviético (um ponto polêmico onde para os americanos, os soviéticos eram vistos como vilões na visão deles). Um casal meio que emblemático naquele período de Guerra Fria entre os blocos capitalistas e socialistas. Ela, capaz de atravessar paredes e corpos sem ser atingida por armas letais, meio que atirada, feliz, que não fugia de debates, mas também cheia de medos e inseguranças, algumas vezes devido à sua inexperiência inicial, acabava se metendo em algumas enrascadas. Ele, que se transformava num ser blindado, meio tímido, mais reservado, ponderado, mas botava a cara a bater nas missões e muitas vezes acabava socorrendo a sua namorada das situações embaraçosas. Colossus foi uma das pessoas que ajudou muito Kitty a se adaptar ao grupo, com sua bondade e senso de raciocínio ponderado que fascinava ela e a deixava mais tranquila nas missões porque ela sabia que podia contar com ele...



O grupo também deu uma mãozinha para que esse relacionamento desse certo. Vieram depois as crises, mudanças de direção nos grupos. A Lince Negra ganhou até a liderança do grupo Excalibur (uma extensão dos X-Men na Europa) por um período e convidou ele a participar do grupo, sabendo de suas qualidades. Kitty amadureceu muito, e ela deve muito desse amadurecimento ao seu eterno namorado, que sempre esteve ali, nas horas mais difíceis. Hoje o relacionamento entre os dois está mais na base de uma “amizade colorida”, mas um sabe que pode contar com o outro quando necessário.

Hoje eu depois que vi os desenhos animados dos X-Men e os filmes do grupo, fiquei aqui pensando: Sempre a prioridade era o romance entre Scott Summers e Jean Grey, outras vezes até exploraram Vampira e Gâmbit (nos desenhos) ou Vampira e Homem de Gelo (nos três filmes da série). Até o Professor Xavier já xavecou nos filmes da série, mas ninguém falava nada no casal Kitty Pryde e Colossus. Kitty no primeiro filme teve uma participação rápida e Colossus nem foi citado. Ele só apareceria no segundo filme da série ainda assim uma pequena participação especial. No terceiro filme, já com os atores Ellen Page e Daniel Cudmore, os dois atuaram juntos, mas nem sequer rolou nada entre eles.



Agora, o próximo filme dos X-Men em Maio de 2014, os dois voltam a participar da equipe. Mas aqui vai até uma sugestão: já que fizeram os filmes Origins: Wolverine e Primeira Classe, bem que a Marvel poderia reavivar esse romance entre os dois super-heróis se não no próximo filme do grupo, possivelmente uma sugestão de um novo filme solo entre Kitty Pryde e Colossus, num inverno europeu na Rússia, por exemplo, onde essa paixão e esse amor estaria cada vez mais vivo, superando diferenças e cada um convivendo com a realidade do outro, enfrentando vilões entre uma sessão de amor e outra...

Seja como for, esse casal marcou muito para mim e com certeza muitos da geração dos anos 80 lembram e viveram torcendo muito para finais felizes entre os dois. Um romance como os padrões da época diziam, sem muitas maldades, mas que ingênuo, às vezes. Kitty Pryde e Colossus foram a síntese de uma época onde as diferenças eram colocadas em segundo plano (de culturas ou personalidades) para viverem esse amor correspondido. Um casal à frente de seu tempo...