domingo, 22 de setembro de 2013

Rivais - Tão em comum mas muito distintos ao mesmo tempo...



Bom, gente. Semana passada, assisti ao filme Rush, vi a rivalidade entre dois pilotos. O que me chamou a atenção foi a discrepância de dois mundos de dois pilotos rivais que tinham em comum o gosto pelas corridas e a briga pelo título. E na Fórmula 1, mundo de hoje ou seja nas épocas mais antigas, a rivalidade, quando é posta em ação entre dois pilotos, percebo que esses pilotos envolvidos têm mundos diferentes como podemos ver em alguns casos abaixo:

Primeiro, vou falar de Jim Clark e Graham Hill, britânicos, um escocês e outro inglês. Clark era o piloto número 1 da equipe Lotus e muita gente falava que ele poderia quebrar todos os recordes se não tivesse morrido prematuramente. Graham Hill, da pequena BRM, era um piloto que sempre ficou na sombra de Clark, embora tenham disputado campeonatos. Ambos levaram 2 títulos cada. Mas as diferenças sempre se notavam. O escocês voador gostava de forçar mesmo o carro, sempre guiando no limite e por algumas vezes esse estilo o deixava a pé em algumas corridas nas voltas finais. Hill, ao contrário, gostava de poupar equipamento, preservando-o para atacar nas voltas finais. Clark derrotou Hill em 2 oportunidades e Hill levou 1. Quando Graham Hill foi contratado pela Lotus para fazer dupla com o escocês, imaginavam-se um duelo particular entre ambos na mesma equipe, que infelizmente a morte tratou de não deixar acontecer. Hill ganhou o título de 1968 que poderia ter sido de Clark se não tivesse morrido.


No novíssimo continente também teve uma rivalidade que acabou depois passando para os construtores. O australiano Jack Brabham e o neozelandês Bruce McLaren, depois de um tempo, viraram sinônimo de equipes vencedoras. Quando pilotos, Brabham levou a melhor, ganhando 3 campeonatos. McLaren nunca conseguiu o título de pilotos. O que chamou a atenção foi o caminho que as equipes destes dois pilotos tiveram depois que seus fundadores deixaram o barco. Brabham vendeu a equipe para Bernie Ecclestone, que investiu na mesma, mas priorizava o lucro e também tinha outras atividades além de ser dono de equipe.
 

Quando a equipe iniciou a decadência na metade dos anos 80, ele simplesmente viu que tinha mais o que fazer. A equipe foi passando de mão em mão até fechar as portas falida e endividada. Já a McLaren, se profissionalizou, claro, sem antes passar por dificuldades depois que Bruce morreu e outros foram tomando conta da equipe. A profissionalização veio na década de 1980 e hoje, ela ganhou muito mais títulos que a rival e está firme e forte na categoria, brigando por vitórias.

O caso de Emerson Fittipaldi e Jackie Stewart também foi de uma rivalidade interessante no começo dos anos 70. Um, era novato na Lotus. Outro, já veterano e com títulos na bagagem. Enquanto Emerson era primeiro piloto, mas lutava praticamente sozinho dentro da equipe, (condição esta que herdou depois da morte de Jochen Rindt), Stewart sempre teve um escudeiro de prontidão, o francês François Cevert, que era encarregado do jogo de equipe e de fazer Stewart vencer as corridas. Emerson nunca teve esse tipo de ajuda, seja porque a Lotus nunca fazia jogo de equipe ou porque os companheiros de equipe eram inferiores demais ao talento da equipe.


James Hunt e Niki Lauda, eram dois exemplos de discrepância entre eles, que eu vi no cinema. O primeiro, um playboy assumido, que gostava de festas, fumava, bebia e transava com várias mulheres. Lauda era mais disciplinado, preocupava-se com o acerto de carros e respirava automobilismo e conquistou apenas o coração da esposa. Enquanto que Hunt era querido pelo seu estilo irreverente de ser, o rival parece que não era bem visto dentro do Paddock entre seus colegas e gente que trabalhou com ele. Mesmo depois do acidente, mostrou-se um respeito mútuo entre ambos. Mostra-se no filme um Hunt mais preocupado com badalação e um Lauda visando seu futuro fora da categoria. James Hunt, morreu pobre, vítima de um ataque cardíaco, aos 45 anos de idade. Lauda hoje, depois de muitas experiências na vida profissional, hoje é Diretor Técnico da Mercedes.



Nigel Mansell e Nelson Piquet foi outra rivalidade marcante, principalmente para os brasileiros. Esta, nascida dentro da equipe Williams, chegou a destacar-se dentro e fora das pistas. Piquet era um piloto mais técnico e ótimo acertador de carros, tinha o contrato de primeiro piloto dentro da escuderia. Mansell, de técnica, não tinha quase nada diria muita gente, mas era um excelente Showman nas pistas e confiava demais nas informações dos engenheiros de equipe, também tendo, apesar de ser o segundo, a preferência da equipe. Nigel Mansell ganhou mais corridas que Nelson Piquet em toda a carreira de ambos (31 x 23), mas o brasileiro possui mais conquistas de títulos, totalizando 3 contra 1 do rival. Até fora das pistas, ambos de gênio e temperamento forte, se estranhavam. Piquet se gabava de colecionar as mais lindas mulheres e ter espalhado filhos a torto e direito, aproveitando-se para espezinhar o rival, que desde o início de carreira, sempre foi fiel à sua única esposa e constituiu família. Recentemente, os dois fizeram uma ação promocional de lançamento de um carro de uma montadora e ambos, pelo menos num ponto concordaram entre eles: não precisaram bater para conquistar títulos.



Não muito distante daí, chegamos à Ayrton Senna vs Alain Prost. Talvez a maior rivalidade de todos os tempos, diria quem viu ambos correrem. Como vimos, essa rivalidade surgiu quando ambos dividiram as atenções na McLaren. Colecionaram vitórias, títulos e brigaram também em bastidores. Senna colecionava poles positions e vitórias. Prost, não se preocupava em ser mais rápido em treinos, concentrando-se para as corridas. Tanto é que sempre na maioria das vezes colecionava melhores voltas das corridas. Além disto, a forma como ambos eram vistos pelo público eram diferentes. Senna muitas vezes era admirado pelo seu carisma pessoal e buscava sempre ser profissional dentro e fora das pistas. Prost não nutria muita simpatia do público. Enquanto um era mais arrojado, o outro, buscava mais a técnica. Quando Senna morreu, Prost prestou solidariedade à família dele e também não cansou de falar sobre os momentos que passaram na categoria, que ficaram na memória de muitos.



Indo mais pra frente, alguns dizem que Michael Schumacher ganhou todos os seus títulos e suas vitórias porque não tinha adversários e se beneficiava de contratos excelentes dentro das escuderias que passava, mas pelo menos, na minha opinião, dois pilotos bateram de frente contra ele: Damon Hill (de 1994 a 1996) e Mika Hakkinen (de 1998 a 2000). O primeiro não teve vergonha de assumir a responsabilidade dentro da Williams depois da morte de Senna. E Mika, depois de substituir o próprio Senna na McLaren, tratou de ganhar confiança em si dentro da escuderia. Ambos brigaram contra Schumacher com suas armas, mas cometiam muitos erros que comprometiam as suas imagens e passou-se a impressão de que os dois eram pilotos falíveis, com pouco cérebro, e que quando foram campeões, só o conseguiram porque seus carros eram melhores que os que Schumacher guiava, contrastando com a imagem do alemão, de buscar e sentir a perfeição. Mas, pra mim, ambos foram dores de cabeça terríveis para o alemão. Damon Hill foi campeão em 1996, aproveitando-se do fato de Schumacher estar se adaptando à Ferrari, mas poderia ter sido campeão em 1994 não fosse a manobra de Schumacher que o tirou da corrida. Mika Hakkinen, tinha como motivação, ganhar 3 títulos seguidos. Conseguiu só 2 (1998 e 1999), mas foi um rival à altura para o alemão na minha opinião. Damon Hill muitas vezes brigava com Michael Schumacher porque não aceitava a condição de ser ofuscado por ele. Já Hakkinen sempre pregou o respeito a seu adversário.



Hoje, as rivalidades mais recentes estão entre Fernando Alonso e Sebastian Vettel. Por um tempo, Kimi Raikonnen e Lewis Hamilton incomodaram o espanhol, mas foi Vettel quem se lançou contra ele principalmente nas últimas temporadas. Fernando Alonso tinha um mega pacote de patrocinadores espanhóis e também o apoio de um empresário de corridas, o Flávio Briatore, que dispensa apresentações. Já Sebastian Vettel não estaria na Fórmula 1 se não tivesse o apoio da Red Bull desde as categorias de base até o programa de Novos Talentos da fábrica de energéticos austríaca. Ambos estrearam bastante jovens na Fórmula 1, com 19 anos cada e também ganharam seu primeiro GP bastante novos. Mas Vettel é o mais jovem campeão e também dos dois o primeiro a se sagrar tricampeão. Alonso costuma atrair as polêmicas para si como o caso de espionagem da McLaren e o Cingapuragate de 2008, causando bastante antipatia por fãs rivais. Já Vettel sempre carregou a imagem de bom moço, mesmo quando precisou sacanear Mark Webber, sua imagem não mudou bastante. Vettel é querido por muita gente, coisa que Alonso não é. Mas ambos têm suas equipes para si e muita gente sonha com uma dupla entre ambos, seja na Ferrari, ou seja na Red Bull, mas ambos já vetaram o outro dentro das suas escuderias.



Por fim, é isto. Se as rivalidades de antes e de hoje eram saudáveis ou beiravam a inimizade, não importa muito. Mas a gente percebe como rivais tão distintos em muitos casos, acabam tento tanto ou nada ao mesmo tempo em comum. E é isso que os torcedores gostam de discutir e torcer, seja ele respeitado ou não. É isso que enriquece as histórias da categoria.

sábado, 7 de setembro de 2013

Praga Corinthiana - Quando ela pega é pra valer...


 
Bom, gente... o futebol brasileiro é rico em histórias. E muitas delas são discutidas em bares e estádios da vida, onde o torcedor costuma contar as suas histórias para gerações e gerações. A superstição também entra em campo. Como diria o filósofo antigo: “Se macumba ganhasse jogo, campeonato baiano terminaria empatado...”. Como essa frase tem a haver com o Corinthians???? Simples... o torcedor, quando ganha do seu time, costuma tirar uma onda com o rival, dependendo do momento que eles passam. Por exemplo, foi assim quando o Corinthians caiu para a Série B, está sendo agora com o São Paulo, que está numa má fase e brigando para evitar o mesmo vexame que o Corinthians deu em 2007.

Noto, porém, que muitos ex-atletas, atores e outras personalidades, quando querem entrar nesse espírito, acabam tendo que assumir suas consequências de seus atos. Dizem as más línguas que toda a vez que alguém desse meio roga uma praga contra os corintianos, eles acabam meio que pagando por isso, de uma forma ou outra, e alguns casos que citarei a seguir explicam isso, como podem ver:



O primeiro exemplo que cito é de Paulo Nunes. Um dos homens de confiança de Luiz Felipe Scolari no Grêmio e no Palmeiras, ambos campeões da Libertadores, ganhou o ódio mortal dos corinthianos após a eliminação da Libertadores de 1999 quando vociferou nas câmeras que era para os corinthianos “disputarem o Paulistinha”. Depois, na final do campeonato paulista daquele mesmo ano, a briga generalizada por causa das embaixadinhas do Edilson. Mas o pior ainda estava por vir: quando o juiz decretou o final de jogo, Paulo Nunes, para provocar, pegou uma faixa de campeão da Libertadores e deu volta olímpica na frente da torcida corinthiana, para dar uma resposta de que o que ele ganhou dias antes valia mais do que o título corinthiano.

Iniciou-se ali a decadência de Paulo Nunes no futebol. Ele foi perdendo rendimento cada vez mais e não produziu nada na final do Intercontinental de 1999 frente ao Manchester United. Depois iria para o Grêmio e com o rabinho entre as pernas e enfrentando a fúria dos corinthianos, acabou aceitando ir para o rival que ele tanto xingou, mas sem render nunca mais aquele futebol de anteriormente. Depois disto, Paulo Nunes sumiu de vez.

Por falar em Palmeiras, ainda tivemos mais alguns casos envolvendo o rival nessa praga. Em 1991, quando a Parmalat sequer pensava em aparecer aqui no Brasil, um garoto foi lançado por Nelsinho Baptista num Dérby Paulista. Seu nome era Lima. Ele entrou no segundo tempo daquela famosa partida onde o Craque Neto cuspiu na cara do Juiz José Aparecido de Oliveira. Lima deu o passe para o gol da vitória palmeirense naquele jogo. Depois, fez um desabafo, dizendo que fez aquilo com raiva do Corinthians porque tinha sido dispensado pela diretoria alvinegra das categorias de base anos atrás. Foi o herói daquele jogo, mas depois disto, sumiu e nunca mais virou manchete.



Lembrando José Aparecido de Oliveira, ele também virou vítima desta praga, ao apitar a famosa final do Paulista de 1993, onde o Verdão saía de uma longa fila de seca de títulos. Já com a co-gestão da Parmalat, o Palmeiras meio que recebeu uma certa “ajudinha” do árbitro, que tratou de pendurar os corinthianos, invertendo faltas e fazendo critérios dividosos (a famosa entrada criminosa de Edmundo sobre Paulo Sérgio foi uma dessas chamadas onde o animal sequer tomou cartão e continuou no jogo). Só sei que depois desta partida, esse árbitro, nunca mais apitou uma partida importante, sendo jogado para apitar jogos de divisões menores (eu mesmo vi um Operário MT x Ariquemes RO onde ele estava no apito) para depois acabar sumindo de vez. Há quem diga que ele guardou mágoa da cusparada de Neto e resolveu se vingar no momento que achou oportuno.

Em 2005, agora, notei uma série de pessoas aproveitando para falar mal e tirar casca do Corinthians. Num jogo Flamengo x Corinthians, o Presidente Márcio Braga, declarou que desconhecia Carlitos Tévez e que não fazia questão de conhecer. O Flamengo perdeu o jogo, e o Presidente, foi perdendo terreno no clube. Dimba, era o artilheiro do Brasileiro por algumas edições e num jogo São Caetano x Corinthians (o São Caetano brigava contra o rebaixamento e o Corinthians pelo título), ao ser expulso de campo, passou em frente à torcida corinthiana e fez um gesto provocativo. Só sei que depois disto, Dimba nunca mais conseguiu um contrato num clube da Série A. Ele continua fazendo seus gols e artilheiro, mas em clubes menores.



Ainda neste ano, quem resolveu aproveitar melhor essa fase provocativa foram os jogadores do São Paulo, principalmente Amoroso e Souza. O Corinthians tinha um tabu que não conseguia derrotar seu rival e esses jogadores provocavam e tiravam onda. Amoroso, furioso com o título Mundial do Corinthians, foi quem lançou a frase que os são-paulinos falaram “Para conquistar o mundo é preciso atravessá-lo”.  Ou seja, Amoroso, além de carrasco e artilheiro, era cruel com os corinthianos. E ele acabou depois pagando com a língua ao sair do São Paulo e ir para o rival. Teve que desmentir o que falou e falar que o Mundial de 2000 do Corinthians era sim um título importante.

Já Souza era sarrista. Ele nunca escondeu isso de ninguém e sua vítima preferida era o desafeto Vampeta (o mesmo que jogou no Corinthians e criou o apelido Bambi para os torcedores são-paulinos). Souza sempre fazia declarações polêmicas contra os corinthianos. Mas depois que Souza saiu do tricolor, nunca mais ele foi o mesmo e hoje joga em clubes que brigam para não cair de divisão. Detalhe: quando Vampeta era rebaixado num clube, ele tirava sarro do desafeto.



Léo, o zagueiro do Santos, também era outro que odiava o Corinthians até a morte e uma vez xingou o Corinthians de “time de menininhas” numa rádio de São Paulo. Isso serviu para alimentar ainda mais a richa entre os dois clubes. E quando Léo fazia uma provocação não só contra os corinthianos, mas também contra os adversários, acabava pagando com a língua. Quando disse “vamos ver se o Barcelona é tudo isso”, mal esperava o vexame que acabou tomando do Barça, por exemplo. E quando o Corinthians viajou para o Japão, acabou declarando que os torcedores corinthianos “não estavam acostumados com aeroporto, só com Rodoviária”, acabou pagando com a língua e aguentar o título corinthiano no Japão e a famosa frase “CHUPA LÉO” entoada pelos corinthianos. Hoje, Léo ainda faz parte do elenco santista, mas perdeu a titularidade do time.



Ainda em se tratando de Santos, às vésperas da semifinal da Libertadores de 2012, um jogador uruguaio chamado Jorge Fucile, lateral santista, declarou que o Santos “iria fazer ensopado de gambá” (Para quem não sabe, gambá é como são chamados os corinthianos pelas outras torcidas no modo pejorativo). Fucile criou polêmica e até tentou desconversar. Mas viu seu time perder para o Corinthians e depois disso, sua carreira no Santos foi prejudicada por uma série de contusões que resultaram na saída dele.

Mas não foi só dentro do futebol que essa praga pegou. O piloto brasileiro Felipe Massa, declarou antes do GP Brasil de 2008 que “achou bacana o Corinthians cair para a Série B”. São-Paulino declarado, ele aproveitou e tirou sarro com um monte de gente. Na corrida, pois bem: Pole Position, liderou todas as voltas e venceu. Porém, precisava torcer contra Lewis Hamilton. Ele estava conseguindo o título quando nas últimas três curvas, Hamilton ganhou a posição na pista que precisava para ser campeão. Resultado: Massa cruzou a linha de chegada como campeão, mas perdeu o título nas últimas três curvas por causa de uma ultrapassagem. Os corinthianos fizeram festa com a perda do título de Massa.



Mas o pior ainda estava por vir: um acidente no GP da Hungria de 2009 o afastou das pistas por causa de uma mola na cabeça e depois ele ainda voltou às pistas, mas nunca mais sequer ganhou uma corrida. Detalhe para os supersticiosos: a última vitória de Massa foi no GP Brasil de 2008, no dia 02 de Novembro, ou seja, o dia de Finados.

E por fim, talvez a última vítima dessa praga foi a atriz Luana Piovani. Quando o Corinthians foi eliminado pelo Boca Juniors da Libertadores de 2013 este ano, ela, de temperamento explosivo e genioso,  tratou de postar no blog uma saudação tricolor e xingou os corinthianos de “Imundos”, despertando raiva e ódio mortal dos seguidores corinthianos dela no Twitter. Mais tarde, receberia o troco. Depois ainda tentou consertar, pedindo desculpas aos fãs, mas ela teve que aguentar ver o Corinthians dois meses depois vencer o São Paulo pela Recopa Sulamericana. O pior ainda viria quando ela foi convidada para o quadro do Faustão, a “Dança dos Famosos”. Ela se contundiu e quebrou a perna num acidente doméstico fora dos ensaios, o que forçou ela a abandonar a Dança, quando muitos a consideravam favoritíssima para vencer o quadro.



Pois é... se isso for verdade ou não sobre a praga corinthiana, isso fica a critério das pessoas quererem acreditar ou não, dependendo de seu livre arbítrio. Como corinthiano convicto, eu sou suspeito pra falar, mas sendo verdade ou não, quando essa praga pega, é pra valer e quem acaba brincando com isso, acaba tendo que aguentar as consequências do que disse. É esperar e ver...


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Quem diria hoje eu pedir jogadores como Edmundo...

 
 



Bom, gente... hoje comentando aqui para colegas de serviço, falando sobre futebol ou outros assuntos, me lembrei de alguns exemplos de ex-jogadores que fizeram fama e sucesso na década de 1990. E um deles chamou muito a atenção pelo que representou dentro e fora dos gramados. Estou falando do “Animal” Edmundo...

 

Isso mesmo... o atual comentarista da Band, lembro quando começou, na década de 1990, lançado nas categorias de base do Vasco da Gama para os profissionais em 1992. Ele foi um dos campeões da Copa São Paulo de Juniores naquele ano e chamou muito a atenção pelo faro de artilheiro, naquele ano, destacando-se junto com o futuro tetracampeão Bebeto no ataque do time da cruz de malta...

 

Tanto talento também se revelou uma capacidade enorme de causar confusões dentro e fora de campo. Depois, seria vendido ao Palmeiras, recém-firmado com a parceria com a Parmalat que resultou numa era de Ouro para o alviverde. Foi uma transação cara na época, afinal, o dinheiro do patrocinador rendia como uma torneira aberta, e logo ele conquistou o apoio e o carinho do torcedor alviverde, tanto pelos gols quanto pela fama de indisciplinado. Daí que surgiu o apelido que o marcou tanto. Eurico Miranda, o eterno dirigente vascaíno, chegou a dizer na época: “Eu não vendi um jogador para o Palmeiras. Vendi um caminhão de problemas para eles”...

 

Se for contar o que ele aprontou durante sua carreira... ganhou muitos títulos e também defendeu a seleção brasileira, mas também brigou com jogadores, adversários e colegas de time, tretou com técnicos de futebol e dirigentes, jogou fora a chance de ser tetracampeão nos Estados Unidos, fez gestos obscenos para torcida adversária, apareceu em páginas policiais e revistas de fofoca, teve filho fora de casamento, chutou câmera de TV no Equador, causou incidentes diplomáticos fora do país, bateu carro que resultou em acidentes fatais com amigos, foi chamado de assassino por torcidas adversárias que lembravam desse acidente, foi para o exterior, arrumou confusão, entre tantas coisas...

 

Lembro que durante a Copa do Mundo de 1998, pediam uma chance para ele atuar ao lado de Ronaldo Fenômeno, e quando pintou aquela fatídica final contra a França, colocaram o nome dele como substituto do Fenômeno para a decisão, que logo depois, acabou botando Ronaldo contra os leões. Edmundo entrou no segundo tempo quando a vaca já estava indo para o brejo, esbravejou e depois que perdeu a Copa, elegeu os culpados: Zagallo e a Nike. Ele foi o primeiro a abrir a boca para falar que havia um esquema da Nike para o Brasil perder a copa para a França (nota: a França usava Adidas na época)...

 

Também o que me chamou a atenção na época, suas brigas com o baixinho Romário... Várias vezes eles brigaram, tentaram se reconciliar, brigavam de novo, e hoje estão na santa paz. Uma briga e rivalidade que botou até Eurico Miranda (ex-Presidente do Vasco) nessa fogueira de vaidades....

 

Quando ele saiu do Flamengo no final de 1995 e foi para o Corinthians, particularmente não gostei muito, mas tive que engolir. Afinal, o Corinthians era maior do que um jogador chamado Edmundo. Ele foi a contratação de peso para a disputa da Taça Libertadores de 1996, que acabamos sendo eliminados pelo Grêmio de Felipão e Paulo Nunes... Aliás, a Libertadores e o Mundial de Clubes sempre foi uma obsessão para ele. Nunca conseguiu se sagrar campeão nessas competições quando disputou. Edmundo chegou com status para fazer dupla com Marcelinho Carioca e também conviver com outros caras mais emblemáticos e ídolos do Timão como Ronaldo Giovanelli (aliás, um dos únicos que defendeu Edmundo numa guerrinha particular entre ele, o elenco e a diretoria do Timão). Edmundo saiu de lá vociferando todas contra o time e voltou para o Vasco, para depois dar a alegria aos corinthianos de errar aquele pênalti na decisão do Mundial de Clubes FIFA 2000 no Maracanã...

 

Eu fico lembrando Edmundo, não porque ele foi um ex-jogador, mas por tudo o que ele aprontou tanto em campo como fora dele e falei no serviço que hoje não se acha mais jogadores assim, como ele... hoje temos um Luis Fabiano ou um Kleber Gladiador ou um Jóbson da vida, tentaram até marcar Sandro Goiano no seu tempo do Grêmio, mas não tem tanto a graça de ver eles aprontando como tinha o Edmundo na sua época. Edmundo foi um anti-herói do seu tempo, e marcou uma geração de muitos torcedores no seu tempo, que via nele um jogador endiabrado, que não se entregava e também marcante pela sua fibra, que despertou amor (das torcidas que viam ele jogar no seu time) e ódio (dos torcedores rivais).Ele ficava puto com a derrota e muitas vezes brigava com os companheiros por causa disto...

 

Hoje num mundo meio que politicamente correto, faz falta na minha opinião um jogador com o carisma que Edmundo adquiriu. Ele ficou, na minha opinião, lembrado por tudo o que fez durante sua carreira. Esse Edmundo do comentarista da Band, pra mim, virou uma moça... Os mais novos não se lembram do Edmundo “Animal”, esse Edmundo sim que aprendi a odiar por causa de jogar num time rival e ficar tirando onda contra os corinthianos, mas bem que poderiam ter uma aula de como era torcer por seu time e apreciar o futebol naqueles anos 90... essa década rendeu cada história e Edmundo faz parte dela... como faz falta caras como Edmundo no futebol brasileiro de hoje...

 

 

domingo, 25 de agosto de 2013

Entrevista com Jim Clark (VIAJEI!!!!!)


Texto Original publicado em 2003.

Bom, gente. Lembrando os 35 (hoje 45) anos da morte de James (Jim) Clark, ocorrida em 7 de Abril de 1968, durante a corrida de Fórmula 2, na Alemanha, tive uma idéia de louco mesmo!!! Resolvi viajar no tempo e consegui uma entrevista com o primeiro escocês voador. O ano é 1968, mais precisamente no dia 6 de Abril, véspera da corrida fatal. Claro que na viagem, providenciei para que ignorasse o acontecimento trágico, fazendo com que jamais imaginasse que isso iria acontecer. Aproveitei o fim dos treinos da corrida de Fórmula 2 para conseguir esta entrevista:






Vanderson Castilho: James, como você avalia suas perspectivas para a temporada de 1968 na Fórmula 1?




Jim Clark: A Lotus está desde o começo do ano trabalhando no chassis, e com o motor Ford Cosworth que temos, a equipe está bastante otimista. O trabalho dos rapazes da Cosworth é muito sério e a vitória na África do Sul na abertura da temporada mostrou que a Lotus está no caminho certo. Acredito que os frutos finalmente poderão ser colhidos este ano.

Vanderson Castilho: Você no ano passado ganhou mais corridas que o campeão atual, mas acabou apenas em terceiro no campeonato. O que faltou para chegar ao título?


Jim Clark: A equipe tinha um carro bem acertado, eu diria um pouco melhor que o conjunto da Brabham, mas faltou confiabilidade no equipamento. Nós perdemos algumas provas por quebras e outras por alguns erros nas estratégias, mas este ano os mecânicos já conseguiram solucionar esse
problema e estamos fechados para a disputa do título.



Vanderson Castilho: Mas você teve uma discussão com o Colin Chapman após a corrida de Monza. Essa discussão não atrapalhou um pouco a equipe?


Jim Clark: Colin é como um pai para mim, e o que aconteceu em Monza já considero passado. Realmente naquela corrida pisamos na bola, mas talvez tenha sido pelo excesso, ou seja, buscar a perfeição. Vi também que nós não somos infalíveis. Somos humanos, e como tal, cometemos alguns erros.


Vanderson Castilho: Este ano no Grande Prêmio da África do Sul, você conseguiu bater o recorde de vitórias de Juan Manuel Fangio, atingindo a marca de 25 conquistas. Além disso, você detém o recorde de poles positions, com 33. É uma obsessão sua quebrar todos os recordes da Fórmula 1?






Jim Clark: Foi uma honra superar o recorde de um grande piloto como foi o Fangio. Mas quebrar recordes não é uma obsessão minha. Eu gosto do esporte e também de desafios. Em cada corrida procuro dar o melhor de mim para que no final tudo saia bem. Quando entro no carro, sempre busco dar o melhor, e as vitórias, quando vem, são conseqüências de todo um trabalho meu em conjunto com a equipe. No momento, estou em busca do meu terceiro título.



Vanderson Castilho: A vinda de Graham Hill, com quem você disputou vários campeonatos (em 1962, Hill derrotou Clark; em 1963 e 1965, Clark deu o troco) trouxe benefícios? Como é para você relacionar-se com um piloto, que já foi campeão, dentro da Lotus? Isso não atrapalha?



Jim Clark: Hill é um excelente piloto e grande rival na pista. Procuramos sempre um ajudar o outro para melhorar os acertos do carro, buscando soluções para a equipe. Chapman dá atenção semelhante aos meus companheiros, mas tenho uma pequena vantagem de estar na equipe há mais tempo. A vinda de Graham à equipe veio para somar, não para dividir.



Vanderson Castilho: Em 1965, você ganhou as 500 milhas de Indianápolis. Que sabor teve essa corrida para você?




Jim Clark: Fiquei muito feliz por ter vencido a corrida, tornando o primeiro estrangeiro a vencê-la depois de mais de 50 anos (em 1913, venceu o francês Jules Goux). Indianápolis respira automobilismo, mas ainda é um mercado restrito para os norte-americanos. Ainda acredito que
em alguns anos, Indianápolis receberá novos estrangeiros com condições de vencer a corrida.



Vanderson Castilho: Você praticamente está ligado à Lotus desde que começou a correr na Fórmula 1. Houve uma conversa de bastidores de que o Ken Tyrrell queria te contratar para guiar a Matra este ano. Além disso, outra notícia espalhada foi a de que um inglês de nome Frank Williams queria montar uma equipe e te contratar. Você confirma estas tentativas de negociação?



Jim Clark: Pelo que sei, ninguém da Matra me procurou para uma negociação nem tampouco houve um contato com o senhor Williams. Estou feliz na Lotus e sinto que poderei ainda dar mais alegrias para a equipe. No momento, sou piloto da Lotus e, portanto, tenho que ajudar a equipe.



Vanderson Castilho: A Lotus colocou um patrocinador nos carros, contrariando a tradição de cada equipe de ter uma cor diferente e provocando chiadeira geral na categoria, achando que isso seria prejudicial à imagem da Fórmula 1. Como você avaliaria esse ponto?



Jim Clark: Bom, os custos para se montar um carro competitivo não são poucos. Mas vejo a questão do patrocínio por outro lado. Chegarão novas empresas que vão querer anunciar nos carros, e isso trará mais dinheiro para ajudar no desenvolvimento das equipes, além claro, dos patrocinadores começarem a ter retorno e no fim, todos sairão contentes. O acordo da Lotus com a Gold Leaf (marca de cigarros ingleses mais falada da época) foi muito bom, mas não posso revelar os valores. No futuro, acredito que quem não tiver patrocínio, vai ter muitas dificuldades de se manter na Fórmula 1.



Vanderson Castilho: Quais seus prováveis adversários para este ano?



Jim Clark: Bem, sem dúvida o Graham Hill poderá lutar em igualdades de condições comigo no campeonato. Espero uma disputa limpa e saudável. Mas não descarto o Jackie Stewart, que vem evoluindo bem, e a experiência de Jack Brabham. O Jochen Rindt poderá ser um campeão no futuro. Já as equipes, a Ferrari, mesmo em crise, é um osso duro de roer e pode aprontar alguma. A Brabham também é outra forte concorrente. Vou aguardar também como se comportará a McLaren, com a chegada do campeão Dennis Hulme na equipe, e a Matra. Sem dúvida, o campeonato será muito
interessante.



Vanderson Castilho: Para finalizar, você tem algum interesse de conhecer ou até correr no Brasil?



Jim Clark: Tenho muitos amigos brasileiros. Vi o Chico Landi e o Hernando Ramos correrem na década passada e fiquei impressionado com a tocada de ambos. Assisti a alguns teipes de corridas no Brasil. O automobilismo no país é bom, mas ainda precisa um empurrão extra, algo como... talvez um
piloto brasileiro passar a correr na Fórmula 1. Assim, chamaria mais a atenção do público brasileiro. Tem um rapaz novo no Brasil, um tal de Emerson Fittipaldi, que vejo nele um potencial para ser campeão. No fim do campeonato, passarei algum tempo de férias no Brasil e visitarei o circuito de Interlagos. Quero também conhecer a cidade de Santos, as praias cariocas, assistir a uma partida de futebol no estádio Maracanã, porque também gosto muito de futebol e, claro, ver o Carnaval no ano que vem.



Vanderson Castilho: James, muito obrigado por essa entrevista para os leitores do Downforce (antigo fórum de debate de corridas já moribundo). Boa sorte amanhã na corrida e sucesso na Fórmula 1.



Jim Clark: O prazer é todo meu e um forte abraço para o público brasileiro.


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Adrian Fernandez, um injustiçado


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Bom, gente. Agora que o assunto esfriou, tava aqui olhando as notícias sobre Silly Seasons da vida e uma que eu vi é sobre este piloto que eu vou comentar com algumas linhas sobre sua trajetória: o mexicano Adrian Fernandez.

Para os mais novos que não viveram os tempos áureos da extinta CART/Champ Car, Adrian Fernandez era uma promessa do automobilismo mexicano que começou na antiga Fórmula Indy (antes da cisão CART x IRL) em 1993 guiando pela equipe Galles. A partir daí, a marca dele era o carro verde e vermelho com os patrocínios da cerveja Tecate e da Quaker State. O piloto passou ainda pelas equipes Tasman e Patrick (nela chegou a disputar, e perder o título de 2000 para Gil de Ferran), antes de em 2001 montar a sua própria equipe na CART. Ainda passou por experiência na IRL com uma equipe conjunta com Aguri Suzuki (a Super Aguri Fernandez). Mas foi um episódio singular que o marcou para sempre para os fãs da categoria.

O ano era 2004. A incerteza sobre o destino da CART pairava nos ares e as equipes estavam em dúvida sobre se ficam ou se cuidam de suas vidas. Uma semana antes da CART ser vendida para o grupo Open Wheel Racing Series (que evitou que a CART parasse em mãos do Tony George), causa uma surpresa na etapa de Phoenix da IRL a presença de Adrian Fernandez. Ele alinha um Panoz Honda no grid e resolve seguir seu caminho.

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Não sabia ele alí que acabou de ser marcado. Ganhou a pecha de traidor da categoria simplesmente porque saiu da CART e foi para IRL. Depois disto, a carreira dele declinou nos monospostos. Ele chegou a disputar o título de 2004 da IRL, mas no ano seguinte, perde todos os patrocínios mexicanos. Resolve em 2005 se concentrar apenas na Indy 500 com parceria com a extinta Mo Nunn. A equipe fica na IRL até 2007 depois se muda para Grand Am e ALMS, mas fecha logo depois. E eu fico aqui pensando:

Teve muita gente mais fervorosa (principalmente as viúvas da Champ Car), que torceram exaustivamente para o pior de Adrian. Muitos não engoliram essa do Adrian, falando que ele fez um “Contrato de Judas” com as categorias. E eu pergunto: se muita gente acabou indo da CART para a IRL (equipes Andretti, Penske e Ganassi) nessa mesma época, porque só o Adrian Fernandez foi taxado de traidor por esses fãs??? Mas o que eles queriam??? Que seus ídolos fossem eternos nessas categorias??? E por que o Adrian teria que ser fiel a uma categoria se ela não estava com certeza de ser realizada???

Para mim, ele apenas tomou um rumo na carreira dele. Se tomou a decisão correta na época ou não, cabe a ele apenas o ônus e bônus desta decisão... muitas equipes e pilotos faliram e surgiram depois desta.

O ciclo das equipes muda conforme os acontecimentos. Hoje os fãs mais fervorosos preferem vibrar por uma Forsythe da vida e alimentar as esperanças de um dia ela ir para a Indy, mesmo sabendo que ela não volta, mas não aceita equipes oriundas da IRL nem também simpatizam por quem foi para o outro lado. Muita gente deixou a CART na época para ir para a IRL, mas somente o Adrian Fernandez foi taxado de traidor. Este daí acabou pagando o pato por sua decisão...

Pobre Adrian... e pensar que hoje ele é o empresário do Sérgio Pérez, piloto da McLaren... como o mundo dá voltas hoje em dia... e se ele tivesse se mantido fiel à CART/Champ Car, como os torcedores queriam, estaria hoje na posição em que ele está??? Há males que vieram para bem, e hoje o ex-piloto mexicano está muito bem, fazendo aquilo que faz, e esquecendo o que aconteceu com ele nos anos anteriores. E o automobilismo mantém o seu ciclo. Heróis e vilões sendo fabricados aos montes e Adrian Fernandez, hoje um empresário de pilotos, já teve seu dia de Fernando Alonso e outros odiáveis da vida. Como o mundo dá voltas...



quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O que vem de boataria para se confirmar

Bom, gente... começo de temporada, esta de 2013 promete ser a última com os motores aspirados, prova disto é que em 2014, todos os carros terão motores Turbo, voltando aos tempos da Década de 1980, onde esse tipo de motor dominou as temporadas até ser abolido no final de 1988.

Vendo as Silly Season em sites especializados, mostram as movimentações de bastidores. Alguns boatos já começaram a ganhar forma, como a visita de Christian Horner e Adrian Newey à fábrica da Ferrari.

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Esse boato especulou uma possível ida dos dois para a equipe, com a justificativa de que “um não assina coisas sem a presença do outro”. Mas eu penso também em outra coisa que posso até falar, mas eu falarei em outra oportunidade. Essa visita também pode ser de alimentar boatos sobre uma possível troca de motor da Red Bull. Atualmente, eles correm com os propulsores da Renault (rebatizados de Infiniti). E essa ligação com a Renault pode ser desfeita se a equipe realmente assinar um acordo com a Ferrari para fornecimento dos novos turbos, a partir de 2014.

Falando em Renault, nota-se também as dificuldades financeiras da montadora. A fábrica tinha uma equipe que em 2011 foi rebatizada de Lotus (uma forma de voltar as origens a antiga equipe de Colin Chapman), com motores Renault e pintura preta e dourada, saudosismo puro. Com as dificuldades frequentes, pensei aqui numa possibilidade da Renault estar se retirando da categoria no final deste ano. E outra linha de raciocínio chegou aqui na minha mente.

Esta linha se refere à Williams. Toto Wolff, um dos sócios da equipe, acertou ser chefe da equipe Mercedes, num lance que beira o questionamento da ética de ser sócio de uma equipe e trabalhar em outra. Mas não seria uma brecha, depois pensei aqui, para que a Williams tivesse o fornecimento dos motores Mercedes em 2014???? Nota-se também que há muito tempo especula-se uma fechada da equipe Mercedes (que promete sempre mas no final definha) em questão de tempo, deixando a marca apenas para fornecer motores. Atualmente McLaren, Mercedes e Force Índia possuem estas unidades.

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Force Índia está também envolvida em crise financeira, mas outra equipe que pode fechar as portas é a Marussia. Única equipe com motores Cosworth, ela praticamente ganhou o posto de pior equipe da Fórmula 1 depois que a HRT fechou as portas. E com os motores Cosworth, tem tudo para ficar isolada no fundo do grid. Pra piorar, a equipe dispensou Timo Glock. A tendência não declarada mas óbvia é conseguir um piloto pagante. Quanto à questão de motores, se a equipe conseguir sobreviver, poderá ela em 2014 ter motores Mercedes, graças ao acordo de cooperação de tecnologias com a McLaren. É esperar e ver...

E enquanto isso, 11 equipes agora alinharão no grid, mas pelo menos uma ou duas correm o risco de não estarem no grid no começo da temporada. Alheios a tudo isso, a temporada 2013 promete ser uma temporada de transição, onde as equipes aguardarão e tirarão o seu melhor em 2014. Por enquanto, esconde-se o jogo, mas com a boataria, nunca se sabe o que pode acontecer.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Minhas previsões para o automobilismo em 2013

 

Bom, gente. O ano está terminando e agora é hora da já tradicional vidência de previsões para as pistas. Então, vamos lá...

FÓRMULA 1

Depois de uma temporada emocionante como 2012, o ano que vem não reserva a mesma competitividade demonstrada este ano. A disputa se restringirá a 3 ou 4 times. Red Bull e Ferrari continuarão nas cabeças. A McLaren continuará competitiva, mas cairá um pouco devido à fragilidade da nova dupla de pilotos. Lotus ou Mercedes podem incomodar em alguns GPs. As outras, brigarão do meio do pelotão para trás.

Pilotos:

 
SEBASTIAN VETTEL – As cartas boas foram puxadas quase que ao mesmo tempo. 2013 é o ano do tetra de Vettel, e arrisco mais. Vai ser com 2 corridas ou mais de antecedência.

MARK WEBBER – Último ano dele na categoria. Ganhará um GP no máximo, e isso depois de o título mundial for definido a favor de Vettel. Vai ser uma corrida que Vettel vai entregar a ponta para Webber passar, como retribuição pelos préstimos de anos anteriores.

FERNANDO ALONSO – Consolidará-se mais forte ainda na Ferrari, ganhando 3 ou 4 GPs no ano, mas terá alguns azares que atrapalharão ele na disputa de título. Será um ano onde ele vai precisar reavaliar muita coisa.

FELIPE MASSA – Último ano dele na Ferrari. O desempenho piorará ainda mais e cansada, a cúpula de Maranello o mandará embora e contratará um desses três pilotos: Nico Rosberg, Kimi Raikonnen ou Daniel Ricciardo.

JENSON BUTTON – Não terá uma temporada tão boa assim com relação aos anos anteriores, quando chegou a incomodar Lewis Hamilton. Terá queda de produção e os críticos questionarão sua capacidade técnica.

SÉRGIO PÉREZ – Debutante numa equipe de ponta, vai sofrer muita pressão com relação a resultados. Pode ser que até corra o risco de ser dispensado ao final do ano se a equipe não tiver paciência com ele.

KIMI RAIKONNEN – Estará numa posição desconfortável dentro da Lotus. O desempenho dele para 2013 não será tão bom quanto foi 2012, mesmo assim poderá ganhar uma posição de destaque numa equipe melhor.

 
 
LEWIS HAMILTON – Ano de trabalho, muito trabalho mesmo. A Mercedes vai passar por uma reestruturação e isso afetará o ano dele. Com muita sorte, ganhará uma ou duas corridas.

NICO ROSBERG – Finalmente, terá um companheiro de equipe que incomodará, mesmo com a reestruturação na Mercedes. Poderá deixar a equipe ao final de 2013.

EQUIPE SAUBER – Não repetirá o bom ano que teve em 2012. Muitos problemas com a confiabilidade dos carros. Nico Hulkenberg fará algumas boas corridas. Já Esteban Gutierrez, o ano será de adaptação.

EQUIPE WILLIAMS - Continuará na sua crise financeira. Valteri Bottas não conseguirá produzir muito bem, mas fica na equipe graças ao empresário. Pastor Maldonado, bem que não queria, mas acabará deixando a Williams. A PDVSA pagará multa rescisória para que ele seja liberado da equipe, indo para Mercedes ou Lotus.

EQUIPE FORCE ÍNDIA – Finalmente será vendida e mais uma vez mudará de nome, mas melhor estruturada do que foi nas vezes anteriores.

EQUIPE TORO ROSSO – Satélite da Red Bull, promoverá Daniel Ricciardo para o time principal em 2014. Jean-Éric Vergne continuará mais um ano na escuderia.

MARUSSIA E CATERHAM – Ainda continuarão no fundo do grid, mas com melhorias significativas. Poderão uma das duas finalmente marcar seus primeiros pontos. A Marussia vai deixar os motores Cosworth e conseguirá os Mercedes.

BERNIE ECCLESTONE – Com problemas de saúde graves, ele poderá pedir afastamento de suas atividades. Ainda não foi definido sucessor.

FLÁVIO BRIATORE – Volta de suspensão este ano que entra. Ele já tem um novo emprego que só será divulgado em 2014.

BRASILEIROS NA FÓRMULA 1 – Alguns nomes podem ser pensados, mas nada de títulos para o Brasil nos próximos anos. Fruto da decadência do automobilismo brasileiro que assolou nesses últimos anos.

MULHERES NA FÓRMULA 1 – Ainda meio que andando a passos de tartaruga esse assunto, mas os bastidores já se preparam para isso acontecer nas pistas num futuro próximo. Três candidatas em potencial: Susie Wolff, Natacha Gachnang e Vicky Piria. Uma dessas três poderá estar num cockpit de um carro da categoria máxima do automobilismo.

 

FÓRMULA INDY

O automobilismo americano de monopostos está passando por uma crise brava nas categorias de base, mas na Indy, dá-se uma falsa impressão de calmaria e de coisas que serão reestruturadas. Nos bastidores, Tony George quer voltar, mas não será neste ano ainda. Tem muita coisa negativa com relação ao nome dele para se aparar. Então vamos ver alguns cenários:
 

EQUIPE ANDRETTI – Conseguiu ser campeã em 2012 com um piloto americano, o Ryan Hunter-Reay. Mas a equipe não conseguirá repetir o feito deste ano. Algumas equipes, inclusive as secundárias, virão com tudo em 2013. Poderá conseguir umas 2 ou 3 vitórias no ano.

EQUIPE GANASSI – O sinal de alerta foi ligado. Depois de uma temporada decepcionante como foi 2012, em 2013 eles buscarão vir mais fortes. A equipe se concentrará em apenas 3 carros, tendo Scott Dixon e Dario Franchitti revezando-se nas vitórias da equipe. Charlie Kimball andará bem, beliscando alguns pódios. Possibilidade da equipe trocar os Honda pelos Chevrolet, fortificando ainda mais a marca da gravatinha na Indy.

EQUIPE PENSKE – A equipe, visando concentrar forças, depois de 5 vices campeonatos consecutivos, terá apenas 2 carros: Will Power e Hélio Castroneves. Mesmo assim, há possibilidade de ter um terceiro carro nas 500 milhas de Indianápolis. E poderá ser esse terceiro carro guiado por Danica Patrick. Ela está articulando um retorno à Indy, mas poderá ter esses planos interrompidos por causa de uma gravidez indesejada. A Penske continuará firme e forte visando o título.
 

EQUIPE KV – Buscará lutar por vitórias, mas ainda assim continuarão os erros de estratégia que prejudicarão os seus pilotos. Possibilidade de brigar por vitória nas 500 milhas de Indianápolis.

EQUIPE DRAGON – O trabalho começará a render frutos. Katherine Legge, mais adaptada à Indy, andará melhor que em 2012. Sebastién Bourdais, se acertar temporada completa, incomodará muito.

OUTRAS EQUIPES – Andarão bem ou não dependendo do tipo de pista e também de acordo com os motores que tem. Panther, Rahal Lettermann Lanigan e Dale Coyne andarão bem.

Teremos também a possibilidade de uma equipe antiga do passado ressurgir na Indy este ano apenas nas 500 milhas de Indianápolis. Ela virá com 2 carros, e farão muito barulho na corrida.

BRASILEIROS NAS PISTAS – Hélio Castroneves poderá estar dizendo adeus à Indy. Em 2013, talvez até 2014 ele fique na equipe, mas continua brigando por vitórias. Tony Kanaan buscará como nunca a vitória na Indy 500, mas não será ainda desta vez que ele conseguirá isto. Ana Beatriz, só figuração na São Paulo Indy 300 e na Indy 500.
MOTORES – Ao contrário do que muitos pensam, a Indy vai virar monomarca em 2014. A Honda se retirará da categoria ao final de 2013 e não haverá outra montadora, devido à crise que assola o mundo. Com isso, maiores chances da categoria continuar a ser um domínio de Penske e Ganassi.
INDY LIGHTS – 2013 é o último ano da categoria. Sem renovação, com grids cada vez mais minguados, a categoria chegará à bancarrota, onde a última prova terá menos de 10 carros. Mas outras possibilidades para categorias de base estarão sendo estudadas. É aguardar e ver.
 

500 MILHAS DE INDIANÁPOLIS

A edição de 2013 será muito turbulenta, com instabilidades no clima, podendo até correr ter risco de chuva, sendo interrompida nas últimas voltas. Mesmo assim, será uma edição que será inesquecível para quem for assistir.

O grid terá estourando os 33 carros, embora muita gente queira correr.  Na corrida, Penske e Ganassi se revezarão na ponta durante maior parte da prova, mas a vitória virá de uma forma surpreendente de um piloto que ninguém esperava muito na bolsa de apostas. Um piloto meio que ninguém botará muita fé incomodará os ponteiros e se lançará para o Sprint final da corrida.

 ENDURANCE

 
 
A Audi finalmente está perdendo as forças. A Toyota, devagar, está tomando conta do campeonato, com chances de crescer nas corridas de longa duração como Le Mans e Sebring. Mais uma marca pode estar vindo para o campeonato. E as 6 horas de Interlagos se transformarão em 12 horas de Interlagos, tendo uma organização melhor de bastidores, fazendo a corrida se tornar um sucesso.

CATEGORIAS BRASILEIRAS

Continuarão seguindo como dá as categorias de Turismo, mas as de monopostos serão definitivamente extintas ao final de 2014 no máximo. Stock Car estará numa fase de reestruturação, mas o Brasileiro de Marcas vai crescer. F-Truck continuará firme e forte, inclusive uma etapa fora do Brasil – Argentina está programada.

 

Bom, é isto. Quem quiser postar mais, à vontade.

Valeu!!!!!