terça-feira, 20 de março de 2012

Como são os pilotos de cada signo - Uma análise da personalidade dos pilotos

Bom, gente. Tava aqui fuçando os google da vida e vendo as datas de pilotos da Fórmula 1 e Indy, pensei numa coisa: Tá certo que os homens odeiam astrologia, mas resolvi fazer esse exercício e comparar os signos com as personalidades dos pilotos atuais e antigos. Aí veio esse resultado, que vou compartilhar com vocês. Boa leitura.











ÁRIES - São pilotos velozes, leais, determinados, buscam sempre seus objetivos, mas também são muito encrenqueiros. Gostam de arrumar confusão, batem boca com todo mundo e adora dar espetáculo, seja na pista com suas manobras, ou fora dela, com pítis de estrelismo. São marqueteiros de primeira e sempre buscam um lugar cativo como primeiro piloto, nem que para isso tenha que arrumar inimizades, mas quando perdem a motivação ou as circunstâncias não correspondem como eles queriam, acabam se sujeitando a qualquer coisa pra permanecer na mídia. Exemplos de pilotos deste signo: Danica Patrick, Romain Grosjean, Ayrton Senna, Jacques Villeneuve, Élio de Ângelis, Riccardo Patrese, David Coulthard, Paul di Resta, Carlos Reutemann, Jaime Alguersuari.

TOURO - Pilotos esforçados, trabalhadores, porém muito limitados tecnicamente. Quando ganham o status de primeiro piloto, buscam corresponder. Mas se entra um piloto que de cara já toma banca, os pilotos deste signo acabam se recolhendo para um lugar de coadjuvantes e por muitas vezes, acabam aguentando calados, correndo o risco de serem fritados pela equipe até acabar perdendo o seu lugar. Não é à tôa que Touro não tem nenhum título na Fórmula 1 até hoje. Pilotos: Felipe Massa, Nick Heidfeld, Heinz-Harald Frentzen, Jean-Eric Vergne, Dario Franchitti, Hélio Castroneves.

GÊMEOS - São pilotos carismáticos, não necessariamente por serem rápidos, mas também são duas-caras, manipuladores e se fazem de desentendidos ou vítimas para justificar uma manobra mal feita. Falam muito (by Tite) e mostram poucos resultados. Geminianos tem talento para destruirem carros de Fórmula 1 de várias formas em acidentes de várias proporções que acabam sendo motivo de piada dos torcedores e de fúria dos chefes de equipe. Pilotos: Andrea de Césaris, Martin Brundle, Jean Alesi, Rubens Barrichello, Gianmaria Bruni, Sarah Kavanagh.

CÂNCER - Muito frescalhão e sentimental, mas também traiçoeiros e manipuladores. Muitas vezes demonstram ter sua sexualidade questionada pelos fãs e quando conseguem a primeira vitória, o primeiro título ou fazem uma besteira qualquer, se derretem e choram com bichisse aguda. Mesmo assim, são bem requisitados na Fórmula 1. Sempre tem um empresário poderoso, um patrocinador forte ou um Programa de Novos Talentos ao seu dispor. Pilotos: Sebastian Vettel, Nico Rosberg, Daniel Ricciardo, Ralf Schumacher, Sam Hornish Jr, Dan Wheldon, Katherine Legge, Jarno Trulli, Johnny Herbert, Alexander Yoong, Giovana Amati.



LEÃO - Pilotos alegres e sarristas, mas também antipáticos e reclamões. Reclamam de tudo quando está tudo errado e adora colecionar desafetos, principalmente colegas de profissão e imprensa. Fazem pose e comemoram muito suas vitórias. São pilotos que normalmente dão espetáculo nas pistas. Preferem arriscar uma vitória a administrar zona de pontos. Aliás, regularidade não é o ponto forte de leoninos por causa de sua impaciência. Por causa da mania de dizer na cara o que pensa, vive numa relação de amor e ódio entre os torcedores. Pilotos: Nelson Piquet, Nigel Mansell, Nelsinho Piquet, Fernando Alonso, Nico Hulkenberg, Allen Berg, Vittantonio Liuzzi, Scott Dixon.

VIRGEM - Pilotos que não são muito brilhantes mas também muito longe de serem considerados fracos. Estão no meio termo. Muito discretos e por vezes falíveis, precisam de estar pilotando ótimos carros para conseguirem bons resultados. No pódio, comemoração discreta às vezes misturada com uma falsa empolgação. Costumam ser pilotos tipo "Bon Vivant", ou seja, não tão nem aí pra paçoca da Fórmula 1. Se ganhar, tá bom, se não ganhar, tá bom do mesmo jeito. Pilotos: James Hunt, Clay Reggazzoni, Damon Hill, Mark Webber, Olivier Panis, Cristiano da Matta, Juan Pablo Montoya, Vitaly Petrov, Tomas Scheckter, Kamui Kobayashi, Simona de Silvestro.

LIBRA - São da classe de pilotos calmos e tranquilos (mas experimenta tirar um destes do sério pra você ver). Tentam procurar entender a Fórmula 1 e não costumam fazer política. Se estiverem bem dentro de uma equipe, tá ótimo pra eles. Tem estabilidade dentro das equipes onde passa. Costumam levar sufoco de companheiros de equipe em algumas situações. Precisam estar motivados para ganhar corridas. Pilotos: Mika Hakkinen, Kimi Raikonnen, Heikki Kovallainen, Robert Doornbos, Bruno Senna, Michael Andretti, Al Unser Jr.

ESCORPIÃO - São pilotos vingativos e manipuladores, que costumam trabalhar por trás dos bastidores para puxar o tapete de seu companheiro de equipe. Quando segundo pilotos, ficam só aguardando o momento para dar o bote. Quando primeiro piloto, manipula a equipe para trabalhar sempre a seu favor, mesmo que isto custe ferrar o seu companheiro de equipe. Costumam ficar esquecidos da mídia depois que se aposentam. Pilotos: Alan Jones, Eddie Irvine, Alex Zanardi, Gil de Ferran, Vicky Piria, Natacha Gachnang, Sebastién Buemi.



SAGITÁRIO - Estes são pilotos que aparentam ser boa praça e prestativos, sempre trabalhando para o bem da equipe e costumam tratar bem seus companheiros de equipe, desde que não se sinta incomodado por um deles. São pilotos sossegados e muitas vezes brincalhões, que não escondem o que pensam e toda a equipe gostaria de tê-lo pilotando um de seus carros. São sempre admirados por alguma coisa ou outra que faça dentro da categoria. Pilotos: Emerson Fittipaldi, Robert Kubica, Keke Rosberg, Ryan Hunter-Reay, Paul Tracy, James Hinchicliffe.

CAPRICÓRNIO - São pilotos que buscam um lugar cativo na Fórmula 1 de qualquer jeito, por isso revelam-se grandes manipuladores. Quando estão numa boa equipe, se motivam para vencer as corridas fácil. Caso contrário, tentam fazer seu marketing para pular para uma equipe melhor. Muitas vezes apelam na hora de dividir uma curva ou de interpretar regras. Tem tendências depressivas e um falso bom mocismo que incomoda a muitos. Modéstia e humildade nunca foi o forte de pilotos deste signo. Suas declarações parecem soar como piada para quem ouve, mesmo ele falando sério. Pilotos: Gilles Villeneuve, Michael Schumacher, Lewis Hamilton, Jenson Button, Narain Karthikeyan, Kazuki Nakajima, Christian Fittipaldi, Tony Kanaan, Bobby e Graham Rahal, Maria de Villota, Adrian Sutil, Giancarlo Fisichella.

AQUÁRIO - São pilotos gozadores e sarristas. Eles não se incomodam de dividir uma equipe com um piloto mais tarimbado, por isso às vezes acaba levando côro do companheiro de equipe e frequentemente estão em festas. Namoram as mulheres mais bonitas ou quando são pilotos mulheres, gostam de tirar fotos com o dono da equipe. Também detestam ordens, mas as cumpre contrariado. Costumam substituir pilotos titulares numa eventualidade. Sempre estão defendendo uma causa nobre na mídia. Pilotos: Graham Hill, Takuma Sato, Luca Badoer, Charles Pic, Ronnie Peterson, Sérgio Pérez, Scott Speed.

PEIXES - São pilotos que fazem muita política dentro da Fórmula 1. Manipuladores da mídia e da imprensa, colecionam fácil vários desafetos e trabalham por trás dos panos. São facilmente odiados até mesmo por fãs de seu país, mas não deixam de ser rápidos. Por causa da mania de fazer política, conseguem se entender com chefes de equipes linha dura ou que buscam resultados a qualquer preço e por isto, ganham estabilidade nas equipes onde passam, só saindo de lá se pintar um companheiro de equipe mais rápido que ele. Pilotos: Jim Clark, Niki Lauda, Alain Prost, Timo Glock, Mario e Marco Andretti, Will Power, Ana Beatriz, Pastor Maldonado, Sebastién Bourdais, Pedro de la Rosa.

domingo, 18 de março de 2012

A Fórmula Indy e as viúvas da Champ Car

Bom, gente. A temporada da Fórmula Indy está para começar, e a expectativa é que venhamos a ter uma nova e emocionante temporada. Pelo menos é o que queremos. Afinal, carros novos, algumas estréias de pilotos e tudo o mais. Mas eu vejo, através dos longos fóruns de debate, que nada disso para um seleto grupo, é motivo de celebração ou perspectiva de melhorias na principal categoria norte americana de monopostos. Para alguns, sempre há uma coisa ou outra que é criticada por não concordar com uma visão que eles tinham antes da categoria. Estou necessariamente falando de um grupo chamado de "Viúvas da Champ Car". Os motivos vou explicando logo abaixo:



Para quem cirtia a Indy um pouco antes dela se rachar ao meio em 1996, ano da cisão, a categoria era uma ótima opção de competitividade, estratégia e boas corridas. Ídolos criados como Emerson Fittipaldi, Bobby Rahal, Rick Mears, Al Unser Jr, Danny Sullivan, Roberto Guerrero, Michael e Mario Andretti, entre outros, eram motivos de boas disputas por posições. Veio a internacionalização e com ela, muita gente se incomodou com o excesso de estrangeiros que estavam invadindo a categoria.

Por causa deste argumento, Tony George acabou rompendo-se com a CART (entidade que controlava a Indy na época) e criou seu próprio campeonato, denominado IRL (Indy Racing League). Então tivemos a partir de 1996, dois campeonatos. A CART (que perdeu o nome da Indy para a categoria rival e passou a se denominar Fórmula Mundial no Brasil) tinham os melhores pilotos e as melhores pistas. A IRL passou a correr em circuitos ovais, apoiado com as 500 milhas de Indianápolis, que privilegiou os pilotos da casa desde então. Os nomes na IRL foram substituídos por pilotos como Tony Stewart, Greg Ray, Arie Luyendyk, Kenny Brack, Marco Greco, entre outros, enquanto que na CART, as estrelas eram o Alex Zanardi, o Greg Moore, Paul Tracy, Mark Blundell, Jimmy Vasser, Juan Pablo Montoya e uma leva de brasileiros como Gil de Ferran, André Ribeiro, Maurício Gugelmin, Christian Fittipaldi e Roberto Moreno, entre outros.

Pois bem. O nível das duas categorias era uma coisa que beirava o disparate entre ambas. Segundo os especialistas, não tinha nem como comparar ambas as categorias. Afinal, a CART tinha as melhores pistas como Elkhart Lake, Cleveland, Portland, Laguna Seca, entre outras, e a IRL só queria era saber de correr em oval, sequer tendo curvas à direita nos seus circuitos. Ainda assim, eu acreditava que um dia poderíamos ter um acordo e ambas as categorias voltarem a se fundir. Como??? Simples: nos esportes americanos como NBA (basquete) e NFL (futebol americano), também tiveram rachas históricos e eles depois de um tempo resolveram se juntar novamente.



Eu pensei que essa fusão pudesse já acontecer em 2000, quando a equipe Chip Ganassi (tetracampeã da CART) começou a frequentar também a IRL com o objetivo de disputar a Indy 500, e lá foi ela com o Juan Pablo Montoya, num típico passeio de Domingo no Parque, arrebatar a corrida. Em 2001, o golpe foi pior: os seis primeiros colocados foram preenchidos por pilotos da CART. Tal disparate fez questionar de vez o nível da IRL e para muitos, a categoria de Tony George mostrou-se inferior à CART.

Isso tudo só aumentou depois que aconteceu o que dizemos de "o grande erro" da administração da CART. Em 2001, a categoria marcou uma corrida no oval do Texas. Mas devido à problemas de downforce e indisposição de pilotos, aliado à enormes velocidades que os carros atingiam, verificou-se depois de um teste classificatório que a pista não tinha condições de ser realizada. Foi o início do processo de bancarrota da CART.

Várias equipes e pilotos se mudaram para a IRL, como as poderosas Penske, Ganassi e Andretti, a CART passou a decair e minguar o grid cada vez mais. Pistas tradicionais foram deixadas de lado para o lugar de circuitos de rua, que chamam mais público, mas em compensação, as disputas viram verdadeiras procissões de um carro atrás do outro, sem poder ultrapassar ninguém. O nível dos pilotos também decaiu e muito. Os melhores foram indo para a IRL e a CART (que depois passaria a se chamar Champ Car), tentou criar novos ídolos, em vão. A essência que era as estratégias e diversidade nas fornecedoras de chassis e motores também foram deixadas de lado, ou seja, segundo um jornalista, a Fórmula Mundial deixou de ser um produto nota 8 para virar um produto nota 2. No fim, a Champ Car acabou morrendo em 2008, incorporada por Tony George e a sua IRL.



Bom, agora é aí que entra as viúvas. Reparei que durante este tempo, o extremismo entre ambas as categorias chegou num auge que esses fãs da Champ Car, mesmo com a categoria em declínio, para eles, era a melhor categoria do mundo. A Champ Car tentou de várias formas ou outras, tentar salvar a categoria, mas algumas decisões foram consideradas erradas. Tirar os circuitos tradicionais e colocar os circuitos de rua "Mickey Mouse" foi uma delas. Depois, foi tirar os circuitos ovais, porque eles lembravam a IRL. O novo carro Panoz DP1 foi aguardado com muita expectativa, mas revelou-se ser um carro inapropriado para circuitos ovais e daí que era pra ser usado para várias temporadas e foi apenas na temporada de 2007. Tentaram adotar a largada estática também como na Fórmula 1, e até uma mulher entrou na categoria, a inglesa Katherine Legge, que era para rivalizar contra a estrela da IRL, a americana Danica Patrick, mas ela sucumbiu face à enorme potência dos carros da Champ Car, mais difíceis de se dirigir que os da IRL, e também ao marketing pró-Danica.

Quando a Champ Car decretou sua falência e houve a incorporação da categoria pela IRL, houve uma chiadeira e protestos geral. Afinal, esses torcedores passaram a se denominar as viúvas como citei. Eles queriam ver a IRL sendo incorporada pela Champ Car, quando o que aconteceu foi o contrário. Tudo o que a Champ Car construiu, a IRL passou a descartar com o tempo. As pistas como Portland, Elkhart Lake, Laguna Seca, Cleveland, entre outras, usadas pela CART, os fãs querem que elas venham para o calendário atual da nova Indy. Também eles encontram resistência ao novo Dallara da Indy, porque muitos preferiam o Panoz DP01 de 2007, com motor turbo, e era uma afronta a Indy correr com um Dallara usado desde 2003. Os novos ídolos da atual Indy também viraram alvo da fúria desses torcedores. Acostumados com os pilotos citados no início da coluna, os pilotos atuais como Dario Franchitti, Scott Dixon, Will Power, JR Hildebrand, Simon Pagenaud, entre outros, eram sempre comparados aos ídolos do passado, e segundo eles, não tinham carisma nem simpatia desses torcedores. Fora o que muitos pilotos e equipes sofreram na mão desses radicais quando deixaram a CART e foram para IRL ou Nascar da vida.

Hoje lamenta-se o fim de uma equipe como a Newmann Haas, bastante competitiva nos tempos áureos da CART, mas ao mesmo tempo aplaudem e vibraram quando uma Vision ou uma Dragon que eram equipes da IRL. A mesma coisa são os pilotos. Quem foi fiel à Champ Car até o fim como Paul Tracy e Simon Pagenaud tem que ter lugar cativo na Indy. Quem era originário da IRL, é sempre ruim e tá tomando o lugar de vários que poderiam andar bem, como se a Indy atual tivesse obrigação de dar um lugar decente na Indy pra quem é preferido por essa turma.

Hoje, vejo que no momento, é hora de apoiar o caminho que a Indy está tomando, e não criticar por causa de um certo saudosismo que tem que acontecer. Claro que coisa boa tem que se lembrar, mas como ouvi em um fórum, viuvice tem limites, e o momento é torcer para que a nova Indy venha a ser competitiva e resgate um pouco do que ela representou ao longo desses anos. É esperar e ver.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Minhas Previsões para o automobilismo em 2012




Bom, gente. Mais um ano começa e agora vem como todo o ano aqueles espertinhos que dizem que lêem o futuro da gente. Bom, como gosto de corridas, aqui vou puxar as minhas cartas e fazer essa brincadeira com as previsões nas pistas. O que vai rolar para 2012??? Então, bora lá:

FÓRMULA 1

Logo de cara, já puxei a carta que vai confirmar a continuação da Dinastia Vettel. O piloto alemão, o mais jovem a faturar o bi, as cartas boas já foram puxadas ao mesmo tempo, o que indica o tri dele. Mas, não vai ser fácil: a Ferrari vai vir mais forte, principalmente com Fernando Alonso, que vai chegar muito perto, mas não será desta vez que Vettel terá sua hegemonia interrompida. Arrisco a dizer que a liderança vai oscilar entre esses dois, ambos revezando-se na maioria das vitórias. Mas Vettel leva de novo.

Para a Red Bull, é hora de acionar o sinal amarelo de atenção. O carro vai ser bom, mas não tanto quanto foi o modelo de 2011. A explicação é simples: Ferrari e McLaren vão correr atrás e a Red Bull vai ficar um pouco acomodada. Acredito que a partir da sétima corrida até a décima quinta, a equipe austríaca vai sentir a pressão e cometer erros bobos. Mas no finasl, mais atenta, ela leva tanto de pilotos quanto de construtores.

Este ano de 2012 vai ser o último de Sebastian Vettel na Red Bull. O piloto alemão vai receber uma mega ultra proposta milionária para mudar de time. Esta equipe estaria propensa a se tornar de ponta nos próximos dois ou três anos e a contratação de Vettel deve valer o investimento.

Para Michael Schumacher e Mark Webber, 2012 será o último ano deles na categoria. O hepta campeão, cansado e desiludido com a falta de resultados, vai embarcar numa nova aventura. Talvez vire empresário de pilotos ou vai competir em uma categoria local ou européia de Turismo. Mark Webber, o destino dele é semelhante, podendo aderir ao turismo alemão ou australiano.



Para a McLaren, não vejo perspectivas de melhora na situação dela em 2012. Lewis Hamilton, perdido e ameaçado por pessoas erradas no seu caminho, vai deixar a equipe e abrirá caminho para que Jenson Button se torne o número 1 da equipe inglesa a partir de 2013. Para o lugar de Hamilton, vejo talvez um piloto que tenha passado 2012 sabático ou com desempenho pífio. Um europeu seria esse piloto.

Ainda vejo que uma equipe do meio do pelotão vai começar a incomodar as grandes e inclusive vai liderar corridas, mas vai ter muitas quebras devido à falta de confiabilidade de equipamento. Mas é uma equipe a ser observada.

Kimi Raikonnen está voltando depois de dois anos afastado da Fórmula 1. Perigo para ele: puxei uma carta aqui e tá indicando um risco de acidente grave numa etapa da Europa ou da Ásia Oriental. Não arrisco a dizer que ele pode vir a ser substituído. Seu companheiro de equipe será fritado dentro da equipe por atuações pífias e pode deixar a Fórmula 1 "com o rabo entre as pernas". Vejo uma briga interna dentro da Lotus Renault.

Outra coisa que vi: pode ser no final de 2012 o fim de uma equipe do pelotão médio pra trás, e que pode acabar dimunuindo o grid para 2013. Ainda tentarão de várias formas salvar essa equipe da bancarrota, mas a crise técnica e financeira falará mais alto.

Sobre a temporada: apenas 4 ou 5 pilotos no máximo vencerão corridas neste ano que vai chegar. Se muito, um sexto piloto, talvez uma zebra, numa corrida bem disputada debaixo de chuva. Um piloto desconhecido terá um momento de glória dentro da Fórmula 1 por alguns instantes.

Ah, e uma bomba pintando: a saúde de um dirigente da categoria está em sério risco. Pode pintar morte de um dirigente ainda em 2012. É esperar e ver.

FÓRMULA INDY

Infelizmente não será desta vez que teremos um equilíbrio maior de forças dentro da categoria. A equipe Ganassi vai contunuar mandando ver na categoria. Arrisco a dizer que das 15 ou 17 corridas se tiver, a equipe do Chip Ganassi levará 10. Inclusive as 500 milhas de Indianápolis. Arrisco a dizer que pode pintar algo novo dentro da mais famosa corrida, alguém que ninguém esperava, vai liderar e fazer o seu marketing pessoal.



Para a equipe Penske, vejo ela cair numa descendente pior do que foi 2011. As vitórias ficarão mais escassas por conta da falta de competitividade do seu conjunto Dallara Chevrolet, que não serão ainda páreos para o Honda que equipa a Chip Ganassi. Mas vejo melhorias a partir de 2013.

A temporada de 2012 promete ser uma das mais monótonas dos últimos anos com muitas corridas em circuito de rua e procissões uma atrás da outra, que afugentará os fãs do monoposto americano. Não há muitas perspectivas de melhoras pra categoria devido ao excesso da "Champcarização" da Fórmula Indy neste ano que se inicia.

Sobre a guerra de motores, a Honda deverá prevalecer, com a Chevrolet ficando com algumas vitórias isoladas. Já a Lotus Judd, é por enquanto, mais marketing do que desempenho dentro da pista, o que deve fazer passar por uma reestruturação depois das 500 milhas de Indianápolis.

BRASILEIROS NAS PISTAS

Rubens Barrichello anunciará finalmente a sua aposentadoria da Fórmula 1. Sem um lugar decente na categoria, ele deixará as pistas e passará a exercer outras funções como comentarista de TV ou empresário de pilotos mais jovens, passando para eles a sua experiência na categoria. Será presença frequente nas corridas de amigos e eventos promocionais.

Felipe Massa terá um ano decisivo dentro da Ferrari. Não acredito em ele voltar a vencer dentro da equipe de Maranello. Uma ótima proposta para mudar de equipe pode acontecer para ele a partir do meio da temporada. Ele deverá decidir entre a razão e o coração sobre seu futuro.

Bruno Senna, vejo ele num cockpit como piloto titular de uma equipe ainda este ano, a oportunidade pode aparecer de uma hora para outra. Mas ele precisa tomar cuidado com pessoas mal intencionadas quanto à sua carreira. Pode correr um risco de acidente grave na Fórmula 1.

Tony Kanaan ainda terá muito trabalho como um líder natural dentro da KV. Mas suas atribuições podem ser melhoradas fora da pista do que dentro dela. Não vejo vitórias por parte dele em 2012, mas vejo nele um espírito de liderança que pode influenciar os comandantes da sua equipe na tomada de decisões. Pode virar sócio da equipe no futuro.

Hélio Castroneves, muito trabalho dentro da Penske. As cobranças virão maiores devido à boa fase de seus companheiros de equipe, mas vejo também que ele pode acabar se saindo vencedor dentro da Penske. A parceria com a equipe continuará firme e forte.

Vítor Meira terá muito trabalho na nova equipe que assinar. Não sei ainda se virá full season ou apenas as 500 milhas. Mas ele poderá ir para outra categoria, arriscar-se no Turismo norte-americano ou europeu.

Para Nelsinho Piquet, a mudança para a Nationwide Series da Nascar pode render-lhe bons frutos nas próximas três temporadas. Em 2012, ele vai guiar do meio do pelotão pra trás, pra aprender, mas pode pintar uma vitória para ele numa pista em circuito misto.

MULHERES NAS PISTAS

Interessante. Vejo uma mulher chegando e que pode pintar a qualquer momento dentro da Fórmula 1, numa equipe ainda em desenvolvimento, mas de meio de pelotão. Essa mulher é européia e virá com o aval de Bernie Ecclestone para ações de marketing e terá um desempenho discreto no primeiro ano dela, mas depois se firmará. É tudo questão de tempo.

Danica Patrick, agora que foi para a Nascar, já estando mais adaptada, poderá disputar vitórias dentro da categoria competindo integralmente. Ainda vejo uma gravidez para ela no futuro, talvez este ano de 2012 ainda. Mas a Danica virá forte sim na Nascar.

Katherine Legge, segundo as cartas, sofrerá muita pressão na Indy. Essa pressão se dará por justamente ter corrido na extinta Champ Car e rivalizado com a Danica nos últimos anos. Essa temporada de 2012 será de readaptação. Corre sério risco de não classificação para as 500 milhas.

Já para Simona de Silvestro, trabalho, muito trabalho. O conjunto Dallara-Lotus não vai ser confiável e muitas quebras ocorrerão. Corre um sério risco de um novo acidente em Indianápolis ou em Fontana. Mas as cartas ainda insistem que vai pintar um grande amor para ela. Um rapaz sulamericano está no caminho dela. E ambos terão muitas alegrias pela frente.

Ana Beatriz Figueiredo terá que tomar uma decisão. Talvez, influenciada pelos empresários, ela deixe a Fórmula Indy e volte para o Brasil, o que seria uma pena. Parece que pesou muito a cobrança dentro da Indy por bons resultados dentro de uma equipe fraca. Mas a Bia também pode pintar uma paixão para ela fora das pistas, um rapaz alto, moreno, deve pintar no caminho dela dentro das pistas.

CORRIDAS BRASILEIRAS

O GP Brasil de Fórmula 1 corre sério risco de deixar a categoria nos próximos dois ou três anos. A anunciada concorrência com a Argentina pode determinar uma rivalidade mais que presente dentro das pistas. Os argentinos estão se reestruturando e a soberba e prepotência brasileira pode fazer com que o Brasil deixe de sediar Grandes Prêmios a partir de 2014.

Em compensação, a São Paulo Indy 300 da Fórmula Indy vai se consolidando na categoria. Mas as cartas alertam. Um risco enorme de um grave acidente pode ocorrer na prova. Um acidente impactante onde questionarão os méritos de se sediar a prova. No mais, a corrida segue firme.

Já as outras corridas em Interlagos no WEC (World Endurance Championship) e as 24 horas de Interlagos, farão mais sucesso nos bastidores do que necessariamente dentro das pistas. O público não vai ter presença maçiça, aumentando a desculpa esfarrapada de que "Brasileiro não gosta de automobilismo".
 
CATEGORIAS NACIONAIS

Só vejo a Fórmula Truck continuando o seu sucesso, mas precisa tomar cuidado com algumas decisões precipitadas na categoria. Do resto, tudo tranquilo nela.

A Stock Car Brasil vai começar um processo de declínio dentro da categoria, com pilotos pulando fora para correrem outras categorias, devido ao monopólio global que vai ser imposto. Decisões equivocadas que vão comprometer o andamento da categoria.

O Brasileiro de Marcas deve continuar seguindo seus passos lentos mas graduais. E no futuro, pode vir a se tornar a categoria mais badalada, superando a Stock Car. Mas tem que tomar cuidado para não cair os direitos de televisão em emissoras que só querem saber de "encostar" a categoria.

Nos monopostos, não vejo perspectivas de melhora no futuro imediato ou mais distante. Infelizmente, uma categoria vai chegar à bancarrota, fechando de vez um capítulo na história do automobilismo brasileiro.

No mais, por enquanto, é isto.

Agora é com vocês.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A relação estreita entre automobilismo e futebol

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Bom, gente. Final de ano acontecendo, as temporadas das principais categorias de automobilismo já foram encerradas, mas neste último Grande Prêmio do Brasil, veio um assunto que me inspirou a fazer esta coluna: o futebol. Sim, o principal esporte mundial, que aqui no Brasil está vivendo sua reta decisiva, com a última rodada cheia de clássicos e que pode definir um campeão entre estes dois times: de um lado, o Corinthians, líder por 26 rodadas e que joga a última partida pelo empate. Do outro, o Vasco da Gama, que precisa derrotar seu arqui rival Flamengo e torcer para o Palmeiras, rival do seu concorrente, ganhar o Dérbi decisivo.

A relação entre futebol e automobilismo sempre correu lado a lado desde que passamos a gostar das corridas. Os pilotos brasileiros sempre que podiam, passavam sempre a mostrar seu lado torcedor e secador de outros times, e dependendo da escolha deles, era motivo ou não de idolatria e gozações.


A geração mais recente talvez não tenha visto Emerson Fittipaldi e Ayrton Senna, corintianos convictos, que por terem vencido corridas e títulos, passou desaparcebido suas opções. Hoje vemos os corintianos Rubens Barrichello, Bia Figueiredo e Ricardo Zonta, os são-paulinos Hélio Castroneves e Tony Kanaan, além de Felipe Massa e Nelsinho Piquet, os palmeirenses Christian Fittipaldi, Pedro Paulo Diniz e Luciano Burti, o fluminense Cacá Bueno, entre outros só citando alguns ativos. Muitos vibraram quando os seus pilotos preferidos davam pitacos sobre escalações de times e resultados. Um exemplo foi o Felipe Massa, que quando declarou que "foi bacana ver o Corinthians cair para a Série B", a massa toda caiu em estado de graça.

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Mas o que aconteceu no último Grande Prêmio do Brasil é que virou a manchete que rende papo nas redes sociais por semanas até mesmo depois que o campeonato acabar. O tri-campeão Nelson Piquet, homenageado por causa do primeiro título conquistado em 1981 com a Brabham, resolveu tirar sua casca e "provocou" os corintianos presentes em Interlagos, dando volta na pista com a bandeira do Vasco para acirrar a rivalidade e acender esse pavio de pólvora.

Só sabemos depois, vendo as redes sociais, que ele simplesmente, ignorando-se as homenagens, tornou-se "o Cara", ou seja, ele deu um tapa de luva no orgulho dos corintianos. Afinal, o Corinthians, como o time mais odiado do Brasil, qualquer um que ouse provocá-lo, é tratado como rei pelos anti-corintianos. E aí vieram as comparações entre os dois times aspirantes ao título. Rubens Barrichello, representando o Corinthians, e desafeto pessoal de Nelson Piquet, pra variar, virou alvo de gozações e piadas na rede da Internet e da imprensa especializada. Fotos comparando o Vasco (de Piquet) e o Corinthians (de Barrichello) já para muitos padarisenses, já dava a certeza de título para o Vasco da Gama, por razões simples: Nelson Piquet foi tri da Fórmula 1 e Barrichello, dois vices, então, segundo estes, o Corinthians é perdedor porque Barrichello é quem traz azar ao Corinthians. E o que dizer da visita que o Rubens fez ao CT do Timão para lançar o Rally de São Paulo no Parque São Jorge, e abraçou o Tite, desejando boa sorte??? Pronto!!!! Pintou o Campeão segundo muitos, e ele é do outro lado.

Mas deixando essas picuinhas de lado, os times foram para as pistas em diversas categorias. Até tivemos a Fórmula Superleague, disputada entre os clubes de futebol, reuniam equipes representando os clubes do mundo. Corinthians e Flamengo tiveram equipes nesta categoria. Assim como também vários clubes estiveram presentes em outras categorias. A Stock Car Brasil já teve carros pintados do Corinthians e do Palmeiras, a Fórmula Truck, além do Corinthians e Flamengo, a dupla Gre-Nal (Grêmio e Internacional), e dizem, que o Santos pode pintar nas pistas no ano de seu centenário. Muita gente não se lembra, mas a ex-piloto Suzane Carvalho, já foi "patrocinada" no começo de suas carreira pelo Botafogo.

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E os hermanos também não ficam atrás. Boca Juniors e River Plate tem equipes nas categorias argentinas e o Peñarol do Uruguai, em 1999, prestou homenagem a Gonzálo Rodrigues (primeiro uruguaio a correr numa categoria top - a extinta CART) e que morreu em Laguna Seca naquele ano.

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Seja como for, esses dois esportes têm a tendência de estarem andando lado a lado, sempre. E que possamos ainda mais pra frente, ver novas disputas, seja nos gramados e nas pistas, acirrando as rivalidades entre seus torcedores mais ilustres e desconhecidos. Porque sem essa chama, não teria graça essa relação entre automobilismo e futebol.

Valeu!!!!

domingo, 9 de outubro de 2011

Estou cansado desta Fórmula 1



Bom, gente. Terminado praticamente o campeonato de 2011, com o título assegurado de Sebastian Vettel, confesso que não tive tesão de acompanhar a corrida do Japão que decidiu essa parada. Os motivos são muitos mas de um modo geral eu peguei um desgosto pela Fórmula 1 de uns tempos para cá (não se trata de morte de um certo brasileiro como muita gente prega e justifica o fato de não assistirem as corridas), mas principalmente da era Schumacher pra cá, o meu ânimo em assistir foi se esvaindo por n motivos.
Pra mim, a Fórmula 1 do jeito que tá, foi praticamente uma gota d´água. Ver o resultado final e saber que apenas 1 carro abandonou a corrida me faz lembrar de uns tempos em que eu ficava ali todas as corridas, vendo o que poderia acontecer de inusitado e imprevisível em cada carreira. Pois é... de uns tempos pra cá, a Fórmula 1 ficou mais artificial, basta o piloto entrar no cockpit, correr e terminar a corrida. Não tem mais graça. A máquina se transformou em peça essencial mais do que o piloto. Não se encontra mais aquele piloto que gostava de ajudar a acertar o carro, de trocar acertos, de estratégias criativas. As equipes lançavam os carros livremente e a criatividade de cada projetista imperava. Hoje as equipes e a categoria é que já definem as estratégias para os pilotos e eles têm que simplesmente obedecer. Não há mais aquela empolgação de ver um piloto partir para uma estratégia de seguir a corrida sem parar nos boxes contra aquela equipe que parte pra uma parada, por exemplo, pneus frios contra pneus gastos.
As equipes também mudaram suas concepções de ver a Fórmula 1. E lembrar que antigamente a gente xingava as equipes rejects que brigavam com as poucas armas que tinham para ver se conseguiam um mísero pontinho (um ponto era um sexto lugar na época) e faziam festa quando atingiam esse objetivo porque um ponto já faziam elas fugirem do fantasma da pré-classificação que assolava as pequenas na época, hoje as novatas que entram não tem competência para ficar entre as 15 primeiras numa classificação final mesmo com a mudança de critério de pontuação e todo mundo acha que elas são importantes para o esporte. Veja o exemplo da Hispania e a Marussia Virgin. Arrastando-se lá atrás, principalmente a Hispania, tem que fazer de tudo para ela correr, coisa que não fizeram, por exemplo com a Super Aguri, que foi fechada simplesmente porque tava dando côro na Honda... pois é... a Honda dava vexame lá atrás e a culpa era da filial.
E todo ano, a expectativa é sempre a mesma: lançam os carros no começo do ano, vejo as pinturas novas nos carros, até nos capacetes (até isto o piloto perdeu sua identidade) pra no final, sempre o mesmo: é Ferrari contra McLaren e de vez em quando uma Red Bull intrometendo-se. E quando o campeonato não tem briga de Ferrari contra McLaren, vem neguinho chiar falando que o campeonato é fraco e nivelado por baixo. Aliás, virou-se uma tona terminar o campeonato, piloto ficar com o título e vem um chato de galocha reclamar: campeonato foi fraco, resultado final foi armado, teorias de conspiração rondando por aí e vem questionar a legitimidade do campeonato que teve esse final. Muito neguinho ficou acostumado a ver Senna e Schumacher vencerem, que pra eles, qualquer outro campeão só o foi porque teve carro, foguete que “até macaco se dá bem guiando nele”.
E o que dizer dos pilotos??? Antes, eles eram de vários tipos. Mas hoje, ao invés de se valorizar os pilotos pelas vitórias e títulos, valorizam-se pela: arrogância, pela cachaça, por mandar TNC certas pessoas, para passar a perna em cima de outro e se achar o máximo, por F**** um monte de mulher, até por dar muita gente diz e gente acha lindo. E os pilotos??? Antes eles eram mais unidos, amigos, respeitavam um ao outro. Hoje é norma contratar pilotos que se odeiam, que não gostam de ser amigos um do outro. Várias duplas são assim nos dias de hoje. Ninguém gosta de ninguém. Já já será obrigatório contratar pilotos que se odeiam tanto a ponto de cometerem assassinato de terceiro grau.
Pois é... essa fórmula 1 mais artificial e mecânica está caminhando para mais buraco ainda. Antes, eu tinha prazer, até brigava em casa por causa da minha paixão pelas corridas, mas hoje não acho motivos para continuar gostando da categoria do jeito que está. Não estou pedindo para voltar aos tempos de antigamente, de botar todo mundo com carros que hoje parecem monstros de highlander os carros e recursos que eram nas décadas passadas. Mas muita gente vai ler essas linhas e me achar um velho esclerosado por repetir tudo isto. Mas tudo bem. Como disse no título desta coluna. Estou cansado desta Fórmula 1.
É... devo estar ficando velho mesmo...


sábado, 13 de agosto de 2011

De Danica Patrick do Brasil a Milka Duno tupiniquim: o que acontece com Bia Figueiredo???

Bom, gente. Já estamos no meio da temporada da Fórmula Indy e uma coisa me chama a atenção nesse momento: a nossa Ana Beatriz Figueiredo, primeira brasileira a competir numa categoria top do automobilismo mundial. Face aos resultados dela até então, eu pergunto: o que realmente está acontecendo com a nossa Bia???



É verdade que seus resultados até agora não tem sido convincentes e que deixam a desejar. As atuações discretas dela na Indy já começam a fazer questionar a real capacidade técnica dela. Críticas e mais críticas não faltam para falar dela sobre as atuações e o que ela está sentindo. Mas isso é culpa exclusivamente dela???

Se pegarmos o retrospecto dela nas categorias anteriores, veremos que ela tem um cartel respeitado mesmo no automobilismo. Primeira mulher a liderar um campeonato na Fórmula Renault, ela venceu provas principalmente na última temporada dela em 2005 e chamou a atenção de Frank Williams e Flávio Briatore, chefões da Fórmula 1, que queriam conhece-la. Fora isso, ela foi seguindo seu caminho. Primeiro de tudo, a Fórmula 1 era a sua meta. Chegar a correr na McLaren, equipe de coração dela. Logo, suas boas atuações chamavam atenção da mídia e ela chegou ser chamada de “A nova Ayrton Senna”. Depois, alguns percalços, um ano sabático, até que cansada da Fórmula 1, ela resolveu chutar o balde e ir se arriscar nos Estados Unidos, mais precisamente na Indy Lights, categoria de acesso à nova Indy unificada. Isso em 2008.

Logo na primeira temporada pela equipe Sam Schimidt, ela anda muito bem, consegue alguns pódios e a sua primeira vitória na categoria, em Nashville, tornando-se a primeira mulher a vencer na Lights. O desempenho dela é satisfatório e muitos aqui no Brasil começam a apelida-la de “Danica Patrick do Brasil”, comparando ela com a estrela da Fórmula Indy. A meta era uma só segundo a mídia: a Danica ir para a Fórmula 1 e a Bia assumir o lugar dela na Andretti Green (hoje só Andretti). Bia terminou em terceiro lugar no campeonato, perdendo apenas para Raphael Matos e Richard Antinucci naquele ano.

Veio 2009 e com ele a expectativa da nossa Bia se sagrar campeã. O favoritismo pesou contra ela, tanto que uma panca forte em Indianápolis a afastou de algumas corridas, somado à uma parcela de patrocínio não paga. Mas quando voltou, foi para vencer em Iowa. Mesmo com essa temporada irregular, ela conseguiu o oitavo lugar em 2009. Muito pouco para quem era considerado favorito.

Mas como esses percalços passam, a Ana Beatriz consegue em 2010 uma chance na pequena Dreyer & Reinbold, no terceiro carro da equipe, mas apenas para 2 provas: São Paulo e Indianápolis. Ela na estréia conseguiu terminar face às limitações de seu carro, um décimo terceiro lugar, a melhor das mulheres na corrida. E em Indianápolis, ela conseguiu o título de melhor rookie no grid de largada.

Terminadas essas corridas, ela foi correr atrás de verba para uma temporada toda. Chegou a fazer duas corridas substituindo a Mike Conway, mas muito pouco discreto. Bia terminaria assim a temporada de 2010 e lutaria para conseguir correr a temporada de 2011. E de fato, ela conseguiu: a Ipiranga renovou apoio, e melhor, desta vez para a temporada toda. Mas os resultados não vieram como o planejado. Alguns acidentes, outras atuações apagadas durante treinos e corridas já fizeram os mais fervorosos contestarem e questionarem os resultados obtidos nas corridas que ela disputou nas categorias de base e os anti-Bia já chamaram-a de “Milka Duno Tupiniquim”, numa alusão à piloto venezuelanda que tanta dor de cabeça deu a muita gente quando correu na Indy.



Agora, analisando um pouco mais a Bia, noto que algumas atitudes dela fazem contribuir para que seu insucesso inicial se reflita à críticas, principalmente por parte dos Anti-Bia (sim, ela ganhou uma legião de odiadores, por incrível que pareça). Nas entrevistas, ela sempre citava o empresário André Ribeiro e quando faziam uma pergunta que precisasse de uma resposta imediata, ela respondia “Vou ver o que o André acha”. Muitos entendem como uma fuga de responsabilidade ou passividade excessiva frente às situações. Outras perguntas foram motivos até de piada, como não saber responder a potência de um motor de Indy, ou mesmo falar simplesmente que a Fórmula 1 é suja por isso ela deixou pra lá o sonho da Fórmula 1. Isso soou essa última declaração como uma desculpa de quem não chegou lá. Até coisas que não tinham nada a haver como aparecer falando que pintou unha ou simplesmente vestir a camisa do Corinthians (meu time de coração e também do Emerson, Senna, Rubens, Boesel, da Bia e tantos outros pilotos) soou como um pecado mortal que ela cometeu (decerto eram são paulinos que não enguliram essa porque no São Paulo tudo é planejadinho e nos outros não), causam até ciúme por parte de alguns.

Eu penso da seguinte forma esses resultados desanimadores: a Bia tá correndo numa equipe pequena que é a Dreyer & Reinbold. Como diria Oswaldo Brandão, saudoso técnico da quebra do jejum de 1977: “Não dá pra fazer omelete sem ovos”. Numa equipe pequena como é a Dreyer & Reinbold, não dá pra fazer muito: Ah, mas o Pagenaud no carro dela foi oitavo sem correr na Indy e ela só fica de décimo nono pra trás, diriam os anti-bia. Engraçado: tiveram uma paciência de jó com determinados pilotos e ninguém tem paciência com ela??? E a Simona então que sofre tanto quanto a Bia nos ovais e ninguém reclama??? Ela e a Simona tem condições sim de andar numa equipe de ponta e bem. Nas categorias de base elas foram bem. Não é possível que desaprenderam ao entrar na Indy.

Pobre Bia... eu penso que ela já está com destino marcado de correr na Stock Car em breve e está sendo comparada com um certo piloto brasileiro que correu 19 temporadas na Fórmula 1 e que se os resultados não melhorarem, ela vai acabar pagando o pato. Mas eu acredito sim na Bia, mas não na equipe que ela está. Eu acredito sim que aquela Bia Figueiredo que conheci nas categorias de base até disputar a Indy Lights ainda está viva. Mas pra isso as circunstâncias tem que ajudar. Senão vai acabar tendo o mesmo destino de tantos outros pilotos que correram na F1 e Indy e que acabaram ficando pelo caminho. Força, Bia. E que você tenha muito ainda o que mostrar na Fórmula Indy.

terça-feira, 19 de julho de 2011

O que faz um torcedor odiar um piloto


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Bom, gente. Depois de um bom tempinho afastado das minhas colunas, venho desta vez expor ou tentar buscar o que faz uma razão ou razões de ódio a determinados pilotos. Seria antipatia pura??? Santo não bateu??? O fato dele ser estrangeiro? Exposto demais à mídia??? Ou seria simplesmente (os mais malucos vão me crucificar), os signos???? (bom, tem doido que acredita).

A verdade é que percebo que muitos pilotos de várias categorias pegaram ódio mortal ou um grau de antipatia elevado e isso acaba muitas vezes refletindo nas corridas. A gente simplesmente não vai com a cara de determinado piloto ou porque ele aprontou alguma que um fã mais exaltado não esquece, como por exemplo, as encrencas que o Fernando Alonso se envolveu. Pivô de dois escândalos, segundo seus odiadores, ferrou Felipe Massa e impediu que ele conquistasse mais um título para o Brasil. Talvez movido por essas razões também a gente acaba muitas vezes sempre desejando que o piloto que a gente odeie se ferre de um jeito ou de outro. Vendo muitos fóruns de debate, a gente percebe um nível de ódio para quem principalmente está vencendo as corridas. Não é interessante por exemplo odiar um Adrian Sutil com Force Índia porque este ainda não está vencendo corridas. Tem que ser da turma que tá ganhando.

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Eu fico imaginando o quanto de gente que passou a odiar Michael Schumacher simplesmente porque ele ganhava tudo e seu companheiro de equipe ficava com as migalhas. Mesmo Schumacher teve seus adversários que também eram odiados, muitas vezes por Schumistas roxos que ficavam com inveja porque esses adversários eram taxados como potenciais anti-Schumacher. Não ganharam títulos, mas só a simples oposição que fazia para Schumacher já dava como taxados a ódio. Exemplo: Juan Pablo Montoya. Colombiano que chegou fazendo furor, muitos o discriminavam e faziam piadas ofensiosas por causa da nacionalidade dele.

Hoje na Fórmula 1 temos Vettel, Webber, Alonso, Hamilton, Button e muitos outros. Mas hoje temos uma facilidade de acompanhar as notícias de bastidores graças à Internet, uma ferramenta que aliou a informação e que nos deixa por dentro da notícia. Basta um piloto fazer uma declaração infeliz, já o malhamos e crucificamos como se ele fosse o maior FDP da história da face da terra. Afinal, a gente é fã, e como fã, a gente que odeia determinado piloto, tem que bater numa tecla pra mostrar pros outros o grau de filhadaputice desse piloto que a gente tanto odeia. Quantas vezes não xingamos Mark Webber, que se autodeclarou “o destruidor de companheiros de equipe”, não xingamos as reclamações de Rubens Barrichello, os pítis de Ralf Schumacher, as declarações arrogantes de Danica Patrick e a mídia sempre insistindo que ela se encaixaria perfeitamente nesse circo. E encaixaria mesmo. A Danica tem todos os predicados possíveis para ser uma estrela da Fórmula 1. Mas ela não quer. E se ela tivesse lá??? Seria a queridinha (já não tão queridinha assim da Indy) na Fórmula 1???

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Mesmo entre os brazucas, ainda temos sentimentos de ódio a determinados pilotos. Nelson Piquet e Ayrton Senna, de grande rivalidade, tem seus descendentes xingados e odiados porque não honraram os sobrenomes famosos. Assim como Rubens Barrichello e Felipe Massa, que não conseguiram dar títulos para o Brasil, viraram armas de expelição de ódio, muitos deles pediram até a morte deles porque seria diferente se tivesse acontecido e os torcedores não se envergonhariam de nossos representantes. Na Indy, Tony Kanaan, que até ano passado tinha rejeição quase zero, passou a ter uma legião de odiadores por causa que brigou com Danica Patrick dentro da equipe e foi expulso de lá. Até mesmo Cacá Bueno virou alvo de ódio mortal de torcedores extremistas. Pecado: ser filho do Galvão Bueno.

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E pensar que esse universo de ódio é só exclusivo de homens??? Ledo engano. As mulheres também tem sua legião de odiadas. E não é por mulheres. Um exemplo: Danica Patrick. Ela desperta amor e ódio por causa de suas atitudes extra-pista e muitos contestam sua verdadeira habilidade nas pistas. Só que a chegada dela abriu as portas para muita gente, mas várias pilotos sofrem com as comparações com a Danica Patrick e querem que elas superem a Danica. Por exemplo: Katherine Legge, discriminada porque se debandou para a Champ Car, queriam fazê-la a Danica de lá. Legge não deu conta do recado e aí vieram os críticos. Agora a Simona de Silvestro e a Ana Beatriz sofrem com esse ódio. A Simona chegou discretamente numa equipe pequena mas ainda não tem consistência. A Bia, coitada, de Danica Patrick do Brasil passaram a chamá-la de Milka Duno tupiniquim. E a Pippa Mann, só porque atrapalhou o Tony Kanaan em Indianápolis, já crucificaram-a a torto e direito jogando nela a culpa do Tony não ter vencido.

Agora, o novo odiado é o Daniel Ricciardo. Guri novo, a Red Bull lhe deu de presente de aniversário uma vaguinha na Hispania, para ele ganhar experiência. Mas já ganhou críticos por simplesmente forçar a barra para sua estréia e que pode ser no futuro, um campeão em potencial e provável taxado de odiado. Ah, os tempos que a gente odiava apenas o Prost, somente porque ele era rival do Senna...

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Hoje, tanto na Fórmula 1 quanto na Fórmula Indy, principalmente essas duas, temos nossos favoritos a ódio mortal. Não vale desejar uma boa corrida. Você tem que torcer para que seu desafeto principal se ferre na corrida, de um jeito ou de outro. E que as próximas corridas a gente confirme realmente o que essa tese minha ensina.