sábado, 12 de março de 2016

Mais vinte craques que nunca conquistaram a Libertadores da América


Devido ao sucesso do post anterior, resolvi aqui fazer outra lista de jogadores que nunca conseguiram conquistar o famoso troféu das Américas. Vocês podem ver abaixo o post inicial sobre o assunto e agora eis com vocês a segunda parte desta lista:

(Primeira Parte) http://lucyvanderblog.blogspot.com.br/2015/05/vinte-craques-que-nunca-conquistaram.html


GARRINCHA - O gênio das pernas tortas rivalizava nos anos 1960 a preferência do torcedor brasileiro contra Pelé. No entanto, a título de Libertadores, o jogador do Botafogo só disputou uma única vez a edição em 1963, eliminado pelo Santos de Pelé na ocasião. Depois disto, Garrincha nunca mais foi visto no torneio.



GAMARRA - O melhor zagueiro da Copa de 1998 disputou no começo da década de 1990 a competição pelo Cerro Porteño (PAR) e logo depois mais algumas edições pelo Corinthians (1999) e Palmeiras (2005 e 2006). O melhor resultado dele na competição foi a edição de 1993 quando o Cerro Porteño foi eliminado pelo São Paulo nas semifinais.



MARCELINHO CARIOCA - O "pé-de-anjo", amado e odiado por muitos, disputou a competição pelo Flamengo (1991 e 1993) e pelo Corinthians (1996, 1999 e 2000), onde o máximo que conseguiu foi chegar às semifinais. Na memória do futebol brasileiro e continental, ficou marcada a cena onde o goleiro Marcos do Palmeiras defende o pênalti cobrado por Marcelinho, eliminando o Timão da competição em 2000.

REINALDO - Um dos maiores ídolos do Atlético MG dos anos 1970 e 1980 disputou a competição em 1978 e 1981, onde o melhor resultado foi ter chegado à fase semifinal em 1978. Mas a edição de 1981 é que ficou marcada negativamente devido ao número excessivo de expulsões no jogo Flamengo x Atlético MG, numa partida que não terminou e o centroavante foi um dos expulsos.



DADÁ MARAVILHA - Um dos mais folclóricos jogadores dos anos 1970 e 1980 disputou a competição pelo Atlético MG (1972 e 1978) e Internacional (1976 e 1977), mas nunca conseguiu chegar nas finais da competição.

THIAGO SILVA - O capitão da Copa de 2014 disputou a competição com a camisa do Fluminense em 2008 e chegou até a final, mas parou nos pênaltis graças ao goleiro da LDU de Quito, perdendo assim o título.



TAFFARELL - O goleiro titular absoluto da seleção brasileira em três Copas do Mundo disputou a competição somente no ano de 1989 com a camisa do Internacional, sendo eliminado pelo Olímpia PAR nas semifinais em pleno Beira-Rio.

DIEGO FORLÁN - O melhor jogador da Copa de 2010, curiosamente, não disputou nenhuma competição até o ano passado. A edição de 2016 da Libertadores é a primeira que ele disputa, defendendo as cores do Peñarol URU.



CARECA - Ídolo do Guarani e do São Paulo, disputou a competição defendendo essas duas camisas, respectivamente em 1979 e 1987. O melhor resultado foi com o Guarani, onde chegou até a Fase Semifinal da competição.

BATISTUTA - Antes de virar ídolo na Europa, o jogador argentino disputou algumas edições com as camisas de Newell´s Old Boys, River Plate e Boca Juniors e o máximo que ele conseguiu foi o vice-campeonato na sua primeira participação, em 1988 defendendo o Newell´s, perdendo na final para o Nacional URU.

HÉLTON - Goleiro revelado pelo Vasco da Gama, disputou a Libertadores em 2001, sendo eliminado nas quartas-de-final. Depois disto, ele foi fazer carreira em Portugal, onde virou ídolo.

RICARDO OLIVEIRA - Disputou a competição em 2003 pelo Santos (onde conquistou a artilharia do torneio) e em 2006 e 2010 pelo São Paulo. Foi duas vezes vice-campeão (2003 e 2006).



WASHINGTON E ASSIS - Dupla de ataque do Fluminense conhecida como o "casal 20", disputou a competição somente em 1985 e não passou da fase de Grupos, num grupo em quer tinha Argentinos Juniors e Ferro Carril Oeste, sendo neste ano, a pior participação de clubes brasileiros da história da Libertadores.

TOSTÃO - Centroavante ídolo do Cruzeiro, conseguiu entrar na competição no ano de 1967, tirando a vaga do Santos. Mas o time não foi muito longe no torneio. Depois disto, o craque nunca maios disputou o torneio.



RIVELLINO - Para muitos, o maior ídolo da história do Corinthians, mesmo não tendo conquistado títulos. Por isto mesmo, o craque acabou pagando pela ausência de títulos que também acabou se refletindo em nenhuma participação na competição. Mesmo trocando o Corinthians pelo Fluminense, ele quase acabou disputando a sua primeira Libertadores, mas o Corinthians impediu ele de disputar, eliminando o Fluminense no campeonato brasileiro de 1976 e pegando a segunda vaga na competição de 1977.

JÚLIO CÉSAR - Goleiro revelado pelo Flamengo, disputou a competição em 2002, mas foi eliminado ainda na Fase de Grupos. Depois disto, ele foi fazer carreira na Europa.

JORGINHO - Lateral direito da seleção brasileira revelado pelo Flamengo e titular da Copa de 1994. Mas foi no arqui-rival Vasco da Gama que ele foi disputar sua única edição em 2001, eliminado nas quartas-de-final.




VIOLA - Ídolo do Corinthians e com passagem por vários outros clubes, disputou a competição em 1991 pelo Timão e 2001 pelo Vasco. O melhor resultado foi na sua segunda participação, mas parando nas quartas-de-final.

MAZINHO - Um dos jogadores que fizeram parte da seleção brasileira tetra-campeã em 1994, o meia disputou a competição duas vezes: em 1990 pelo Vasco da Gama e em 1994 pelo Palmeiras, onde seu melhor resultado foi as quartas-de-final de 1990.



LIONEL MESSI - Jogador argentino do Barcelona, inúmeras vezes eleito o melhor do mundo pela FIFA, ele acabou deixando seu país de origem ainda garoto e por isto mesmo, não teve o gostinho de disputar a competição ainda. Segundo boatos, o Newell´s Old Boys chegou a fazer uma proposta para que Messi defendesse o time na edição de 2013, onde ele entraria nas semifinais, mas o time não chegou a um acordo com o Barcelona. Talvez no futuro o jogador possa estar disputando a competição.



ADRIANO IMPERADOR (*) - Centroavante polêmico, disputou a competição em 2008 pelo São Paulo, em 2010 pelo Flamengo e em 2014 pelo Atlético PR, onde o melhor resultado foi as quartas-de-final de 2010, sendo eliminado pelo Universidad do Chile.

(*) Há controvérsias sobre o fato do jogador ter sido ou não campeão da competição, pois ele estava inscrito pelo Corinthians na edição de 2012 onde o Timão foi o campeão. Porém, no intervalo de tempo entre a divulgação da lista de inscritos e a real estréia do Timão naquela competição, o jogador teve o contrato rescindido por indisciplina. Muitos consideram que o jogador, pelo fato de ter sido inscrito pelo Corinthians naquele ano, merece ser lembrado como um dos jogadores do elenco campeão. Outros (esta é a minha opinião), defende a idéia de que ele não chegou a disputar as partidas porque já estava fora do elenco, portanto, não deve ser considerado como campeão. Fica a critério de vocês decidirem isto.

MENÇÃO HONROSA PARA:



LEVIR CULPI - O atual técnico do Fluminense nunca disputou a competição como jogador. Como treinador, foi o técnico do Criciúma na edição de 1992, sendo eliminado pelo São Paulo nas quartas-de-final daquela competição. Levir ainda disputou também treinando o Cruzeiro em 1998, sendo eliminado nas oitavas-de-final pelo Vasco da Gama, e também pelo Atlético MG, as edições de 2014 e 2015, eliminado em ambas também nas oitavas-de-final..



RUBENS MINELLI - Para muitos, um dos grandes estudiosos do futebol nos anos 1970 e 1980. O treinador disputou a competição dirigindo três times diferentes: Palmeiras em 1971, Internacional em 1976 e São Paulo em 1978. O seu melhor resultado foi na edição de 1971, sendo eliminado pelo Nacional do Uruguai.

JORGE SAMPAOLI - O técnico argentino, que foi campeão da Copa América de 2015 treinando a seleção chilena, disputou algumas competições nos anos 2010. O seu melhor resultado foi ter chegado até as semifinais de 2012, sendo eliminado pelo Boca Juniors.



MARCELO BIELSA - Antes de assumir a seleção argentina e logo depois fazer carreira na Europa, o treinador disputou a competição nos anos 1990, sempre com clubes argentinos. Ele era o técnico do Newell´s Old Boys que perdeu a final da Libertadores de 1992 para o São Paulo.

sábado, 5 de março de 2016

Brasil e Alemanha - Sorte nas pistas, azar no campo (ou vice versa)


Bom, gente... neste texto em especial estarei falando de Brasil e Alemanha. Em época de 7 x 1, Alemanha campeã e tudo o mais, notei algumas coincidências entre esses dois países sejam nas pistas de automobilismo, seja nos campos de futebol. Então, vamos aqui a uma pequena análise de alguns fatos.



O Brasil foi campeão da Copa do Mundo em 1958, 1962 e 1970. O país vivia um áureo período de glórias e conquistas nos gramados, mas ainda não tinha tradição na Fórmula 1. Eis que depois do tri campeonato, um jovem piloto brasileiro chamado Emerson Fittipaldi entrou na categoria e começou a ganhar corridas. Faturou títulos na Fórmula 1. Depois dele, vieram as conquistas de Nelson Piquet e Ayrton Senna.



Coincidentemente, no período áureo de conquistas brasileiras na Fórmula 1, o Brasil passou por uma enorme seca de títulos de Copa do Mundo, e olha que seleções boas o Brasil montou para ser campeã como em 1982. Ou seja, sorte nos gramados, azar nas pistas, e vice-versa.

Este período de glórias na Fórmula 1 durou até a morte de Ayrton Senna em 1994. Dois meses depois, coincidentemente, o Brasil faturou o tetra campeonato e logo depois em 2002, o penta, em cima dos alemães. Foi o Brasil parar de ganhar títulos nas pistas, voltou a ganhar títulos no futebol.



O mesmo caso parecido ficou a Alemanha. O país faturou títulos na Copa do Mundo até 1990, ano do tri campeonato. Coincidentemente a Alemanha nunca tinha um piloto campeão da Fórmula 1. No ano seguinte, em 1991, surge um piloto jovem chamado Michael Schumacher, que aos poucos vai conquistando seu espaço e passando a ganhar corridas e títulos.



O mais incrível é que durante o período de conquistas de Michael Schumacher, e logo depois de Sebastian Vettel, a Alemanha viveu uma seca de títulos em Copa do Mundo. E olha que o país teve seleções fortes neste período que tinham tudo para serem campeãs.



O último título alemão na Fórmula 1 foi de Sebastian Vettel em 2013. Coincidentemente foi o ano que Michael Schumacher se acidentou nos esquis e está no estado que está atualmente. E logo no ano seguinte, a Alemanha se torna campeã do Mundo pela quarta vez na sua história. Mas também a Alemanha não consegue mais fazer um piloto campeão da Fórmula 1 desde então.



Ou seja, Brasil e Alemanha tornaram-se oito ou oitenta. Ou ganham na Fórmula 1, ou ganham Copa do Mundo. No mais, parece esquisita esta comparação. Mas são essas histórias que tornam a coisa mais incrível de se analisar...

Agora eu deixo para vocês esta história... no mais é isto... valeu!!!!!


sábado, 13 de fevereiro de 2016

Eles preferem os grandes esquadrões

Bom, gente. Estava aqui pensando sobre algumas coisas a respeito de futebol. E reparei nas rodas de amigos e agora que temos as modernidades da Internet, vemos falar muito dos grandes times, os esquadrões que marcaram época para os torcedores.

No caso do Corinthians, por exemplo, a conquista da Copa Libertadores em 2012 veio para lavar a alma do torcedor maloqueiro e sofredor que estava cansado de ser zuado por causa da ausência deste título. Mas, por incrível que pareça, o time de 2012 não está tão falado assim na memória do mais fanático torcedor corinthiano. E eu vou explicar por que:



Torcedor que se preze de verdade gosta de lembrar com carinho dos grandes times e dos grandes esquadrões que vieram e marcaram época. No caso do Corinthians, o time teve um no período de 1998 a 2000, onde um time cheio de estrelas como Marcelinho Carioca, Dida, Rincón, Vampeta, Ricardinho, Edilson Capetinha, entre outros. Aquele time teve um trabalho montado inicialmente por Vanderlei Luxemburgo e depois continuado por Oswaldo de Oliveira.

Aquele time era praticamente imbatível e ganhava tudo o que se via pela frente: Paulista, Brasileiro, Mundial de Clubes, etc... mas o time tem uma mancha no currículo: a ausência da Libertadores, objeto de desejo daquele time que encerrou um ciclo depois que Marcelinho Carioca perdeu aquele pênalti para Marcos na Libertadores de 2000 contra o Palmeiras. Até hoje o torcedor palmeirense lembra mais com carinho deste pênalti do que da conquista da mesma Libertadores no ano anterior.

Agora se comparando com o time corinthiano campeão de 2012, tem alguns valores individuais como Emerson Sheik, Paulinho, Liédson, Alex, Danilo, etc. Mas o time não empolgava muito porque foi preparado pelo técnico Tite para ganhar a Libertadores e isto talvez tenha pegado na busca de outros títulos. O forte daquele time era um grupo unido e coeso. Tanto é que na campanha desta conquista, foram apenas quatro gols sofridos e um título conquistado de forma invicta, coisa que muitos poucos conseguiram na história da competição. O time tornou-se um vencedor em outros campeonatos, mas foi construído exclusivamente para um torneio que era o objetivo principal.



Outro detalhe comparando-se os dois times: o esquadrão de 1998 a 2000 jogava para frente, aplicava grandes goleadas contra os adversários e entrava com sangue nos olhos, bem ao contrário do time de 2012, que se preocupava com o resultado, com uma defesa eficiente, mesmo que fosse preciso ganhar apenas de 1 x 0 jogando retrancado. Além disto, o time de Marcelinho Carioca era uma senhora duma fogueira de vaidades, cada um mais preocupado em brilhar mais do que o companheiro, brigando muitas vezes um contra o outro, explorando mais o marketing pessoal dos seus jogadores, e um técnico mais estilo “Laissez-Faire”, que deixava os jogadores deitarem e rolarem nos treinos e jogos, bem diferentes do time de Tite, que tinha na figura dele um papel de líder nato, buscando sempre o melhor de cada jogador e que não deixava as vaidades acontecerem, fazendo com que o time tivesse mais união entre seus jogadores, quase que uma família, ao contrário do esquadrão do final dos anos 1990, onde os jogadores só olhavam para o próprio umbigo.

Mesmo com a ausência da Libertadores naquele time, o Corinthians de Marcelinho Carioca está mais no coração do torcedor corinthiano do que o time pragmático e fazedor de resultados do técnico Tite, mesmo com a Libertadores de 2012. Tal circunstância lembra a seleção brasileira, onde no coração do torcedor, mesmo perdendo, o escrete canarinho de 1982 de Telê Santana está mais vivo na memória do torcedor do que a seleção de Romário campeã em 1994.

Por estas e outras, os torcedores preferem os grandes esquadrões aos times eficientes tecnicamente. Isto explica também a paixão destes torcedores por times que jogam vibrando, que mais se preocupam em jogar pra frente e dar espetáculo. São estes que ficam realmente na memória do torcedor.




sábado, 6 de fevereiro de 2016

Saudades das propagandas de cigarro no automobilismo

Bom, gente. Hoje estamos num mundo politicamente correto e muitas ações temos que pensar e repensar para não cometermos burreiras. Os mais jovens hoje não se lembram muito direito, e hoje estamos aí, num mundo onde combate-se o cigarro, citando os malefícios e prejuízos para quem fuma. E eu sou de uma época onde não se tinha esta preocupação. As propagandas de cigarro eram frequentes, principalmente no mundo esportivo.



Até um certo tempo atrás, a indústria de cigarro movimentava milhões em diversos eventos. Lembro de algumas atrações culturais patrocinadas por marcas de cigarro como os antigos Hollywood Rock In Concert (na época em que o Rock´n Rio estava nas suas origens), o Free Jazz Festival, o Carlton Cine, entre outros. Mas a propaganda de cigarro era fortíssima mesmo em eventos esportivos, principalmente o automobilismo.



Nos anos 1980 e 1990, principalmente, as marcas de cigarro injetavam milhões nas pistas e patrocinavam pilotos e equipes. Quando ouvia-se falar nas equipes, tínhamos em mente a tão falada pintura da Marlboro (na Fórmula 1 pela McLaren de Ayrton Senna e na Indy, a Penske de Emerson Fittipaldi), e outras marcas também foram surgindo para se juntar às faladas na época. De repente, John Player Special, Camel, Barclay, Benson & Hedges, Lucky Strike, Rothmans, Mild Seven, entre outras, eram cumuns e em alguns casos associavam as equipes.



Querem um exemplo??? A Lotus nos áureos tempos de glória era da John Player Special, preto e dourado, depois adotou a pintura amarela da Camel. A simpática Ligier tinha os cigarros franceses Gitanes, cuja marca era a cigana dançando segurando um pandeiro. A Zakspeed era dos cigarros Wets. E a McLaren ficou marcada pela pintura Marlboro até os anos de 1990 e logo depois, adotou a pintura preta e prateada da marca West. Outras marcas também foram surgindo com o tempo como a Rothmans na Williams e a Mild Seven na Benetton, entre tantas outras.



E não era só na Fórmula 1 que tinhamos as marcas de cigarro. No antigo Mundial de Marcas, a Jaguar desfilava com os carros com o patrocínio da Silk Cut e na Indy, a Hollywood brasileira chegou a rivalizar com a Marlboro e outras marcas conhecidas somente nos Estados Unidos e Canadá, como a Players e a Kool. A Nascar, a divisão principal da categoria era chamada de Winston Cup, uma marca de cigarros famosa nos EUA.



Na época, era tão levada a sério esta história de marcas de cigarro que durante um tempo virou lei dentro das pistas: Ou você tinha um patrocínio de uma marca de cigarros ou você sequer tinha chances de sobreviver, seja para pilotos ou para equipes.



No Brasil, nossos campeões também tiveram como momentos serem garotos propagandas de marcas de cigarro. Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna durante épocas diferentes ajudaram a fomentar esta indústria, divulgando as marcas de cigarros nas pistas. Outros brazucas como Hélio Castroneves, Tony Kanaan, Rubens Barrichello, André Ribeiro, etc, também tinham cigarros como apoiadores de suas carreiras.



Hoje, é impossível se ter um patrocínio deste tipo... eu lembro destas marcas de cigarro... já vou dizendo que não fumo, mas porque depois que passou esta época, a propaganda de cigarro ficou tão combatida que ficava ingrato associar pilotos campeões com propagandas deste tipo. E depois de um certo tempo, não se tinha mais sentido ter este tipo de patrocínio. Hoje parece que as marcas de bebidas energéticas é que estão mais em evidência. Mas mesmo assim, vale a pena rever estas ações por puro saudosismo mesmo. É recordar e viver...

sábado, 5 de dezembro de 2015

Os campeões do povo na Fórmula 1

Bom, gente. Já que a temporada 2015 terminou (e que não me agradou por causa da hegemonia de uma equipe só), neste momento mais saudosista, começarei a lembrar de alguns tempos românticos. Os campeões da Fórmula 1 estão marcados nas estatísticas, mas tem um grupo de pilotos que estão marcados mesmo nos corações dos fãs de velocidade. São pilotos que muitos deles não conseguiram ser campeões, mas carregam o carisma e alguns outros pontos lembrados por fãs e quem viveu esta época. Muitos até discutem que eles mereciam ser campeões ao invés de quem de fato foi. Estou falando dos chamados Campeões do Povo, que ficaram marcados por serem admirados pelo público, carismáticos, mais humildes ou "menos arrogantes" e em alguns casos, com carreiras marcadas por fatalidades.

 
O primeiro a ser marcado como um Campeão do Povo foi o francês François Cevert (25/02/1944), que tinha a ingrata missão de ser o escudeiro de Jackie Stewart na equipe Tyrrell. Muito admirado pelas mulheres que frenquentavam o circo naquele tempo, colecionando aventuras amorosas diversas, os especialistas já o colocavam como esperança de título para os franceses. Cevert, sempre carismático com os fãs e referência quando se dizia piloto conquistador, acabou morrendo no GP de Watkins Glen quando a equipe já o preparava para suceder Stewart. Mas até hoje, o povo lamenta esta morte, que foi uma das que mais chocou o mundo da categoria.


Outro Campeão do Povo que teve um bom destaque foi Ronnie Peterson (14/02/1944), que carregava um modo de vida mais simples fora das pistas, inclusive tinha uma esposa fixa, a bela Barbro Edwardsson, mas que quando corria, se transformava num leão. As atravessadas de pista nas curvas dos circuitos arrancavam suspiros dos admiradores de corridas. Peterson passou por boas equipes como Lotus e Tyrrell, inclusive chegando a guiar o carro de seis rodas numa temporada. Foi vice-campeão em 1971 (mesmo sem conseguir nenhuma vitória) e em 1978, este último ano, sagrou-se vice póstumo, numa morte assistida por milhares de telespectadores no Grande Prêmio de Monza daquele ano, numa largada muito tumultuada e controversa na época.

Muitos diziam que Peterson merecia ser campeão, mas mesmo entre os campeões do povo, existiam rivais a altura, e Ronnie ganhou um com a chegada de Gilles Villeneuve (18/01/1950) no final dos anos 1970 e começo dos anos 1980. O estilo arrojado do canadense de nunca desistir em hipótese alguma, arrebatou uma legião de fãs no mundo todo, principalmente dentro da Ferrari. Villeneuve chegou com a incumbência de substituir Niki Lauda na equipe, mas acabou ganhando os fãs dentro da Ferrari. A morte de Villeneuve no GP da Bélgica de 1982 foi um baque na época, numa imagem que chocou o mundo automobilístico. Seu filho, Jacques, acabou anos depois, chegando na Fórmula 1 e conseguindo o título que seu pai nunca conseguiu.



Ainda nos anos 1980, surgiram outros que ganharam esta alcunha de "Campeões do Povo". O italiano Élio de Ângelis (26/03/1958), o "Príncipe Negro", conquistou fãs pelo estilo cavalheiro de lidar com as pessoas. De família abastada, ele aparentava ser uma pessoa mais "humilde" de povão mesmo... derrotou campeões na pista como Mario Andretti e Nigel Mansell e sua imagem está marcada com o Lotus preto e dourado da John Player Special. De Ângelis morreu num treino coletivo guiando para a Brabham em Paul Ricard em 1986.


Outro piloto que estava surgindo com potencial de ser campeão foi o alemão Stefan Bellof (20/11/1957), que tinha colecionado vitórias e títulos no extinto Mundial de Marcas e já chamava a atenção por suas boas atuações com uma limitada Tyrrell. Alguns diziam que seria um rival à altura para Ayrton Senna nas corridas, mas infelizmente ele acabou morrendo novo, numa corrida de Esporte Protótipos em Spa Francorchamps na Bélgica em 1985.

Também merecem destaques nesta lista o italiano Michele Alboreto (23/12/1956), morto numa prova de Endurance em 2001, o francês Jean Alesi (11/06/1964), e o italiano Giancarlo Fisichella (14/01/1973), este último, passou por várias equipes nos anos 1990 e 2000. O que estes três têm em comum é que guiaram para a Ferrari durante as crises técnicas que a equipe estava passando nos anos 1980 (Alboreto) e 1990 (Alesi), e isto também incluiu o Fisico, como era chamado na Fórmula 1, que encerrou a carreira guiando para a equipe de Maranello, ganhando um carinho a mais dos torcedores ferraristas e dos amantes de corridas, por demonstrarem ser pilotos à moda antiga.

Talvez o último representante dos campeões do povo tenha sido o australiano Mark Webber (27/08/1976), que recentemente se aposentou depois de ter ganho corridas na Red Bull e acabar depois indo para o Mundial de Endurance, mas outros possíveis candidatos a Campeões do Povo estão surgindo, como é o caso do alemão Nico Hulkenberg (19/08/1987), vencedor das 24 horas de Le Mans deste ano.







O Brasil também já teve seus campeões do povo. Nos anos 1970, o paulistano José Carlos Pace (06/10/1944) estava rivalizando com Emerson Fittipaldi a preferência do público brasileiro. Foi marcada sua única vitória na Fórmula 1, o Grande Prêmio do Brasil de 1975, onde derrotou Emerson na ocasião. Carlos Pace tinha tudo para ser o próximo brasileiro a levantar o caneco, mas acabou morrendo num desastre aéreo em 1977, encerrando uma carreira que tinha tudo para ser gloriosa nas pistas.


 E recentemente, o atual piloto brasileiro que represente esta geração é Felipe Massa (25/04/1981). O piloto conseguiu um vice-campeonato em 2008, numa das decisões de campeonato mais emblemáticas da história contra o inglês Lewis Hamilton. Perdeu o caneco de fato, mas para os fãs e quem convive com ele nos bastidores, o campeão é ele. E eles demonstraram isto na despedida de Massa da Ferrari, chamando muito a atenção e emocionando os torcedores.

Bom, estes são alguns exemplos de que mesmo aqueles que não conseguiram de fato o título, conseguem muitas vezes escrever seu nome dentro da Fórmula 1. Enquanto que a diferença é que os campeões de títulos, muitos não são sequer lembrados de que foram campeões, este grupo de pilotos, para eles, mereciam melhor sorte na categoria e não deixam nada a perder em questão de valores para os campeões de fato. Os campeões do povo sempre alimentam histórias para seus fãs contarem para as futuras gerações.

sábado, 7 de novembro de 2015

Como o mundo dá voltas no automobilismo...

Bom, gente. Volto a escrever algumas linhas depois de ver uma polêmica na Fórmula 1. É sobre as declarações de Lewis Hamilton sobre Michael Schumacher, que deram o que falar nesta última semana. 

Hamilton sempre se declarou fã de Ayrton Senna em várias ocasiões e quando ele questionou os méritos do heptacampeão Michael Schumacher de suas vitórias e títulos, parece que o piloto inglês, agora tricampeão, ganhou uma legião de odiadores, principalmente dos fãs Schumistas do mundo inteiro, dizendo que Hamilton era louco de não querer respeitar o momento que Schumacher está passando...

Vendo por esta lógica, lembro de muitas vezes, principalmente quando Ayrton Senna (o ídolo de Hamilton) morreu e Michael Schumacher passou a ganhar tudo na Fórmula 1. Vieram a maior onda de críticas e também de esculhambação da memória do piloto brasileiro por parte das "noivas" Schumistas, que chamavam os torcedores fãs do Ayrton Senna de "viúvas" porque teimavam em querer elogiar Senna e os grandes méritos do tricampeão, desmerecendo as conquistas do piloto brasileiro, diminuindo os méritos dele.
 

 O esporte preferido dos fãs Schumistas (isto inclui os brasileiros fervorosos que adotaram Schumacher como ídolo) era de querer fazer comparações entre um e outro, com coisas tipo: "Senna foi tricampeão e morreu com 34 anos, o Schumacher se sagrou tetra com 33", e coisas assim... a maioria deles não respeitava Ayrton Senna e as conquistas dele, sempre diminuindo o caráter do piloto que já não estava mais entre nós, chegando com picuinhas e querer deflagrar debates de ódio e raiva contra os sennistas. Afinal, Schumacher estava ganhando tudo e era necessário para eles pisar em cima do Ayrton Senna, humilhar o piloto brasileiro, com desculpas até da sexualidade do Ayrton, para comparar com Schumacher, dizendo que o alemão era um modelo a seguir de família bem constituída, ao contrário de Senna, que não fez questão de deixar um herdeiro nas pistas.
 

 E não era só isso... no áureo período de conquistas de Schumacher, tudo que era notícia relacionada a ele era tratada como a glória celestial de um grande homem que merecia tudo, onde entre outras baboseiras e tudo o mais, diziam que ele iria ganhar um "contrato vitalício", que ele iria continuar ganhando corridas até os 50, 60 anos, que ele voltou para dar côro nos mais novos e que os garotos tinham muito o que aprender com o mestre Michael Schumacher.
 
Agora vieram as declarações de Lewis Hamilton, que jamais faria o que Michael Schumacher fez para ser campeão. Pra que, né??? Onda de ódio e críticas dos fãs Schumistas. Não estou aqui querendo fazer o papel de advogado, mas o que eles aprontaram com Ayrton Senna quando Schumacher ganhava tudo e o Senna não podia se defender porque já não estava mais entre nós, agora esse mesmo povo vem querer esculhambar Lewis Hamilton só por causa de uma declaração. Ou seja, os Schumistas podiam vir e esculhambar o Senna morto. Agora outro piloto não pode sequer falar uma palavrinha contra um Schumacher vegetativo que eles já querer ser Deus...
 
Pois é... e nessas e muitas outras, a gente vê como o mundo dá voltas nesta vida...
 
É isto... valeu!!!!

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Outra análise dos personagens da Disney através do Zodíaco

Bom, gente... por causa do post anterior, que eu fiz uma pequena análise de personagens da Disney através dos signos do Zodíaco, achei mais alguns. E por isto mesmo, postarei agora o resultado. Boa leitura.


MINNIE (18/11/1928) – Escorpiana com Lua em Aquário. Versão feminina do Mickey, namorada e co-irmã dele. Também é inteligente como o Mickey, usa muitas vezes a sua intuição para conseguir o que quer e não desiste até atingir seus objetivos. Constituiu um relacionamento firme e duradouro com o namorado que perdura até hoje, ambos sendo fiéis um ao outro. É parceira de Mickey no trabalho, nos casos policiais que ambos trabalham, formando uma dupla onde um consulta o outro e trabalham em um objetivo em comum. Graças à intuição que possui, consegue desvendar muitos mistérios, dividindo com o Mickey os louros da vitória. Amizades com autoridades e policiais. Como tem a mesma Lua em Aquário, é muito requisitada em atividades de grupos, seja no show business ou entre pessoas de grande influência para os mistérios a desvendar. Também dá a liberdade que seu namorado precisa na vida tanto profissional, quanto pessoal, rolando o mínimo de ciúmes, através da confiança e respeito que é recíproco.




HUGUINHO, ZEZINHO E LUISINHO (15/04/1938) – Arianos com lua em Escorpião. Inteligentes, dominam muitos conhecimentos em diversos assuntos. Impulsivos e hiperativos, os três resolvem as diferenças entre eles na base da pancadaria até acharem um denominador em comum. Não gostam de obedecerem às ordens nem ser colocados em cabresto. Gostam de ação e aventuras, por isso, fazem muitas viagens com seu Tio Patinhas. É o que eles querem e acham, pronto e acabou, muito dificilmente mudam de opinião. A lua em Escorpião o faz serem teimosos e quando não gostam de determinada pessoa ou vêem alguma injustiça, arquitetam um plano ou para vingança pessoal ou para dar uma lição a outra pessoa, nem que isto custe ferrar com algum amigo ou parente para aplicar esta lição. São muito ligados a questões familiares e também fiéis às parceiras amorosas.



PROFESSOR LUDOVICO (24/09/1961) – Libriano com lua em Áries. Calmo, conciliador e pacifista. Gosta de dialogar e entender as pessoas. Possui conhecimentos para atuar em psicologia ou psiquiatria. Mas também tem o defeito de ceder e fazer concessões em determinadas situações para evitar uma briga feroz. Muito desligado e às vezes apresenta uma memória curta e certo desleixo com as suas atitudes. A Lua em Áries o faz se tornar uma pessoa muito inteligente, pioneira e com conhecimentos vastos em diversos assuntos. Também o faz querer ficar em evidência, comportando-se muitas vezes como o dono da verdade. Ele também perde a calma quando muito provocado, a ponto de tomar algumas atitudes impensadas que depois ele mostra arrependimento.










GASTÃO (11/01/1948) - Capricorniano com lua em Capricórnio. Esnobe, antipático, celibatário, reservado. Gosta de se vestir bem, de ostentar do bom e do melhor e também gabar-se de ter um status. No caso, o de Pato mais sortudo do mundo. Consegue ter êxito no financeiro através da sorte e é bastante econômico com o seu dinheiro. É fissurado na Margarida, mesmo sabendo que ela é compromissada com o Donald. Adora competir contra seu primo Donald em tudo só para ter o prazer de vê-lo se estrepar. Também não consegue colecionar muitas aventuras amorosas. Prefere sofrer por alguém, mesmo sabendo que o seu amor não é correspondido, do que procurar outras pessoas. É medroso, não gosta de pegar no batente, preferindo que a sorte trabalhe por ele. A lua no mesmo signo que o sol o torna uma pessoa com um modo de vida com pouquíssimos ou quase nenhum amigo. Não é muito sociável devido ao seu modo reservado. Também guarda um certo rancor com situações cotidianas que não dão certo. Também é muito supersticioso e suas superstições acabam dando certo para ele. 

Bom, é isto... boa leitura...