sábado, 6 de fevereiro de 2016

Saudades das propagandas de cigarro no automobilismo

Bom, gente. Hoje estamos num mundo politicamente correto e muitas ações temos que pensar e repensar para não cometermos burreiras. Os mais jovens hoje não se lembram muito direito, e hoje estamos aí, num mundo onde combate-se o cigarro, citando os malefícios e prejuízos para quem fuma. E eu sou de uma época onde não se tinha esta preocupação. As propagandas de cigarro eram frequentes, principalmente no mundo esportivo.



Até um certo tempo atrás, a indústria de cigarro movimentava milhões em diversos eventos. Lembro de algumas atrações culturais patrocinadas por marcas de cigarro como os antigos Hollywood Rock In Concert (na época em que o Rock´n Rio estava nas suas origens), o Free Jazz Festival, o Carlton Cine, entre outros. Mas a propaganda de cigarro era fortíssima mesmo em eventos esportivos, principalmente o automobilismo.



Nos anos 1980 e 1990, principalmente, as marcas de cigarro injetavam milhões nas pistas e patrocinavam pilotos e equipes. Quando ouvia-se falar nas equipes, tínhamos em mente a tão falada pintura da Marlboro (na Fórmula 1 pela McLaren de Ayrton Senna e na Indy, a Penske de Emerson Fittipaldi), e outras marcas também foram surgindo para se juntar às faladas na época. De repente, John Player Special, Camel, Barclay, Benson & Hedges, Lucky Strike, Rothmans, Mild Seven, entre outras, eram cumuns e em alguns casos associavam as equipes.



Querem um exemplo??? A Lotus nos áureos tempos de glória era da John Player Special, preto e dourado, depois adotou a pintura amarela da Camel. A simpática Ligier tinha os cigarros franceses Gitanes, cuja marca era a cigana dançando segurando um pandeiro. A Zakspeed era dos cigarros Wets. E a McLaren ficou marcada pela pintura Marlboro até os anos de 1990 e logo depois, adotou a pintura preta e prateada da marca West. Outras marcas também foram surgindo com o tempo como a Rothmans na Williams e a Mild Seven na Benetton, entre tantas outras.



E não era só na Fórmula 1 que tinhamos as marcas de cigarro. No antigo Mundial de Marcas, a Jaguar desfilava com os carros com o patrocínio da Silk Cut e na Indy, a Hollywood brasileira chegou a rivalizar com a Marlboro e outras marcas conhecidas somente nos Estados Unidos e Canadá, como a Players e a Kool. A Nascar, a divisão principal da categoria era chamada de Winston Cup, uma marca de cigarros famosa nos EUA.



Na época, era tão levada a sério esta história de marcas de cigarro que durante um tempo virou lei dentro das pistas: Ou você tinha um patrocínio de uma marca de cigarros ou você sequer tinha chances de sobreviver, seja para pilotos ou para equipes.



No Brasil, nossos campeões também tiveram como momentos serem garotos propagandas de marcas de cigarro. Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna durante épocas diferentes ajudaram a fomentar esta indústria, divulgando as marcas de cigarros nas pistas. Outros brazucas como Hélio Castroneves, Tony Kanaan, Rubens Barrichello, André Ribeiro, etc, também tinham cigarros como apoiadores de suas carreiras.



Hoje, é impossível se ter um patrocínio deste tipo... eu lembro destas marcas de cigarro... já vou dizendo que não fumo, mas porque depois que passou esta época, a propaganda de cigarro ficou tão combatida que ficava ingrato associar pilotos campeões com propagandas deste tipo. E depois de um certo tempo, não se tinha mais sentido ter este tipo de patrocínio. Hoje parece que as marcas de bebidas energéticas é que estão mais em evidência. Mas mesmo assim, vale a pena rever estas ações por puro saudosismo mesmo. É recordar e viver...

sábado, 5 de dezembro de 2015

Os campeões do povo na Fórmula 1

Bom, gente. Já que a temporada 2015 terminou (e que não me agradou por causa da hegemonia de uma equipe só), neste momento mais saudosista, começarei a lembrar de alguns tempos românticos. Os campeões da Fórmula 1 estão marcados nas estatísticas, mas tem um grupo de pilotos que estão marcados mesmo nos corações dos fãs de velocidade. São pilotos que muitos deles não conseguiram ser campeões, mas carregam o carisma e alguns outros pontos lembrados por fãs e quem viveu esta época. Muitos até discutem que eles mereciam ser campeões ao invés de quem de fato foi. Estou falando dos chamados Campeões do Povo, que ficaram marcados por serem admirados pelo público, carismáticos, mais humildes ou "menos arrogantes" e em alguns casos, com carreiras marcadas por fatalidades.

 
O primeiro a ser marcado como um Campeão do Povo foi o francês François Cevert (25/02/1944), que tinha a ingrata missão de ser o escudeiro de Jackie Stewart na equipe Tyrrell. Muito admirado pelas mulheres que frenquentavam o circo naquele tempo, colecionando aventuras amorosas diversas, os especialistas já o colocavam como esperança de título para os franceses. Cevert, sempre carismático com os fãs e referência quando se dizia piloto conquistador, acabou morrendo no GP de Watkins Glen quando a equipe já o preparava para suceder Stewart. Mas até hoje, o povo lamenta esta morte, que foi uma das que mais chocou o mundo da categoria.


Outro Campeão do Povo que teve um bom destaque foi Ronnie Peterson (14/02/1944), que carregava um modo de vida mais simples fora das pistas, inclusive tinha uma esposa fixa, a bela Barbro Edwardsson, mas que quando corria, se transformava num leão. As atravessadas de pista nas curvas dos circuitos arrancavam suspiros dos admiradores de corridas. Peterson passou por boas equipes como Lotus e Tyrrell, inclusive chegando a guiar o carro de seis rodas numa temporada. Foi vice-campeão em 1971 (mesmo sem conseguir nenhuma vitória) e em 1978, este último ano, sagrou-se vice póstumo, numa morte assistida por milhares de telespectadores no Grande Prêmio de Monza daquele ano, numa largada muito tumultuada e controversa na época.

Muitos diziam que Peterson merecia ser campeão, mas mesmo entre os campeões do povo, existiam rivais a altura, e Ronnie ganhou um com a chegada de Gilles Villeneuve (18/01/1950) no final dos anos 1970 e começo dos anos 1980. O estilo arrojado do canadense de nunca desistir em hipótese alguma, arrebatou uma legião de fãs no mundo todo, principalmente dentro da Ferrari. Villeneuve chegou com a incumbência de substituir Niki Lauda na equipe, mas acabou ganhando os fãs dentro da Ferrari. A morte de Villeneuve no GP da Bélgica de 1982 foi um baque na época, numa imagem que chocou o mundo automobilístico. Seu filho, Jacques, acabou anos depois, chegando na Fórmula 1 e conseguindo o título que seu pai nunca conseguiu.



Ainda nos anos 1980, surgiram outros que ganharam esta alcunha de "Campeões do Povo". O italiano Élio de Ângelis (26/03/1958), o "Príncipe Negro", conquistou fãs pelo estilo cavalheiro de lidar com as pessoas. De família abastada, ele aparentava ser uma pessoa mais "humilde" de povão mesmo... derrotou campeões na pista como Mario Andretti e Nigel Mansell e sua imagem está marcada com o Lotus preto e dourado da John Player Special. De Ângelis morreu num treino coletivo guiando para a Brabham em Paul Ricard em 1986.


Outro piloto que estava surgindo com potencial de ser campeão foi o alemão Stefan Bellof (20/11/1957), que tinha colecionado vitórias e títulos no extinto Mundial de Marcas e já chamava a atenção por suas boas atuações com uma limitada Tyrrell. Alguns diziam que seria um rival à altura para Ayrton Senna nas corridas, mas infelizmente ele acabou morrendo novo, numa corrida de Esporte Protótipos em Spa Francorchamps na Bélgica em 1985.

Também merecem destaques nesta lista o italiano Michele Alboreto (23/12/1956), morto numa prova de Endurance em 2001, o francês Jean Alesi (11/06/1964), e o italiano Giancarlo Fisichella (14/01/1973), este último, passou por várias equipes nos anos 1990 e 2000. O que estes três têm em comum é que guiaram para a Ferrari durante as crises técnicas que a equipe estava passando nos anos 1980 (Alboreto) e 1990 (Alesi), e isto também incluiu o Fisico, como era chamado na Fórmula 1, que encerrou a carreira guiando para a equipe de Maranello, ganhando um carinho a mais dos torcedores ferraristas e dos amantes de corridas, por demonstrarem ser pilotos à moda antiga.

Talvez o último representante dos campeões do povo tenha sido o australiano Mark Webber (27/08/1976), que recentemente se aposentou depois de ter ganho corridas na Red Bull e acabar depois indo para o Mundial de Endurance, mas outros possíveis candidatos a Campeões do Povo estão surgindo, como é o caso do alemão Nico Hulkenberg (19/08/1987), vencedor das 24 horas de Le Mans deste ano.







O Brasil também já teve seus campeões do povo. Nos anos 1970, o paulistano José Carlos Pace (06/10/1944) estava rivalizando com Emerson Fittipaldi a preferência do público brasileiro. Foi marcada sua única vitória na Fórmula 1, o Grande Prêmio do Brasil de 1975, onde derrotou Emerson na ocasião. Carlos Pace tinha tudo para ser o próximo brasileiro a levantar o caneco, mas acabou morrendo num desastre aéreo em 1977, encerrando uma carreira que tinha tudo para ser gloriosa nas pistas.


 E recentemente, o atual piloto brasileiro que represente esta geração é Felipe Massa (25/04/1981). O piloto conseguiu um vice-campeonato em 2008, numa das decisões de campeonato mais emblemáticas da história contra o inglês Lewis Hamilton. Perdeu o caneco de fato, mas para os fãs e quem convive com ele nos bastidores, o campeão é ele. E eles demonstraram isto na despedida de Massa da Ferrari, chamando muito a atenção e emocionando os torcedores.

Bom, estes são alguns exemplos de que mesmo aqueles que não conseguiram de fato o título, conseguem muitas vezes escrever seu nome dentro da Fórmula 1. Enquanto que a diferença é que os campeões de títulos, muitos não são sequer lembrados de que foram campeões, este grupo de pilotos, para eles, mereciam melhor sorte na categoria e não deixam nada a perder em questão de valores para os campeões de fato. Os campeões do povo sempre alimentam histórias para seus fãs contarem para as futuras gerações.

sábado, 7 de novembro de 2015

Como o mundo dá voltas no automobilismo...

Bom, gente. Volto a escrever algumas linhas depois de ver uma polêmica na Fórmula 1. É sobre as declarações de Lewis Hamilton sobre Michael Schumacher, que deram o que falar nesta última semana. 

Hamilton sempre se declarou fã de Ayrton Senna em várias ocasiões e quando ele questionou os méritos do heptacampeão Michael Schumacher de suas vitórias e títulos, parece que o piloto inglês, agora tricampeão, ganhou uma legião de odiadores, principalmente dos fãs Schumistas do mundo inteiro, dizendo que Hamilton era louco de não querer respeitar o momento que Schumacher está passando...

Vendo por esta lógica, lembro de muitas vezes, principalmente quando Ayrton Senna (o ídolo de Hamilton) morreu e Michael Schumacher passou a ganhar tudo na Fórmula 1. Vieram a maior onda de críticas e também de esculhambação da memória do piloto brasileiro por parte das "noivas" Schumistas, que chamavam os torcedores fãs do Ayrton Senna de "viúvas" porque teimavam em querer elogiar Senna e os grandes méritos do tricampeão, desmerecendo as conquistas do piloto brasileiro, diminuindo os méritos dele.
 

 O esporte preferido dos fãs Schumistas (isto inclui os brasileiros fervorosos que adotaram Schumacher como ídolo) era de querer fazer comparações entre um e outro, com coisas tipo: "Senna foi tricampeão e morreu com 34 anos, o Schumacher se sagrou tetra com 33", e coisas assim... a maioria deles não respeitava Ayrton Senna e as conquistas dele, sempre diminuindo o caráter do piloto que já não estava mais entre nós, chegando com picuinhas e querer deflagrar debates de ódio e raiva contra os sennistas. Afinal, Schumacher estava ganhando tudo e era necessário para eles pisar em cima do Ayrton Senna, humilhar o piloto brasileiro, com desculpas até da sexualidade do Ayrton, para comparar com Schumacher, dizendo que o alemão era um modelo a seguir de família bem constituída, ao contrário de Senna, que não fez questão de deixar um herdeiro nas pistas.
 

 E não era só isso... no áureo período de conquistas de Schumacher, tudo que era notícia relacionada a ele era tratada como a glória celestial de um grande homem que merecia tudo, onde entre outras baboseiras e tudo o mais, diziam que ele iria ganhar um "contrato vitalício", que ele iria continuar ganhando corridas até os 50, 60 anos, que ele voltou para dar côro nos mais novos e que os garotos tinham muito o que aprender com o mestre Michael Schumacher.
 
Agora vieram as declarações de Lewis Hamilton, que jamais faria o que Michael Schumacher fez para ser campeão. Pra que, né??? Onda de ódio e críticas dos fãs Schumistas. Não estou aqui querendo fazer o papel de advogado, mas o que eles aprontaram com Ayrton Senna quando Schumacher ganhava tudo e o Senna não podia se defender porque já não estava mais entre nós, agora esse mesmo povo vem querer esculhambar Lewis Hamilton só por causa de uma declaração. Ou seja, os Schumistas podiam vir e esculhambar o Senna morto. Agora outro piloto não pode sequer falar uma palavrinha contra um Schumacher vegetativo que eles já querer ser Deus...
 
Pois é... e nessas e muitas outras, a gente vê como o mundo dá voltas nesta vida...
 
É isto... valeu!!!!

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Outra análise dos personagens da Disney através do Zodíaco

Bom, gente... por causa do post anterior, que eu fiz uma pequena análise de personagens da Disney através dos signos do Zodíaco, achei mais alguns. E por isto mesmo, postarei agora o resultado. Boa leitura.


MINNIE (18/11/1928) – Escorpiana com Lua em Aquário. Versão feminina do Mickey, namorada e co-irmã dele. Também é inteligente como o Mickey, usa muitas vezes a sua intuição para conseguir o que quer e não desiste até atingir seus objetivos. Constituiu um relacionamento firme e duradouro com o namorado que perdura até hoje, ambos sendo fiéis um ao outro. É parceira de Mickey no trabalho, nos casos policiais que ambos trabalham, formando uma dupla onde um consulta o outro e trabalham em um objetivo em comum. Graças à intuição que possui, consegue desvendar muitos mistérios, dividindo com o Mickey os louros da vitória. Amizades com autoridades e policiais. Como tem a mesma Lua em Aquário, é muito requisitada em atividades de grupos, seja no show business ou entre pessoas de grande influência para os mistérios a desvendar. Também dá a liberdade que seu namorado precisa na vida tanto profissional, quanto pessoal, rolando o mínimo de ciúmes, através da confiança e respeito que é recíproco.




HUGUINHO, ZEZINHO E LUISINHO (15/04/1938) – Arianos com lua em Escorpião. Inteligentes, dominam muitos conhecimentos em diversos assuntos. Impulsivos e hiperativos, os três resolvem as diferenças entre eles na base da pancadaria até acharem um denominador em comum. Não gostam de obedecerem às ordens nem ser colocados em cabresto. Gostam de ação e aventuras, por isso, fazem muitas viagens com seu Tio Patinhas. É o que eles querem e acham, pronto e acabou, muito dificilmente mudam de opinião. A lua em Escorpião o faz serem teimosos e quando não gostam de determinada pessoa ou vêem alguma injustiça, arquitetam um plano ou para vingança pessoal ou para dar uma lição a outra pessoa, nem que isto custe ferrar com algum amigo ou parente para aplicar esta lição. São muito ligados a questões familiares e também fiéis às parceiras amorosas.



PROFESSOR LUDOVICO (24/09/1961) – Libriano com lua em Áries. Calmo, conciliador e pacifista. Gosta de dialogar e entender as pessoas. Possui conhecimentos para atuar em psicologia ou psiquiatria. Mas também tem o defeito de ceder e fazer concessões em determinadas situações para evitar uma briga feroz. Muito desligado e às vezes apresenta uma memória curta e certo desleixo com as suas atitudes. A Lua em Áries o faz se tornar uma pessoa muito inteligente, pioneira e com conhecimentos vastos em diversos assuntos. Também o faz querer ficar em evidência, comportando-se muitas vezes como o dono da verdade. Ele também perde a calma quando muito provocado, a ponto de tomar algumas atitudes impensadas que depois ele mostra arrependimento.










GASTÃO (11/01/1948) - Capricorniano com lua em Capricórnio. Esnobe, antipático, celibatário, reservado. Gosta de se vestir bem, de ostentar do bom e do melhor e também gabar-se de ter um status. No caso, o de Pato mais sortudo do mundo. Consegue ter êxito no financeiro através da sorte e é bastante econômico com o seu dinheiro. É fissurado na Margarida, mesmo sabendo que ela é compromissada com o Donald. Adora competir contra seu primo Donald em tudo só para ter o prazer de vê-lo se estrepar. Também não consegue colecionar muitas aventuras amorosas. Prefere sofrer por alguém, mesmo sabendo que o seu amor não é correspondido, do que procurar outras pessoas. É medroso, não gosta de pegar no batente, preferindo que a sorte trabalhe por ele. A lua no mesmo signo que o sol o torna uma pessoa com um modo de vida com pouquíssimos ou quase nenhum amigo. Não é muito sociável devido ao seu modo reservado. Também guarda um certo rancor com situações cotidianas que não dão certo. Também é muito supersticioso e suas superstições acabam dando certo para ele. 

Bom, é isto... boa leitura...

domingo, 26 de julho de 2015

Quinze jogadores que foram queimados na seleção brasileira

Bom, gente. Passados os temas de Copa do Mundo, Copa América, 01 ano de 7 x 1, aniversário de Maracanazzo, entre outras coisas, estava lembrando de Seleção Brasileira nestes dias. Afinal, é sonho de qualquer jogador brasileiro querer jogar na seleção um dia. Mas o que noto é que muitas vezes aparece cada jogador na lista de convocados, dependendo da cabeça de técnico que está lá no momento, e alguns deles, por um motivo ou outro, acabam sendo queimados e depois nunca mais lembrados em vestir a amarelinha. Com base nisto, resolvi lançar uma pequena listinha (queria que esta lista fosse maior, mas não é possível lembrar-se de todos) de jogadores que defenderam a seleção e depois foram crucificados pelo peso da camisa e nunca mais vestiram ela. Aí vai então:



WLADIMIR – O grande ídolo do Corinthians nos anos 1970 e 1980 foi convocado para um jogo das Eliminatórias da Copa de 1978 contra a Colômbia pelo então técnico Oswaldo Brandão. O empate sem gols foi um sacrilégio para os torcedores e crítica esportiva, que trataram de crucificar o lateral corinthiano nesta partida e considerá-lo bode expiatório do resultado (na época não se admitia a seleção brasileira empatar contra os colombianos em hipótese nenhuma), custando inclusive o emprego de Brandão como técnico da seleção. Depois disto, ele nunca mais foi lembrado para vestir a amarelinha.

SERGINHO CHULAPA – O centroavante polêmico, na época do São Paulo, acabou se tornando o titular de última hora na Copa de 1982 na Espanha. Porém, o jogador não teve aquele faro de gol na Copa que todo mundo esperava dele, e pra piorar, o técnico Telê Santana quis meio que domesticar o jogador para que ele não se esquentasse muito com as provocações de adversários, pois o jogador era de temperamento forte. Terminou a Copa, o jogador foi considerado um dos culpados pelo fracasso e com isto, não foi mais convocado.

WALDIR PÉREZ – O goleiro são paulino foi designado com a responsabilidade de fechar o gol daquela seleção que encantou o mundo na Copa de 1982, apesar de ter perdido. Mas ele não foi poupado das críticas, principalmente depois do frango contra a extinta União Soviética na estréia do Brasil na Copa. Nunca mais ele foi lembrado da seleção depois da fatídica derrota para a Itália.

RINALDO – Centroavante que estava começando no Fluminense, o jogador tinha algumas chances na seleção de Falcão após a Copa de 1990. Num amistoso comemorativo de 50 anos de Pelé, porém, sepultou sua carreira na seleção. Depois daquele jogo, ele foi acusado de não ter dado um passe para Pelé em situação real de gol e ser fominha em chutar direto para arriscar o gol. Acabou errando e taxado pela imprensa como “aquele que f**** o Pelé”. Este lance causou muita polêmica no futebol mundial.

CARECA BIANCHESI – O então centroavante do Palmeiras foi convocado algumas vezes na seleção do técnico Falcão para a Copa América de 1991, mas não conseguia repetir as boas atuações em clubes. A gota d´água foi no jogo contra a Argentina, onde Careca entrou no segundo tempo e com um minuto de jogo, arrumou uma expulsão por ter dado uma cotovelada no argentino Ruggieri. O narrador brasileiro ficou tão possesso com a expulsão que vociferou ao vivo para a CBF para ele nunca mais ser convocado na vida. E de fato nunca mais foi.

MARCO ANTÔNIO BOIADEIRO – Jogador artilheiro do Cruzeiro, ele foi convocado para a Copa América de 1993 e estreou justo contra a Argentina, onde errou um pênalti que decretou a eliminação da seleção brasileira do torneio. Depois disto, nunca mais foi lembrado para a seleção.

TÚLIO MARAVILHA – Artilheiro do Botafogo, ele era presença constante nas convocações de Zagallo depois da Copa de 1994. Mas a sua participação com a camisa amarelinha acabou depois da Copa América de 1995, onde ele perdeu um pênalti na final contra o Uruguai que fez perder o título para a Celeste Olímpica.

MARCELINHO CARIOCA – Ídolo do Corinthians, a imprensa insistia para que Zagallo o convocasse para a Copa de 1998. Acabou sendo ignorado pelo velho lobo. Com Luxemburgo no comando, chegou a ser lembrado em poucos amistosos, mas uma briga que ele teve com o treinador ainda no Corinthians durante o Campeonato Brasileiro de 1998 acabou sepultando de vez todas as oportunidades que era para ter na seleção brasileira.

JACKSON – Meio campista promissor do Sport Recife, foi contratado como reforço do Palmeiras para a Libertadores de 1999. Foi o que chamou a atenção de Vanderlei Luxemburgo, que o convocou para um amistoso, numa convocação polêmica na época, onde acusaram Luxa de querer tirar proveito financeiro do jogador. Por causa desta polêmica, ele sequer entrou em campo neste amistoso e depois disto, nunca mais foi lembrado para outras convocações.

MARCOS ASSUNÇÃO – Meio campista de armação, na época jogando pelo Santos, era presença marcante na seleção de Vanderlei Luxemburgo. Porém, na derrota para o Chile nas Eliminatórias de 2002, o time inteiro não viu a cor da bola e o narrador brasileiro elegeu Assunção como bode expiatório da péssima atuação. Depois, para a seleção, encerrou a carreira ali mesmo. Até hoje, o jogador guarda rancor e ódio do narrador por causa disto, considerando-o o grande culpado por não ter mais sido convocado.

DIEGO RIBAS – Meio campista que fez dupla com Robinho nas conquistas santistas dos anos 2000, foi convocado para a seleção pré-olímpica que disputava uma vaga para as Olimpíadas de 2004 em Atenas pelo técnico Ricardo Gomes. O Brasil não conseguiu a vaga para os Jogos Olímpicos e o jogador acabou sendo crucificado em termos de seleção graças a uma foto polêmica com o seu amigo Robinho na concentração da seleção.

FELIPE MELLO – Volante da era Dunga dos anos 2000, era muito criticado por seu estilo viril e violento de jogar. A crítica jornalística temia uma expulsão dele na Copa de 2010 que acabou se concretizando no jogo contra a Holanda, que acabou eliminando o Brasil daquele Mundial. Depois disto, o nome de Felipe Mello virou tabu para a título de seleção brasileira.

PAULO HENRIQUE GANSO – Nos tempos de Santos com Neymar, era presença marcante na seleção de Mano Menezes. Foi ele ir para o São Paulo e Mano ser demitido, nunca mais foi lembrado pelos sucessores de Mano. Até hoje existem jornalistas que não entendem como Ganso nunca mais foi lembrado na seleção.

DOUGLAS – Meio campo de Corinthians e Grêmio, chegou a ser lembrado nas primeiras convocações de Mano Menezes depois da Copa de 2010. Porém, uma falha num amistoso contra a Argentina nos acréscimos que resultou no gol da vitória dos hermanos acabou sendo fundamental para que ele perdesse crédito para a seleção brasileira.

PAULINHO – Destaque do Corinthians no título da Libertadores de 2012, era peça fundamental do técnico Felipão no meio de campo da seleção na campanha do título da Copa das Confederações de 2013. Porém, na Copa do Mundo de 2014, Paulinho não conseguiu repetir o bom futebol que tinha apresentado antes e foi duramente criticado pela torcida e pelos jornalistas, que fizeram côro para que ele saísse da seleção. Com o fracasso brasileiro, Paulinho amargou o esquecimento com a camisa do Brasil.

Bom, por enquanto é isto.

Valeu!!!!!

terça-feira, 16 de junho de 2015

E o número dois acabou esquecido e abandonado...

Bom, gente. Hoje nesta coluna vou falar um pouco sobre algumas mudanças em regulamento que aconteceram nestes últimos anos... reparei que depois que a FIA adotou que cada piloto seguisse um número desde 2014 para seguir na carreira, alguns números surgiram como caras novas nas Fórmula 1. Números que em sistemas anteriores de numeração jamais estariam vivos, este é o caso de números mais altos, como 55, 77, 98, 99, etc, etc...



Pois bem, com a liberdade que os pilotos agora têm de escolherem seus próprios números, vimos ano passado por exemplo, o Lewis Hamilton se sagrar campeão guiando um carro de número 44, coisa que jamais viríamos anos atrás. E justamente alguns números acabaram ficando esquecidos. Este é o caso do número 2, que sempre atormentou muito piloto.

Para se ter uma idéia de como os tempos mudaram, antes, a FIA proibia o uso do número 13 por representar um número de azar. Mas depois que a entidade liberou o número que quisesse usar daqui pra frente, teve piloto que resolveu adotar justo o número 13, mas ninguém gosta de usar o número 2, por exemplo. Houve uma inversão de valores. Mas por que o número 2 passou a ser tão mal falado e abominado pelos pilotos???



A explicação se deve justamente nos sistemas de numeração anteriores que estavam em vigor. O piloto campeão usava obrigatoriamente na temporada seguinte o número 1, de primeiro. E seu companheiro de equipe passou a usar obrigatoriamente o número 2, ou seja, ficou marcado por ser o companheiro de equipe do campeão. Não muito bem visto pela categoria. Num mundo onde existem na equipe o papel de primeiro e segundo piloto, justamente o piloto que ficava com a incumbência de ser o companheiro de equipe do piloto campeão tinha que carregar este fardo nas costas, ser o que chamamos de "capacho" do piloto campeão, aquele que tinha que obeceder às ordens da equipe para que o número 1 ganhasse as corridas.

Mas nem sempre foi assim. Também tivemos um exemplo de número 2 acabar se sagrando campeão. Dos quatro títulos de Alain Prost na Fórmula 1, três foram com ele ostentando o carro de número 2 (1985, 1989 e 1993). Parece que Alain Prost foi uma exceção no seu tempo, conseguindo desafiar a estigma de ser o número 2, o segundão da equipe e ele conseguiu mostrar que o 2 também poderia ser campeão.



Para os pilotos brasileiros, este número, porém, não traz muitas boas recordações. Foi com este número que Ayrton Senna guiou as suas três últimas corridas na Williams Renault até sofrer o acidente fatal em 1994. Felipe Massa na Ferrari no ano de 2008 quase faturou o título em Interlagos, ficando marcada a sua última vitória num dia de Finados daquele ano. O brasileiro lamenta até hoje o Timo Glock não ter segurado Lewis Hamilton nas últimas curvas, com o título mais ganho dos últimos tempos sendo perdido.

Mas, para o torcedor brasileiro mesmo, falou de número 2, eles lembram de Rubens Barrichello. Sua estadia na Ferrari como companheiro de equipe do Michael Schumacher o marcou como o piloto que mais usou este número desde que a Fórmula 1 adotou a numeração fixa de 1973 a 2013 (Barrichello usou o número 2 de 2001 a 2005 na Ferrari). Pobre Barrichello, acabou pagando pelo jogo de equipe da Ferrari, desempenhando o papel de companheiro e escudeiro do multicampeão alemão e com isto falou de número 2 no Brasil, o pessoal o associa ao nome dele.

O fato é que, depois que a FIA liberou a numeração para os pilotos usarem os números que quiserem, o número 2, marcado negativamente na categoria, acabou com isto pagando os seus pecados. Muitos pilotos de talentos tão díspares acabaram usando este número. E hoje, o número 2 acabou ficando esquecido e abandonado, onde ninguém quer saber de ostentar este número, com medo de ficar marcado como um piloto de pouco talento e ver suas vitórias se escassearem...

Pilotos que usaram o número 2 (desde 1973 a 2013)
1973 - Ronnie Peterson (Lotus Ford)
1974 - Jacky Ickx (Lotus Ford)
1975 - Jochen Mass (McLaren Ford)
1976 - Clay Regazzoni (Ferrari)
1977 - Jochen Mass (McLaren Ford)
1978 - John Watson (Brabham Alfa Romeo)
1979 - Carlos Reutemann (Lotus Ford)
1980 - Gilles Villeneuve (Ferrari)
1981 - Carlos Reutemann (Williams Ford)
1982 - Riccardo Patrese (Brabham Ford)
1983 - Jacques Laffitte (Williams Ford)
1984 - Teo Fabi, Corrado Fabi e Manfred Winkelhock (Brabham BMW)
1985 - Alain Prost (McLaren TAG)
1986 - Keke Rosberg (McLaren TAG)
1987 - Stefan Johansson (McLaren TAG)
1988 - Satoru Nakajima (Lotus Honda)
1989 - Alain Prost (McLaren Honda)
1990 - Nigel Mansell (Ferrari)
1991 - Gerhard Berger (McLaren Honda)
1992 - Gerhard Berger (McLaren Honda)
1993 - Alain Prost (Williams Renault)
1994 - Ayrton Senna, David Coulthard e Nigel Mansell (Williams Renault)
1995 - Johnny Herbert (Benetton Renault)
1996 - Eddie Irvine (Ferrari)
1997 - Pedro Paulo Diniz (Arrows Yamaha)
1998 - Heinz-Harald Frentzen (Williams Mecachrome)
1999 - David Coulthard (McLaren Mercedes)
2000 - David Coulthard (McLaren Mercedes)
2001 - Rubens Barrichello (Ferrari)
2002 - Rubens Barrichello (Ferrari)
2003 - Rubens Barrichello (Ferrari)
2004 - Rubens Barrichello (Ferrari)
2005 - Rubens Barrichello (Ferrari)
2006 - Giancarlo Fisichella (Renault)
2007 - Lewis Hamilton (McLaren Mercedes)
2008 - Felipe Massa (Ferrari)
2009 - Heikki Kovallainen (McLaren Mercedes)
2010 - Lewis Hamilton (McLaren Mercedes)
2011 - Mark Webber (Red Bull Renault)
2012 - Mark Webber (Red Bull Renault)
2013 - Mark Webber (Red Bull Renault)

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Paolo Guerrero e o fim de linha no Corinthians

Bom, gente. Nesta última semana aconteceram muitas coisas no nosso futebol, mas um assunto que não me sai da cabeça nestes dias foi a ida de Paolo Guerrero para o Flamengo, transação já concretizada.



O que me chama a atenção, num mundo onde já não se tem mais o amor pela camisa, foi o fato deste jogador, ter feito muitas declarações de que jamais vestiria uma camisa de outro clube brasileiro e depois reclamando de seus direitos de que ele merecia ganhar mais, numa época de crise e recessão, ele falando de que, pelo que ele fez pelo Corinthians, merecia sim ser valorizado e que o time resolveu abrir os cofres para outros jogadores que renderam abaixo do esperado (resumindo: não fizeram pôrra nenhuma no time e ganhavam salários mais altos para ficarem no banco).

Como não houve acordo entre Diretoria do Timão e o jogador, Guerrero foi liberado para atuar em outro clube, mas o que me chama a atenção é que no Flamengo, ele acertou por um valor menor do que ele pedia no Timão e que aceitou diluir suas luvas em parcelas iguais. Ou seja, para o Timão, ele queria receber à vista. Mas em outro clube, ele aceita ceder dali e daqui para realizar o sonho dos flamenguistas de “vestir o manto sagrado”, como a torcida deles sempre se vangloria e fala sobre seu time, dizendo sempre que “o sonho de todo jogador é jogar pelo Flamengo no Maracanã lotado e dar alegrias a maior torcida do mundo”, e coisas assim....



Esta situação me fez lembrar a de Rivaldo nos anos 1990. Era uma promessa do Mogi Mirim que estava atuando e se destacando no Corinthians, mas estava no time emprestado apenas. Rivaldo fez boas atuações com a camisa do Timão, mas o time não tinha como pagar o que o Mogi Mirim pedia pelo passe de Rivaldo. Eis que o Corinthians resolve depois de inúmeras tentativas fracassadas de manter o jogador, desistir dele. Depois disto, o Mogi Mirim aproveitou uma proposta menor da Parmalat e aceitou vendê-lo, para reforçar o Palmeiras. O resultado foi que na final do Brasileiro de 1994, ele comeu a bola e com a camisa do Porco, enterrou o Timão naquela decisão marcando três gols em cima da gente. Caiu nas graças do Palmeiras e depois proferiu palavras de ódio ao Timão, dizendo que não foi valorizado enquanto jogador do Corinthians.



Agora, vem a mesma história com Paolo Guerrero. Já to até imaginando Corinthians x Flamengo em Itaquera, a torcida corinthiana vaiando e xingando o Guerrero de mercenário, ele vai lá e marca o gol da vitória do Flamengo, calando a torcida e provocando nosso time. Pra depois, a imprensa maldita pegar dele uma declaração de que ele saiu com raiva e ódio do Corinthians porque não valorizaram o que ele fez de bom enquanto jogador do Timão.

Pois bem, Guerrero. Vá com Deus... a torcida do Corinthians será lhe eternamente grata pelos gols que marcou com a nossa camisa, principalmente aqueles no Mundial de Clubes de 2012 no Japão e pela vitória em cima do Chelsea ING na grande final. Mas agora temos que pensar na gente. Os jogadores sempre passam, mas o clube é que fica neste momento. E agora é procurar tocar o barco em frente e nos acostumar a enfrentar um jogador que sempre deu alegrias para o nosso time, como muitos outros ídolos com passagem marcante pelo Timão fizeram. Agora eu quero ver os mesmos flamenguistas que tinham inveja e defenestravam o Guerrero agora ter coragem de te aplaudir. O povo tem memória curta mesmo. E são estes mesmos torcedores flamenguistas que antes falavam que você era um cabeça de bagre, agora vão querer te endeusar e te naturalizar para jogar na Seleção Brasileira.

É esperar e ver e logo logo os leitores vão ver que eu não estou mentindo...