quarta-feira, 18 de maio de 2016

A maldição da cor verde no automobilismo de monopostos

Bom, gente... estava aqui pensando sobre uma coisa: como que se formam campeões e perdedores???? Tava aqui reparando que de vários carros que foram ganhadores de corridas ou títulos nas categorias de monopostos, algumas cores se sobressaem sobre outras. E eu tenho notado uma coisa: como é que dentre esses carros, quase nunca aparece carros de cor verde???? Seria uma maldição que estaria rondando quem usa esta cor????

Nas superstições e misticismos, o verde simboliza a esperança. E tinha uma época que as equipes tinham cores específicas para cada uma delas. A Ferrari, por exemplo, era (e até hoje é) o vermelho. A Brabham era o azul. A BRM, o preto. A Mercedes, a prata. A McLaren, o laranja. E a Lotus usava a cor verde.

Nos anos 1960, a Lotus ganhava muitas corridas, principalmente com o Jim Clark, ostentando o verde reluzente nos seus velozes carros. Mas esta cor, com o passar do tempo, começou a ter suas vitórias escasseadas. E há um motivo para isto: dizem que quando a Lotus abandonou sua cor tradicional para ostentar o patrocínio da Gold Leaf (uma marca de cigarros), isto tenha sido a causa para que o verde deixasse de ganhar as corridas e passasse a ser agourento. Esta maldição se encontra presente na Fórmula 1 e na Fórmula Indy (não vale para categorias de base ou carros turismo ou protótipos). E vou citar pra vocês alguns casos curiosos de como o verde se tornou uma cor agourenta para quem a ostenta:


O primeiro caso, talvez tenha começado com a Alfa Romeo nos anos 1980. Na época, a Marlboro patrocinava a equipe, assim como também patrocinava a McLaren. No final de 1983, a Marlboro resolveu priorizar a McLaren e a Alfa Romeo teve que buscar outro patrocínio. Foi aí que pintou a Benetton e a equipe passou a ostentar o verde nos seus carros. A equipe acabou fechando as portas no final de 1985 depois que a Benetton comprou a equipe Tóleman.


Porém, antes da Benetton patrocinar a Alfa Romeo, ela estava com a Tyrrell em 1983. Foi neste ano que a simpática equipe do velho Ken Tyrrell obteve sua última vitória na categoria ostentando o verde do patrocinador. Depois disto, a equipe passou a figurar o pelotão do meio para trás até o final dos anos 1990, mesmo já sem a cor verde.

Por falar em Benetton, a equipe ostentava o verde nos seus carros, mas misturava com outras cores. A equipe foi conseguindo poucas vitórias, mas só decolou mesmo como equipe de ponta quando assumiu a predominância da cor azul da Mild Seven, já com Michael Schumacher na equipe.



Outro exemplo de carro de cor verde nos anos 1990 foi a Jordan. A equipe surgiu com uma pintura verde muito bonita graças ao patrocínio da Seven Up. A Jordan teve bons momentos, mas um detalhe curioso merece a atenção: no GP da Bélgica de 1991, a equipe estava indo muito bem com o Andrea de Césaris, que estava pronto para assumir a liderança daquela corrida e o Ayrton Senna estava tendo problemas com a sua McLaren Honda. Parecia ser uma chance de ouro para o italiano. Mas na penúltima volta, seu carro estourou o motor e ele teve que abandonar a corrida, inconsolado pela chance de ouro perdida.


A Jaguar, assim que assumiu o controle da equipe Stewart, tratou de radicalizar. Saiu o branco da equipe antiga e eles colocaram o verde. Pouquíssimos resultados foram obtidos e em 2004, a Jaguar resolveu fechar as portas e a Red Bull acabou comprando a equipe.



O último exemplo de carro verde na Fórmula 1 foi a Caterham. Inicialmente como Lotus Racing, mudou de nome em 2012 e passou todo este período no fundo do grid e sem marcar nenhum ponto, mesmo com o novo critério de pontuação existente. Ficou marcada na história como "a pior equipe da Fórmula 1".


Na Fórmula Indy também tivemos exemplos de carros verdes. Um exemplo curioso foi nas 500 milhas de Indianápolis de 1992, onde a equipe King Bernstein estampou o verde do patrocínio da Quaker State nos seus dois carros. O colombiano Roberto Guerrero chavou uma espetacular pole position nos treinos classificatórios. Mas chegou na corrida, cometeu um erro primário ainda na volta de apresentação e destruiu seu carro. Foi o fim de corrida para ele sem ter largado.


Christian Fittipaldi teve uma única participação na Indy 500 em 1995. E foi com um carro de predominância verde, com o desenho da bandeira do Brasil. Com este carro, faltou pouco para ele vencer. Christian obteve o segundo lugar no final, perdendo apenas para Jacques Villeneuve.



Outro exemplo clássico foi de Tony Kanaan. Ele até conseguiu ser campeão da Indy com o carro verde e branco da 7 Eleven. Mas ele queria mesmo era as 500 milhas de Indianápolis. E ele ficava sempre no quase, muitas vezes, por pequenos detalhes. E outro detalhe: ele só conseguiu vencer a Indy 500 quando deixou de usar o verde no seu carro em 2013.


Com este mesmo carro verde da 7 Eleven, o canadense Paul Tracy correu a Indy 500 de 2002 e quase ganhou a corrida, numa ultrapassagem polêmica sobre Hélio Castroneves. Porém, segundo os organizadores, esta ultrapassagem foi inválida pois uma bandeira amarela tinha sido acionada no momento desta ultrapassagem. Assim, Paul Tracy perdeu a oportunidade de ouro de ter seu nome inscrito no quadro de vencedores da categoria.


Na extinta CART/Champ Car também tivemos exemplos de carros verdes. E Dario Franchitti perdeu um título em 1999 somente nos critérios de desempate. Seu carro tinha as cores dos cigarros Kool, e talvez tenha sido este o pequeno detalhe que faltou para o tão sonhado título. E olha que a categoria teve muitos outros exemplos de carros verdes...

Por fim, é isto. Se esta lenda da cor verde é válida ou não, cabe aos fãs da velocidade aceitarem se realmente é verdade. Mas independente disto, é uma história a mais que enriquece o folclore do automobilismo mundial.



sábado, 30 de abril de 2016

Isto é Indianápolis

Finalmente estamos em maio. Este é o mês das mães, das noivas, do trabalhador etc. E no automobilismo, esse mês é lembrado pelo maior evento mundial da modalidade: as 500 milhas de Indianápolis.



O que existe de especial nessa corrida? Simples... São mais de 500 mil torcedores que comparecem no último domingo de maio para verem 33 pilotos e seus carros, tratando-os como heróis, lutando pela glória máxima de cruzar em primeiro lugar ao fim de 200 voltas e pouco mais de 800 Km (500 milhas x 1,609 = 804,5 Km), depois de mais de três horas de corrida e levar o belíssimo troféu "Borg & Warner", para ter seu rosto eternamente estampado nele.

Só para se ter uma idéia da importância desse evento, pilotos de todos os cantos do mundo sonham com um lugar no grid, como se estivessem em uma peregrinação de um mês inteiro à procura do Santo Graal nas Colinas de Golan. Mas aqui, as Colinas de Golan não ficam na Palestina ocupada, e sim, no estado de Indiana, nos Estados Unidos, e o Santo Graal é o troféu, onde o cálice é a garrafa de leite que o piloto bebe para saborear o gosto da vitória nas 500 milhas.



Essa busca, porém, já foi muito mais frenética do que é atualmente, devido a algumas mudanças de regulamento que se revelaram catastróficas nos últimos anos. Só para se ter uma idéia, na edição deste ano, até a data de hoje, a organização da prova conseguiu, com muito esforço, uma lista com 35 pilotos que se inscreveram para disputar a prova. Muito pouco, perto de edições onde tivemos mais de 40 pilotos brigando por 33 vagas no grid, numa corrida que tivemos muitos pilotos que inclusive chegaram a correr na Fórmula 1, vieram para disputar esta grandiosa prova.



A corrida existe desde 1911 (somente interrompida em alguns anos devido às Grandes Guerras Mundiais), mas o Brasil só foi participar da festa em 1984, quando Emerson Fittipaldi alinhou seu March Cosworth número 47 na vigésima terceira posição do grid, um carro branco com detalhes roxo e rosa. No mesmo ano, uma Boy Band de cinco adolescentes de Porto Rico que estava arrebentando nas paradas norte-americanas, mas ainda desconhecida do público brasileiro, criou uma música chamada "Indianápolis", ressaltando o clima e a festa que é a corrida. O nome da banda? Menudos.

Depois de Emmo, vieram outros brasileiros, mas só em 1989, naquela vitória inesquecível de Emerson, numa disputa final acirrada com Al Unser Jr. que terminou com o adversário parando no muro, é que o Brasil finalmente se renderia ao charme da corrida. Outros pilotos de nacionalidades diferentes vieram e passaram a duelar contra os heróis locais. Os norte-americanos passaram a acostumar com nomes diferentes. Só o Brasil teve mais seis vitórias depois dessa conquista de Emerson.




Os preparativos para a corrida seguem o mesmo ritual: a corrida acontece na véspera do Feriado do Memorial Day (este feriado cai na última segunda-feira do mês de Maio e é o dia de lembrar os heróis das guerras que os norte-americanos participaram), mas antes, os pilotos são apresentados para o público num desfile em carros abertos na véspera da corrida nas ruas da cidade, depois no dia da corrida, uma grande festa familiar, a presença das forças armadas, e os cerimoniais, onde as atrações são a música Goin´ back to Indiana (música de autoria dos Jackson Five, que é a marca do Estado de Indiana) cantada e interpretada por uma celebridade local, o hino norte-americano  e por fim, a ordem de largada, onde a dona do Indianápolis Motor Speedway diz simplesmente: "Senhoras e Senhores... liguem seus motores..." e começa assim os primeiros roncos de motor, onde os carros são ligados e começam assim a busca incessante pela vitória na corrida.



Mas o que leva o piloto e o público a idolatrar uma corrida que só acontece uma vez por ano? As populações locais, que faturam com lembranças, cervejas, aluguéis de suas casas. Atrações diversas, como mulheres exibindo seus seios para os marmanjos e intercâmbios de torcedores de diversas nacionalidades. Os pilotos, talvez não tão badalados aqui como os pilotos da Fórmula 1, lá eles são verdadeiros reis, cujos carros são ornamentados como antigas carruagens romanas. Talvez também sejam os acidentes espetaculares, ou as disputas ferrenhas de posições, onde costumam-se brigar milímetro por milímetro por cada posição na corrida com os carros muitas vezes raspando o muro do circuito... Mas por que então esses pilotos não são tão badalados fora dos Estados Unidos? O piloto norte-americano Buddy Lazier, ao vencer a edição de 1996, tentou explicar: "Indianápolis é um local único. Não precisa de astros!". Talvez porque a corrida já fabrique seus próprios astros.

Mas uma coisa é certeza: não importa o vencedor, o público sempre repetirá esse ciclo, lotando o autódromo para ver 33 pilotos e suas respectivas máquinas acelerando para chegar à glória máxima de vencer a maratona com mais de três horas de corrida. Porque isto é Indianápolis.

Vencedores das últimas edições das 500 milhas de Indianápolis:
Ano - Piloto (Nacionalidade/Chassis - Motor/Equipe/Número do carro)

1988 - Rick Mears (EUA/Penske-Chevrolet/Equipe Penske/5)
1989 - Emerson Fittipaldi (BRA/Penske-Chevrolet/Equipe Patrick/20)
1990 - Arie Luyendyk (HOL/Lola-Chevrolet/Equipe Shierson/30)
1991 - Rick Mears (EUA/Penske-Chevrolet/Equipe Penske/3)
1992 - Al Unser Jr (EUA/Galmer-Chevrolet/Equipe Galles/3)
1993 - Emerson Fittipaldi (BRA/Penske-Chevrolet/Equipe Penske/4)
1994 - Al Unser Jr (EUA/Penske-Mercedes Benz/Equipe Penske/31)
1995 - Jacques Villeneuve (CAN/Reynard-Ford Cosworth/Equipe Green/27)
1996 - Buddy Lazier (EUA/Reynard-Ford Cosworth/Equipe Hemelgarn/91)
1997 - Arie Luyendyk (HOL/G Force-Aurora/Equipe Treadway/5)
1998 - Eddie Cheever (EUA/Dallara-Aurora/Equipe Cheever/51)
1999 - Kenny Brack (SUE/Dallara-Aurora/Equipe Foyt/14)
2000 - Juan Pablo Montoya (COL/G Force-Oldsmobile/Equipe Ganassi/9)
2001 - Hélio Castroneves (BRA/Dallara-Oldsmobile/Equipe Penske/68)
2002 - Hélio Castroneves (BRA/Dallara-Chevrolet/Equipe Penske/3)
2003 - Gil de Ferran (BRA/Panoz G Force-Toyota/Equipe Penske/6)
2004 - Buddy Rice (EUA/Panoz G Force-Honda/Equipe Rahal Lettermann/15)
2005 - Dan Wheldon (ING/Dallara-Honda/Equipe Andretti Green/26)
2006 - Sam Hornish Jr. (EUA/Dallara-Honda/Equipe Penske/6)
2007 - Dario Franchitti (ESC/Dallara-Honda/Equipe Andretti Green/27)
2008 - Scott Dixon (NZE/Dallara-Honda/Equipe Ganassi/9)
2009 - Hélio Castroneves (BRA/Dallara-Honda/Equipe Penske/3)
2010 - Dario Franchitti (ESC/Dallara-Honda/Equipe Ganassi/10)
2011 - Dan Wheldon (ING/Dallara-Honda/Equipe Bryan Herta/98)
2012 - Dario Franchitti (ESC/Dallara-Honda/Equipe Ganassi/50)
2013 - Tony Kanaan (BRA/Dallara-Chevrolet/Equipe KV/11)
2014 - Ryan Hunter-Reay (EUA/Dallara-Honda/Equipe Andretti/28)
2015 - Juan Pablo Montoya (COL/Dallara-Chevrolet/Equipe Penske/2)

segunda-feira, 25 de abril de 2016

A soberba da Libertadores e o menosprezo ao Paulistão


 Bom, gente. Estamos chegando a reta final dos campeonatos estaduais e uma questão me veio na cabeça: com a eliminação dos clubes grandes da capital (o trio de Ferro: Corinthians, Palmeiras e São Paulo) do campeonato paulista, premiou também um pouco o menosprezo que se dá a esta competição.

Só para se ter uma idéia, está certo que o Campeonato Paulista não tem mais aquele charme e brilho que tinha até tempos mais recentes, digamos até metade dos anos 1990 pra frente. Quando se falava de Campeonato Paulista, tinha-se a sensação de que o campeonato era levado mais a sério pelos grandes clubes da capital, mas noto que hoje não se leva mais tão a sério, e os torcedores destes times também embarcaram nesta onda.



Lembro que Corinthians e Palmeiras, quando tinham seus longos jejuns de títulos, eles encerraram seus sofrimentos justamente no Campeonato Paulista e estas conquistas foram super valorizadas nas suas épocas de fim de jejum... hoje o São Paulo já completa um jejum que ano que vem vai para 12 anos e ninguém fala nada, ninguém lembra disto...

Mas eu acredito que a culpa, tem um pouco disto, é a Libertadores, principal torneio da América do Sul e que os três times da capital disputam este ano (só o Palmeiras é que já está eliminado desta competição este ano). Pegou-se a idéia que foi comprada pelos dirigentes dos clubes e os torcedores embarcaram nesta onda.

O roteiro, todo ano está acontecendo e se repete quando um destes três é eliminado do Paulista: eles caem fora do campeonato, mas tem a Libertadores para continuar disputando. E o torcedor vai na onda: “o que importa é a Libertadores... paulistinha eu não quero...”, e no final, o clube acaba caindo fora também da Libertadores e os seus torcedores viram motivo de chacota dos maiores rivais...

E tudo isto começou quando o Palmeiras em 1999 ganhou a Libertadores... o Paulo Nunes, para justificar a eliminação do Corinthians daquele torneio, disse assim: “Pois que eles fiquem com o Paulistinha que é isto que eles merecem...”, pois é... uma forma de dizer que o Palmeiras não estava nem aí para o Paulistão. Paulo Nunes acabou pagando depois pela sua arrogância e depois de um tempo vestiu a camisa do Corinthians... para ganhar depois o “Paulistinha” que ele tanto menosprezou nos tempos de Palmeiras... e depois disto, São Paulo e Corinthians caíram nesta onda também:



O São Paulo, como te falei, já tem um jejum mediano e que se está tornando perigoso para o clube em termos de campeonato paulista, mas eles não se importam... todo ano o clube entra na Libertadores e já faz até projeções de uma final entre eles e uma grande potência européia como Bayern Munique ou Barcelona, por exemplo... o Corinthians, depois que ganhou sua Libertadores, também está indo na mesma onda... desde que Paolo Guerrero disse ano passado, que preferia “coisas grandes como a Libertadores”, acabou pagando com a língua, onde especialistas já diziam (e os torcedores caíam nesta comparação)  que o Corinthians “ganharia fácil uma UEFA Champions League com o time que tem”, entre outras coisas mais...

Hoje, quem parece que mais dá valor ao Campeonato Paulista é o Santos... e eles tiveram que encerrar um jejum de 22 anos sem conquistar o campeonato, mas ninguém deu tanta importância assim porque o clube já estava acostumado a ganhar campeonatos brasileiros e disputar a Libertadores com freqüência... o Santos já está na sua oitava final de Paulistão consecutiva, aproveitando um pouco também o fato dos outros times terem a desprezado. Pra se ter uma idéia, antigamente, se falava que “o Campeonato Paulista tinha que dar vaga para a Libertadores”... hoje se você fizer como fez o Mario Gobbi em 2012 depois do jogo contra o Emelec e falar que “Campeonato Paulista é melhor do que Libertadores”, o pessoal fica praticando bullying contra você...



E pra finalizar, um pouco também desta soberba com relação a Libertadores e o menosprezo ao Campeonato Paulista está no fato de que os técnicos de hoje escolhem, com o argumento do planejamento, que campeonatos dar mais importância... nestas horas, eu tenho saudades do São Paulo de Telê Santana... no tempo dele, o clube não escolhia campeonato e entrava pra ganhar em todos eles, desde um simples torneio de verão pré-temporada até um campeonato lá no Japão... e conseguia se dar bem em quase todos. Por isto que ficou na memória do torcedor brasileiro...

São por essas e outras que penso se não estamos valorizando demais um campeonato em detrimento ao outro...




sábado, 12 de março de 2016

Mais vinte craques que nunca conquistaram a Libertadores da América


Devido ao sucesso do post anterior, resolvi aqui fazer outra lista de jogadores que nunca conseguiram conquistar o famoso troféu das Américas. Vocês podem ver abaixo o post inicial sobre o assunto e agora eis com vocês a segunda parte desta lista:

(Primeira Parte) http://lucyvanderblog.blogspot.com.br/2015/05/vinte-craques-que-nunca-conquistaram.html


GARRINCHA - O gênio das pernas tortas rivalizava nos anos 1960 a preferência do torcedor brasileiro contra Pelé. No entanto, a título de Libertadores, o jogador do Botafogo só disputou uma única vez a edição em 1963, eliminado pelo Santos de Pelé na ocasião. Depois disto, Garrincha nunca mais foi visto no torneio.



GAMARRA - O melhor zagueiro da Copa de 1998 disputou no começo da década de 1990 a competição pelo Cerro Porteño (PAR) e logo depois mais algumas edições pelo Corinthians (1999) e Palmeiras (2005 e 2006). O melhor resultado dele na competição foi a edição de 1993 quando o Cerro Porteño foi eliminado pelo São Paulo nas semifinais.



MARCELINHO CARIOCA - O "pé-de-anjo", amado e odiado por muitos, disputou a competição pelo Flamengo (1991 e 1993) e pelo Corinthians (1996, 1999 e 2000), onde o máximo que conseguiu foi chegar às semifinais. Na memória do futebol brasileiro e continental, ficou marcada a cena onde o goleiro Marcos do Palmeiras defende o pênalti cobrado por Marcelinho, eliminando o Timão da competição em 2000.

REINALDO - Um dos maiores ídolos do Atlético MG dos anos 1970 e 1980 disputou a competição em 1978 e 1981, onde o melhor resultado foi ter chegado à fase semifinal em 1978. Mas a edição de 1981 é que ficou marcada negativamente devido ao número excessivo de expulsões no jogo Flamengo x Atlético MG, numa partida que não terminou e o centroavante foi um dos expulsos.



DADÁ MARAVILHA - Um dos mais folclóricos jogadores dos anos 1970 e 1980 disputou a competição pelo Atlético MG (1972 e 1978) e Internacional (1976 e 1977), mas nunca conseguiu chegar nas finais da competição.

THIAGO SILVA - O capitão da Copa de 2014 disputou a competição com a camisa do Fluminense em 2008 e chegou até a final, mas parou nos pênaltis graças ao goleiro da LDU de Quito, perdendo assim o título.



TAFFARELL - O goleiro titular absoluto da seleção brasileira em três Copas do Mundo disputou a competição somente no ano de 1989 com a camisa do Internacional, sendo eliminado pelo Olímpia PAR nas semifinais em pleno Beira-Rio.

DIEGO FORLÁN - O melhor jogador da Copa de 2010, curiosamente, não disputou nenhuma competição até o ano passado. A edição de 2016 da Libertadores é a primeira que ele disputa, defendendo as cores do Peñarol URU.



CARECA - Ídolo do Guarani e do São Paulo, disputou a competição defendendo essas duas camisas, respectivamente em 1979 e 1987. O melhor resultado foi com o Guarani, onde chegou até a Fase Semifinal da competição.

BATISTUTA - Antes de virar ídolo na Europa, o jogador argentino disputou algumas edições com as camisas de Newell´s Old Boys, River Plate e Boca Juniors e o máximo que ele conseguiu foi o vice-campeonato na sua primeira participação, em 1988 defendendo o Newell´s, perdendo na final para o Nacional URU.

HÉLTON - Goleiro revelado pelo Vasco da Gama, disputou a Libertadores em 2001, sendo eliminado nas quartas-de-final. Depois disto, ele foi fazer carreira em Portugal, onde virou ídolo.

RICARDO OLIVEIRA - Disputou a competição em 2003 pelo Santos (onde conquistou a artilharia do torneio) e em 2006 e 2010 pelo São Paulo. Foi duas vezes vice-campeão (2003 e 2006).



WASHINGTON E ASSIS - Dupla de ataque do Fluminense conhecida como o "casal 20", disputou a competição somente em 1985 e não passou da fase de Grupos, num grupo em quer tinha Argentinos Juniors e Ferro Carril Oeste, sendo neste ano, a pior participação de clubes brasileiros da história da Libertadores.

TOSTÃO - Centroavante ídolo do Cruzeiro, conseguiu entrar na competição no ano de 1967, tirando a vaga do Santos. Mas o time não foi muito longe no torneio. Depois disto, o craque nunca maios disputou o torneio.



RIVELLINO - Para muitos, o maior ídolo da história do Corinthians, mesmo não tendo conquistado títulos. Por isto mesmo, o craque acabou pagando pela ausência de títulos que também acabou se refletindo em nenhuma participação na competição. Mesmo trocando o Corinthians pelo Fluminense, ele quase acabou disputando a sua primeira Libertadores, mas o Corinthians impediu ele de disputar, eliminando o Fluminense no campeonato brasileiro de 1976 e pegando a segunda vaga na competição de 1977.

JÚLIO CÉSAR - Goleiro revelado pelo Flamengo, disputou a competição em 2002, mas foi eliminado ainda na Fase de Grupos. Depois disto, ele foi fazer carreira na Europa.

JORGINHO - Lateral direito da seleção brasileira revelado pelo Flamengo e titular da Copa de 1994. Mas foi no arqui-rival Vasco da Gama que ele foi disputar sua única edição em 2001, eliminado nas quartas-de-final.




VIOLA - Ídolo do Corinthians e com passagem por vários outros clubes, disputou a competição em 1991 pelo Timão e 2001 pelo Vasco. O melhor resultado foi na sua segunda participação, mas parando nas quartas-de-final.

MAZINHO - Um dos jogadores que fizeram parte da seleção brasileira tetra-campeã em 1994, o meia disputou a competição duas vezes: em 1990 pelo Vasco da Gama e em 1994 pelo Palmeiras, onde seu melhor resultado foi as quartas-de-final de 1990.



LIONEL MESSI - Jogador argentino do Barcelona, inúmeras vezes eleito o melhor do mundo pela FIFA, ele acabou deixando seu país de origem ainda garoto e por isto mesmo, não teve o gostinho de disputar a competição ainda. Segundo boatos, o Newell´s Old Boys chegou a fazer uma proposta para que Messi defendesse o time na edição de 2013, onde ele entraria nas semifinais, mas o time não chegou a um acordo com o Barcelona. Talvez no futuro o jogador possa estar disputando a competição.



ADRIANO IMPERADOR (*) - Centroavante polêmico, disputou a competição em 2008 pelo São Paulo, em 2010 pelo Flamengo e em 2014 pelo Atlético PR, onde o melhor resultado foi as quartas-de-final de 2010, sendo eliminado pelo Universidad do Chile.

(*) Há controvérsias sobre o fato do jogador ter sido ou não campeão da competição, pois ele estava inscrito pelo Corinthians na edição de 2012 onde o Timão foi o campeão. Porém, no intervalo de tempo entre a divulgação da lista de inscritos e a real estréia do Timão naquela competição, o jogador teve o contrato rescindido por indisciplina. Muitos consideram que o jogador, pelo fato de ter sido inscrito pelo Corinthians naquele ano, merece ser lembrado como um dos jogadores do elenco campeão. Outros (esta é a minha opinião), defende a idéia de que ele não chegou a disputar as partidas porque já estava fora do elenco, portanto, não deve ser considerado como campeão. Fica a critério de vocês decidirem isto.

MENÇÃO HONROSA PARA:



LEVIR CULPI - O atual técnico do Fluminense nunca disputou a competição como jogador. Como treinador, foi o técnico do Criciúma na edição de 1992, sendo eliminado pelo São Paulo nas quartas-de-final daquela competição. Levir ainda disputou também treinando o Cruzeiro em 1998, sendo eliminado nas oitavas-de-final pelo Vasco da Gama, e também pelo Atlético MG, as edições de 2014 e 2015, eliminado em ambas também nas oitavas-de-final..



RUBENS MINELLI - Para muitos, um dos grandes estudiosos do futebol nos anos 1970 e 1980. O treinador disputou a competição dirigindo três times diferentes: Palmeiras em 1971, Internacional em 1976 e São Paulo em 1978. O seu melhor resultado foi na edição de 1971, sendo eliminado pelo Nacional do Uruguai.

JORGE SAMPAOLI - O técnico argentino, que foi campeão da Copa América de 2015 treinando a seleção chilena, disputou algumas competições nos anos 2010. O seu melhor resultado foi ter chegado até as semifinais de 2012, sendo eliminado pelo Boca Juniors.



MARCELO BIELSA - Antes de assumir a seleção argentina e logo depois fazer carreira na Europa, o treinador disputou a competição nos anos 1990, sempre com clubes argentinos. Ele era o técnico do Newell´s Old Boys que perdeu a final da Libertadores de 1992 para o São Paulo.

sábado, 5 de março de 2016

Brasil e Alemanha - Sorte nas pistas, azar no campo (ou vice versa)


Bom, gente... neste texto em especial estarei falando de Brasil e Alemanha. Em época de 7 x 1, Alemanha campeã e tudo o mais, notei algumas coincidências entre esses dois países sejam nas pistas de automobilismo, seja nos campos de futebol. Então, vamos aqui a uma pequena análise de alguns fatos.



O Brasil foi campeão da Copa do Mundo em 1958, 1962 e 1970. O país vivia um áureo período de glórias e conquistas nos gramados, mas ainda não tinha tradição na Fórmula 1. Eis que depois do tri campeonato, um jovem piloto brasileiro chamado Emerson Fittipaldi entrou na categoria e começou a ganhar corridas. Faturou títulos na Fórmula 1. Depois dele, vieram as conquistas de Nelson Piquet e Ayrton Senna.



Coincidentemente, no período áureo de conquistas brasileiras na Fórmula 1, o Brasil passou por uma enorme seca de títulos de Copa do Mundo, e olha que seleções boas o Brasil montou para ser campeã como em 1982. Ou seja, sorte nos gramados, azar nas pistas, e vice-versa.

Este período de glórias na Fórmula 1 durou até a morte de Ayrton Senna em 1994. Dois meses depois, coincidentemente, o Brasil faturou o tetra campeonato e logo depois em 2002, o penta, em cima dos alemães. Foi o Brasil parar de ganhar títulos nas pistas, voltou a ganhar títulos no futebol.



O mesmo caso parecido ficou a Alemanha. O país faturou títulos na Copa do Mundo até 1990, ano do tri campeonato. Coincidentemente a Alemanha nunca tinha um piloto campeão da Fórmula 1. No ano seguinte, em 1991, surge um piloto jovem chamado Michael Schumacher, que aos poucos vai conquistando seu espaço e passando a ganhar corridas e títulos.



O mais incrível é que durante o período de conquistas de Michael Schumacher, e logo depois de Sebastian Vettel, a Alemanha viveu uma seca de títulos em Copa do Mundo. E olha que o país teve seleções fortes neste período que tinham tudo para serem campeãs.



O último título alemão na Fórmula 1 foi de Sebastian Vettel em 2013. Coincidentemente foi o ano que Michael Schumacher se acidentou nos esquis e está no estado que está atualmente. E logo no ano seguinte, a Alemanha se torna campeã do Mundo pela quarta vez na sua história. Mas também a Alemanha não consegue mais fazer um piloto campeão da Fórmula 1 desde então.



Ou seja, Brasil e Alemanha tornaram-se oito ou oitenta. Ou ganham na Fórmula 1, ou ganham Copa do Mundo. No mais, parece esquisita esta comparação. Mas são essas histórias que tornam a coisa mais incrível de se analisar...

Agora eu deixo para vocês esta história... no mais é isto... valeu!!!!!


sábado, 13 de fevereiro de 2016

Eles preferem os grandes esquadrões

Bom, gente. Estava aqui pensando sobre algumas coisas a respeito de futebol. E reparei nas rodas de amigos e agora que temos as modernidades da Internet, vemos falar muito dos grandes times, os esquadrões que marcaram época para os torcedores.

No caso do Corinthians, por exemplo, a conquista da Copa Libertadores em 2012 veio para lavar a alma do torcedor maloqueiro e sofredor que estava cansado de ser zuado por causa da ausência deste título. Mas, por incrível que pareça, o time de 2012 não está tão falado assim na memória do mais fanático torcedor corinthiano. E eu vou explicar por que:



Torcedor que se preze de verdade gosta de lembrar com carinho dos grandes times e dos grandes esquadrões que vieram e marcaram época. No caso do Corinthians, o time teve um no período de 1998 a 2000, onde um time cheio de estrelas como Marcelinho Carioca, Dida, Rincón, Vampeta, Ricardinho, Edilson Capetinha, entre outros. Aquele time teve um trabalho montado inicialmente por Vanderlei Luxemburgo e depois continuado por Oswaldo de Oliveira.

Aquele time era praticamente imbatível e ganhava tudo o que se via pela frente: Paulista, Brasileiro, Mundial de Clubes, etc... mas o time tem uma mancha no currículo: a ausência da Libertadores, objeto de desejo daquele time que encerrou um ciclo depois que Marcelinho Carioca perdeu aquele pênalti para Marcos na Libertadores de 2000 contra o Palmeiras. Até hoje o torcedor palmeirense lembra mais com carinho deste pênalti do que da conquista da mesma Libertadores no ano anterior.

Agora se comparando com o time corinthiano campeão de 2012, tem alguns valores individuais como Emerson Sheik, Paulinho, Liédson, Alex, Danilo, etc. Mas o time não empolgava muito porque foi preparado pelo técnico Tite para ganhar a Libertadores e isto talvez tenha pegado na busca de outros títulos. O forte daquele time era um grupo unido e coeso. Tanto é que na campanha desta conquista, foram apenas quatro gols sofridos e um título conquistado de forma invicta, coisa que muitos poucos conseguiram na história da competição. O time tornou-se um vencedor em outros campeonatos, mas foi construído exclusivamente para um torneio que era o objetivo principal.



Outro detalhe comparando-se os dois times: o esquadrão de 1998 a 2000 jogava para frente, aplicava grandes goleadas contra os adversários e entrava com sangue nos olhos, bem ao contrário do time de 2012, que se preocupava com o resultado, com uma defesa eficiente, mesmo que fosse preciso ganhar apenas de 1 x 0 jogando retrancado. Além disto, o time de Marcelinho Carioca era uma senhora duma fogueira de vaidades, cada um mais preocupado em brilhar mais do que o companheiro, brigando muitas vezes um contra o outro, explorando mais o marketing pessoal dos seus jogadores, e um técnico mais estilo “Laissez-Faire”, que deixava os jogadores deitarem e rolarem nos treinos e jogos, bem diferentes do time de Tite, que tinha na figura dele um papel de líder nato, buscando sempre o melhor de cada jogador e que não deixava as vaidades acontecerem, fazendo com que o time tivesse mais união entre seus jogadores, quase que uma família, ao contrário do esquadrão do final dos anos 1990, onde os jogadores só olhavam para o próprio umbigo.

Mesmo com a ausência da Libertadores naquele time, o Corinthians de Marcelinho Carioca está mais no coração do torcedor corinthiano do que o time pragmático e fazedor de resultados do técnico Tite, mesmo com a Libertadores de 2012. Tal circunstância lembra a seleção brasileira, onde no coração do torcedor, mesmo perdendo, o escrete canarinho de 1982 de Telê Santana está mais vivo na memória do torcedor do que a seleção de Romário campeã em 1994.

Por estas e outras, os torcedores preferem os grandes esquadrões aos times eficientes tecnicamente. Isto explica também a paixão destes torcedores por times que jogam vibrando, que mais se preocupam em jogar pra frente e dar espetáculo. São estes que ficam realmente na memória do torcedor.




sábado, 6 de fevereiro de 2016

Saudades das propagandas de cigarro no automobilismo

Bom, gente. Hoje estamos num mundo politicamente correto e muitas ações temos que pensar e repensar para não cometermos burreiras. Os mais jovens hoje não se lembram muito direito, e hoje estamos aí, num mundo onde combate-se o cigarro, citando os malefícios e prejuízos para quem fuma. E eu sou de uma época onde não se tinha esta preocupação. As propagandas de cigarro eram frequentes, principalmente no mundo esportivo.



Até um certo tempo atrás, a indústria de cigarro movimentava milhões em diversos eventos. Lembro de algumas atrações culturais patrocinadas por marcas de cigarro como os antigos Hollywood Rock In Concert (na época em que o Rock´n Rio estava nas suas origens), o Free Jazz Festival, o Carlton Cine, entre outros. Mas a propaganda de cigarro era fortíssima mesmo em eventos esportivos, principalmente o automobilismo.



Nos anos 1980 e 1990, principalmente, as marcas de cigarro injetavam milhões nas pistas e patrocinavam pilotos e equipes. Quando ouvia-se falar nas equipes, tínhamos em mente a tão falada pintura da Marlboro (na Fórmula 1 pela McLaren de Ayrton Senna e na Indy, a Penske de Emerson Fittipaldi), e outras marcas também foram surgindo para se juntar às faladas na época. De repente, John Player Special, Camel, Barclay, Benson & Hedges, Lucky Strike, Rothmans, Mild Seven, entre outras, eram cumuns e em alguns casos associavam as equipes.



Querem um exemplo??? A Lotus nos áureos tempos de glória era da John Player Special, preto e dourado, depois adotou a pintura amarela da Camel. A simpática Ligier tinha os cigarros franceses Gitanes, cuja marca era a cigana dançando segurando um pandeiro. A Zakspeed era dos cigarros Wets. E a McLaren ficou marcada pela pintura Marlboro até os anos de 1990 e logo depois, adotou a pintura preta e prateada da marca West. Outras marcas também foram surgindo com o tempo como a Rothmans na Williams e a Mild Seven na Benetton, entre tantas outras.



E não era só na Fórmula 1 que tinhamos as marcas de cigarro. No antigo Mundial de Marcas, a Jaguar desfilava com os carros com o patrocínio da Silk Cut e na Indy, a Hollywood brasileira chegou a rivalizar com a Marlboro e outras marcas conhecidas somente nos Estados Unidos e Canadá, como a Players e a Kool. A Nascar, a divisão principal da categoria era chamada de Winston Cup, uma marca de cigarros famosa nos EUA.



Na época, era tão levada a sério esta história de marcas de cigarro que durante um tempo virou lei dentro das pistas: Ou você tinha um patrocínio de uma marca de cigarros ou você sequer tinha chances de sobreviver, seja para pilotos ou para equipes.



No Brasil, nossos campeões também tiveram como momentos serem garotos propagandas de marcas de cigarro. Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna durante épocas diferentes ajudaram a fomentar esta indústria, divulgando as marcas de cigarros nas pistas. Outros brazucas como Hélio Castroneves, Tony Kanaan, Rubens Barrichello, André Ribeiro, etc, também tinham cigarros como apoiadores de suas carreiras.



Hoje, é impossível se ter um patrocínio deste tipo... eu lembro destas marcas de cigarro... já vou dizendo que não fumo, mas porque depois que passou esta época, a propaganda de cigarro ficou tão combatida que ficava ingrato associar pilotos campeões com propagandas deste tipo. E depois de um certo tempo, não se tinha mais sentido ter este tipo de patrocínio. Hoje parece que as marcas de bebidas energéticas é que estão mais em evidência. Mas mesmo assim, vale a pena rever estas ações por puro saudosismo mesmo. É recordar e viver...